<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895</id><updated>2012-02-17T02:04:08.661-02:00</updated><category term='LUTO pelo Jornalismo'/><category term='Compromisso com a notícia'/><category term='Mãe tem um guri no portão'/><category term='O TAO da web'/><category term='A notícia está la fora'/><category term='Filosofia do Repórter'/><category term='Ensaios do Repórter'/><category term='Eu que amo tanto'/><category term='Conversa ao pé do computador'/><category term='Junto do meu samba'/><category term='La Trombeta del Periodista'/><category term='Eduardo Freire Entrevista'/><category term='Eu to voltando'/><category term='Repórter pelo mundo'/><category term='Férias'/><category term='Publico'/><category term='Tortura nunca mais'/><title type='text'>REPÓRTER SEM FRONTEIRA, o blog do Jornalista Eduardo Freire</title><subtitle type='html'>O novo e o velho, num eterno prazer de contar histórias... Não há fronteiras na verdade e na notícia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4939589008389852802</id><published>2012-02-05T13:49:00.013-02:00</published><updated>2012-02-05T14:11:13.344-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios do Repórter'/><title type='text'>Singelo convite ao conhecimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-J8KUTAqZs8o/Ty6nLKKSDCI/AAAAAAAABSA/A1BUDgxioQc/s1600/1050198_25956923+menooorrr.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://3.bp.blogspot.com/-J8KUTAqZs8o/Ty6nLKKSDCI/AAAAAAAABSA/A1BUDgxioQc/s320/1050198_25956923+menooorrr.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da nova série: Ensaios do Repórter&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;Muitas são as coisas da vida que nos dão prazer de forma genuinamente simples. Se não as aproveitamos, pecamos por desconhecê-las ou ignorá-las. A contemplação inexorável da existência é algo gratuito, simples e prazeroso, que nos proporciona sutilmente a maravilhosa oportunidade de entender a nós mesmos, o tempo e o espaço nos quais existimos. Aliás, a premissa da existência se dá pela clareza de que temos consciência do tempo e espaço. Mergulhados nessa certeza, a consciência de vivê-lo e sabê-lo nos transporta para o campo do pensar, mesmo que tempo e espaço estejam simplesmente situados em qualquer delírio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;Ora, por que a chuva desperta os corações apaixonados numa tarde em que ela, a chuva, caí? Por que o luar, banhado da mais quente luz do sol, faz os amores suspirarem? A singeleza, aliada ao espanto da descoberta dos sabores e dissabores, é mola propulsora da dádiva da dúvida que suscita em empreitadas pelo presente da resposta. Não há uma folha que caia se não for da vontade de Deus. E não há uma folha que caia que não for da vontade de Deus que não queiramos saber o porquê fora da Sua vontade. Essa breve contextualização é para lançar luz sobre essa amizade tão próxima que desde a tenra idade temos com a busca pelo saber. É da tua, da minha e da nossa natureza nos deixar levar por esse sedutor convite ao conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;Nas sociedades, esse convite passa a ser formalizado, deixa a casualidade, por meio dos processos e métodos educacionais elaborados para a busca de novas possibilidades. Há ai, sem dúvida, um componente agregador, mas, paradoxalmente inibidor e de repulsa ao esvaecer a pureza e a simplicidade de um convite que, durante toda a vida, deveria ser feito de maneira informal. O processo educacional é natural, enraizado e incutido na essência. Falemos da maravilhosa experiência de ser conduzido como numa caminhada ao entardecer...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;&lt;em&gt;Aprendizado e amor&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;Indivíduo algum se ensinou a amar. Indivíduo algum se ensinou a conhecer. Assim como amar é uma relação de troca que se dá ao encontrarmos o outro, se dá o de aprendizagem. Conhecer é tão simples como amar, é tão duro quanto amar, é tão pleno como. Mas assim como há inúmeras formas e manifestações do amor, há também no conhecer. Fato é que ambos, amor e conhecer, são naturais e inerentes a nossa existência. Negar nossa singeleza pela busca natural do conhecimento é negar a própria ideia de que os indivíduos podem aprender. Como ensinar algo a alguém que não sabe como conhecer? Ama ao próximo como a ti mesmo. Conhece ao próximo como a ti mesmo. E conhece o mundo e conhecerás a si próprio. Tudo, de maneira natural. Pensemos sobre as ideologias do aprendizado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;&lt;em&gt;Não sou eu quem ensina, és tu que aprende&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Construir saberes é saberes construir. Assim como é saberes desconstruir e desconstruir para saberes. Olhe para blocos de montar e vai ver não blocos, mas o despertar de possibilidades diante da necessidade humana de conhecer. Não construímos no intuito de perenidade, mas o fazemos, pois sabemos que marcará uma época que a de ser superada por um novo que está no devir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Aliás, o devir é impulsionador dos novos saberes, e o conheceres pela necessidade de saber o que há devir. Perceba que o encontro de massas humanas gera instantaneamente a pluralização e a multiplicação de saberes e a abertura do novo para mais estradas de conhecimento. Se falo e tu falas, aprendemos. Somos repetidores da nossa ânsia e satisfação, simples e eficaz no seu ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;&lt;em&gt;Filosofia para a vida toda&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Questionar se a amizade pelo “saber” contribui para os processos de aprendizagem é um aviltamento. Provoco, pois escrevo este a título de provocação. Provoco mais ainda pelo questionamento, que se faz correto, pois nenhuma questão deve ser negligenciada. Então provoco a dizer que a filosofia para a educação de nada serve e serve para que o nada possa ser. Provoco, pois a filosofia lhe serve para uma vida toda, mas pode passar uma vida toda sem nada lhe servir. Provoco, pois, é preciso provocar, e é da nossa natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 150%;"&gt;&lt;em&gt;A título de conclusão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Espero que não enxerguem este como mais um, e espero que assim o enxerguem. Não enxerguem como mais um porque o despertar da simplicidade das coisas deve ser retomado, reavivado, e o prazer no conhecer deve pulular, mais uma vez, nos nossos corações. Espero que assim o enxerguem, pois não se devem inflar os pulmões de pieguices e se enamorar de “Polianas”, num eterno jogo do contente. Espero que ele conclua e que fale da sua importância. E que por si só se baste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4939589008389852802?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4939589008389852802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/02/da-nova-serie-ensaios-do-reporter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4939589008389852802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4939589008389852802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/02/da-nova-serie-ensaios-do-reporter.html' title='Singelo convite ao conhecimento'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-J8KUTAqZs8o/Ty6nLKKSDCI/AAAAAAAABSA/A1BUDgxioQc/s72-c/1050198_25956923+menooorrr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-3270377314218420293</id><published>2012-01-26T00:19:00.015-02:00</published><updated>2012-01-26T00:34:06.123-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tortura nunca mais'/><title type='text'>Pinheirinho: o fim moral da Polícia Militar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WRTS2acv8Gw/TyC3yGagruI/AAAAAAAABRw/Zl085sGx4kM/s1600/2192158-5812-rec.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-WRTS2acv8Gw/TyC3yGagruI/AAAAAAAABRw/Zl085sGx4kM/s320/2192158-5812-rec.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em Pinheirinho moradores comparam a reintegração de posse com a ação policial contra militantes do MST em 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto: Reuters. Legenda: Correio do Brasil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: Tortura Nunca Mais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O que vimos nos últimos dias na ação de reintegração de posse na cidade de São José dos Campos, Vale do Paraíba, interior de São Paulo, é o retrato de um modelo de organização de segurança superado pelo Estado Democrático e suas instituições civis. Nos últimos meses, e não só em São Paulo, por todo o país vimos confrontos entre cidadãos e órgãos de segurança de Estado que, fatalmente, resultaram em confronto e desastrosos resultados, decorrentes de uma fórmula ultrapassada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Particularmente me assombra o fato do Brasil insistir, 28 anos após a abertura e a consolidação do Estado Democrático de Direito, em instituições de segurança pública regidas por modelos militares para atuação dentro da sociedade civil. É importante, antes de qualquer outra observação, colocar que a crítica, e, sim, trata-se de uma crítica, que faço a essas instituições de segurança não é voltada aos seus profissionais, também cidadãos e que simplesmente acabam apenas por reproduzir a cartilha a eles passada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Nós, como sociedade, é que precisamos fazer esse alerta. Exigir das autoridades políticas uma revisão e reestruturação do modelo de segurança nacional. O projeto de uma reforma do modelo policial brasileiro está há décadas emperrado no Congresso Nacional e me parece que nada mais impede de abrirmos&amp;nbsp;definitivamente este debate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Em todos os países do mundo em que o modelo democrático prosperou não há órgãos de segurança civil que tenham se quer uma orientação militarizada. É impossível não se revoltar. Chega a ser inacreditável a forma de conduta apresentada, com truculência, opressão e até mesmo&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;tortura, seja física ou psicológica, praticada por esses homens e mulheres, brasileiros, que seguem o manual das corporações para as quais prestam serviço. Nós, cidadãos, assim como em tempos de guerra, não somos vistos como cidadãos, mas sim como inimigos. Nem se quer temos a chance de ser adversários, pois, num confronto ético, abre se espaço para que o adversário tenha a chance de se defender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Na guerra, assim como nas ações das polícias militares, o inimigo deve ser ignorado, reprimido, esmagado e aniquilado, sem chances de revide. Mães desesperadas, chorando com os filhos nos braços, enquanto suas casas são derrubadas ou postas em chamas, veem o batalhão de choque, isso mesmo, o batalhão de choque marchando em formação de combate contra cidadãos de bem, enquanto os índices de criminalidade só aumentam em todo o país.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Este é, sem dúvida,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o retrato de que há, no mínimo, algo errado nessa política e nesse modelo de relação de segurança com a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Dos vários registros de perseguição, ocultação e mortes retratados em obras como o livro &lt;em&gt;Rota 66, a Polícia Que Mata&lt;/em&gt;, do jornalista Caco Barcellos, a ações abertamente escancaradas em rede nacional como está no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, o retrato que construímos do comando, político ou policial, e do modelo de polícia militar ainda em voga para lidar com a sociedade civil, é um retrato de que&amp;nbsp;este modelo de política e polícia está&amp;nbsp;completamente falido e desacreditado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A ONU, por meio da relatora para o Direito à Moradia, a brasileira Raquel Rolnik, vai denunciar a violação de direitos humanos no Pinheirinho e lançar um "apelo urgente" para que as autoridades interrompam a atuação em São José dos Campos. A relatoria da entidade pedirá explicações sobre as ocorrências na região e alertará para violação de direitos humanos ao se usar polícia e confronto na reintegração (com informações do jornal &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/i&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não é preciso raciocinar muito. Conheço inúmeras pessoas, amigos meus, parentes, todos nascidos nas periferias desse Brasil, que têm uma história sobre a PM, que andam, vivem e dormem com medo da PM, quando deveriam ter nesses profissionais a referência de segurança. Isso ocorre pela truculência do seu modelo fracassado e pelo uso que o próprio Estado faz dessa instituição quando vai lidar com as classes menos favorecidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Um país que realmente deseja ser de todos, que quer abrir suas portas para receber democraticamente o mundo, deve primeiro aprender a respeitar os seus, corrigir os erros do passado e enterrar definitivamente os seus modelos&amp;nbsp;mortos, para que os seres humanos,&amp;nbsp;vivos na democracia,&amp;nbsp;possam viver com esperança e dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Muito já foi conquistado, mas muito também está ai por fazer. Há cadáveres morais, exumados do período militar desta nação, que ainda nos assombram e amedrontam, dia após dia, pairando num regimento democrático. O sistema de segurança e a PM são mortos morais que precisam ser enterrados para que o novo e ético surja. O recado de São José dos Campos foi muito claro. Só não entendemos se não quisermos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-3270377314218420293?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/3270377314218420293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-o-fim-moral-da-policia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3270377314218420293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3270377314218420293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-o-fim-moral-da-policia.html' title='Pinheirinho: o fim moral da Polícia Militar'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WRTS2acv8Gw/TyC3yGagruI/AAAAAAAABRw/Zl085sGx4kM/s72-c/2192158-5812-rec.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2474344929981517683</id><published>2012-01-20T14:23:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T00:49:42.642-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Carlos Nascimento tem razão</title><content type='html'>&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="text_exposed_root text_exposed" id="id_4f1993a145eeb0e46954845"&gt;Carlos Nascimento tem razão... Nós já fomos mais inteligentes porque outrora a inocência era vista com inocência, o sorriso era visto com um&amp;nbsp;sorriso, a dor como uma dor e o orgulho com orgulho... Nós já fomos mais inteligentes porque a crítica não era banal... Não se fazia escárnio do palhaço e muito menos se enclausurava uma gargalhada. Sei que é difícil, mesmo para alguém "inteligente" como Carlos Na&lt;span class="text_exposed_show"&gt;scimento, compreender que até o entretenimento pode ser efêmero e ter modificações... Que as redes sociais assim são chamadas pelo convívio e pela forma de bom humor que nos propaga. Já fomos mais inteligentes... Pois já criticamos coisas sérias, já reagimos a coisas sérias, e porque já sorrimos um dia sem nos censurar... Carlos Nascimento tem razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2474344929981517683?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2474344929981517683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/01/carlos-nascimento-tem-razao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2474344929981517683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2474344929981517683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2012/01/carlos-nascimento-tem-razao.html' title='Carlos Nascimento tem razão'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8191550452135096180</id><published>2011-11-27T05:35:00.008-02:00</published><updated>2011-11-27T13:07:38.177-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A notícia está la fora'/><title type='text'>A Noite que Ocupei São Paulo – Segunda Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Da nova série: A notícia está lá fora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Já passa das 23h, quando alguns membros começam a distribuir máscaras para todos. Uma prevenção contra o gás lacrimogêneo, em caso de ofensiva da PM. Enquanto isso, outros treinam técnicas de dispersão. Formas de resistir a captura, mas principalmente a provocações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Gos04tuc9C8/TtHmMtPFOgI/AAAAAAAABRY/1kcds-Cm-4o/s1600/IMG0139A+padre+PB.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-Gos04tuc9C8/TtHmMtPFOgI/AAAAAAAABRY/1kcds-Cm-4o/s320/IMG0139A+padre+PB.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;Padre Júlio Lancelloti, ao lado de manifestante com a máscara do filme "V de Vingança"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Benção e fé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Padre Júlio Lancellotti. E a ação dos jovens&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;“Apoio discreto, mas sincero.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Cabelos brancos e óculos a ponta do nariz me chamam a atenção numa figura que discretamente passeia pelo grupo. “Cuidado &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;B.,&lt;/b&gt; vai ser atropelado ai”, diz para um dos manifestantes que percorre uma das pistas da paulista, segurando cartazes com dizeres de ordem. Padre Júlio Lancellotti trabalha há muito com moradores de rua e consciente da participação de alguns deles no movimento está ali para dar o seu apoio. Peço um minuto para conversar. Pergunto o que o motivou a participar. Ele me diz que se trata “primeiro de um apoio discreto e em alguns momentos. A gente tem sempre que apoiar os jovens nessa busca, principalmente quando ela é feita com sinceridade, sem dogmatismo e com a possibilidade da conversa. O idealismo dos jovens encanta e ensina muitos com cabelos brancos que não fizeram ou se omitiram na história. O capitalismo está em colapso e não é mais o poder único e homogênico, mas ele não vai derreter de uma hora para outra, então temos que apoiar os jovens para que eles não se desiludam.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Pequena tensão e o rito das assembleias&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Despeço-me do padre e volto à atenção ao grupo. Neste instante, uma movimentação. Na pista sentido centro, um carro para e um homem desce portando uma câmera de filmagem, mas o veículo não tem identificação. Uma jovem do grupo se aproxima para questionar de onde ele é. O homem diz ser da “Band”, mas volta para o carro sem nada filmar. Sai vagarosamente, e, segundos depois,&amp;nbsp;faz imagens segurando&amp;nbsp;um celular. Pequena tensão. O grupo acompanha, mas o carro vira a esquina e não&amp;nbsp;é mais&amp;nbsp;visto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Perto da meia-noite, eles convocam a assembleia. A ideia é apresentar aos novos integrantes o movimento e discutir o que será feito no domingo, caso a polícia não entre em choque com eles até lá. Enquanto alguns chamam os demais para um círculo que começa a se formar na praça, o talento dos presentes se vê em cada canto. Alguns tocam violão, violino, fazem malabares, fotografam, escrevem, declamam... Notadamente não são manifestantes comuns e de fato não se trata de uma manifestação comum... Há algo para ser considerado nesse grupo de jovens, homens, mulheres, crianças, senhoras e senhores, profissionais, estudantes, desempregados e moradores de rua, que se coadunam numa simbiose cultural típica da cidade, estampada na história que se desenha. Não há megafones. Temos dificuldade em ouvir as primeiras explanações. Para suprir a dificuldade, eles decidem usar a brincadeira infantil do “jogral”, na qual enquanto um fala, todos os outros&amp;nbsp;repetem. Assim, o som se faz ouvir pela avenida. Os carros passam e buzinam. As pessoas acenam, na grande maioria em tom de curiosidade, mas há também os que apoiam, ignoram, fazem gestos de aprovação ou reprovação. Na roda, gente de social, roupa esporte, sentados como quando nós brincávamos no jardim de infância. Mas aqui não é brincadeira. Pautam questões, discutem, dão alertas... Como o da personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt;, que falou comigo momentos antes.&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;“Subversividades”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; E o início do temor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;“Vocês vão sair daqui. [...] Quem vai atuar hoje é a Polícia Militar [...] Vai ser tudo diferente.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Eles chamam a minha atenção. “Você precisa gravar com ela. Tem que ouvir o que ela tem a dizer”, diz &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.,&lt;/b&gt; apontando para &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; sentada num canto da mureta do canteiro. “Aproveita e joga no ar, vamos transmitir ao vivo”, insistem ao falarem com um membro que usa um capacete de obras, com uma webcam colada com fita adesiva e conectada a um notebook. Este está ligado a &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;uma rede wi-fi, transmitindo em tempo real pela internet. Sento calmamente ao lado de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; Peço que ela fique a vontade e diga o quer contar. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; tem um doce olhar, fala mansa e gestos suaves... Hesita por um momento, mas resolve finalmente contar o que viu. “Mais ou menos umas cinco horas da tarde, eu estava sentada ali do outro lado da praça, quando parou o carro da Guarda Civil bem na minha frente e atrás a kombi da subprefeitura cheia de homens para retirar as barracas. Saíram todos e vieram pra cá. Nisso, parou um carro preto e dele desceu um homem de camisa e calça social. Não sem quem era. Ele foi até a Guarda Civil e falou, ‘olha, vocês vão sair daqui, vão aguardar uma ordem, vão lá pra base da Paulista, que fica na Trianon, e aguardem lá. Mais tarde a gente chama vocês, porque quem vai atuar hoje é a Polícia Militar, não são vocês, e vai ser ou agora a tarde, e vocês virão, ou a noite e vai ser tudo diferente’. Nisso, a pessoa que estava no carro ligou pra alguém avisando que&amp;nbsp;precisaria de mais gente. O rapaz da banca de jornal em frente foi até eles e perguntou: ‘vocês vão tirar eles daí? E o homem de social disse que não, que a Guarda Civil não ia fazer nada e então saíram todos e foram pra base da Trianon”. Era possível ver nos olhos de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; a apreensão. Ela e todos sabiam que naquela noite, com a PM sendo acionada, a permanência na praça poderia ser colocada em xeque. Perguntei também a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;F.&lt;/b&gt; sobre o seu envolvimento com o “Ocupa Sampa”, seus anseios e motivações em estar ali. Uma história fascinante, de nuances tão singelas quanto a sua feição. Sinto por não poder descrever tudo o que ouvi e vi naquela noite. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O temor da ação da PM é divulgado ‘oficialmente’, quando avisam que o capitão Ângelo Del Vecchio, por volta das sete da noite, teria os intimidado ao falar de uma possível ação para desocupação da praça. Debatem o que fazer. Decidem que ficarão até domingo, dia 27. Hoje, sábado, dia 26, haveria uma festa de “ocupação das ruas”, organizada pela equipe do portal Barulho.org. E, talvez, no domingo, eles mudassem de local... A coisa já não parece tão certa. Eles chamam a atenção para uma “guerra civil e social”. Percebe-se que o termo “guerra” não tem o peso de outrora, usado na historicidade. Vejo a estátua de Francisco de Miranda [&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;leia mais no final da matéria&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;], no centro da praça, travestida com a máscara do filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;V de Vingança&lt;/i&gt;, símbolo das ocupações em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Wall Street&lt;/i&gt;, segurando uma bandeira do movimento. Faço uma pergunta. Ouço cada construção minha repetida no jogral que ecoa pela Paulista. Eles sorriem. Todos querem responder quando pergunto se têm alguma proposta para mudanças, ou apenas acompanham os movimentos na Europa e nos EUA. Haviam combinado antes que todos se manifestariam favoravelmente ou não por meio de gestos, alguns nitidamente presentes na LIBRA [Linguagem Brasileira de Sinais]. Quando um deles me diz que há objetivos pessoais e coletivos, parte concorda e parte discorda. Outros esclarecem que há objetivos sociais e coletivos.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas permanecem as divergências quanto a isso. Vejo que os interesses são diversos. Após&amp;nbsp;se assentarem, uma das integrantes se aproxima. Diz que também é jornalista e me indica um rapaz para falar. “Ele vai poder te explicar bem. Conversa com ele. Ele é ótimo”. O mesmo está próximo. Peço licença para sentar ao seu lado. Ele parece disposto a falar e eu interessado em ouvi-lo. De fato minha colega de profissão tinha razão. Muitas das dúvidas foram respondidas ao conhecê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Chamado para o pensamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;O personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;M.&lt;/b&gt; E a construção do consenso&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;“Estamos construindo algo aqui, embora não saibamos ainda o que. Se querem falar conosco, venham aqui e discutam juntos. Aqui é o lugar do debate.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;M.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; me olha intrigado. Um misto de pequena euforia e timidez. Peço que fale sobre o movimento. Pergunto se o mesmo tem objetivos claros e o que o motivou a participar. Ele me diz que não houve motivos. Nem sabia o que era. Veio com um amigo e se identificou. Acabou ficando, pois se identificou com a indignação, talvez a palavra que melhor explique o movimento. “Esse é um movimento imprevisível”, me explica, “de uma democracia real e da construção de vários consensos em torno de algo que não se sabe, ainda, como será construído e como será feito. Há modelos de assembleias. Nelas, todos são ouvidos. Tivemos muito êxito em discussões lá no Anhangabaú. Fizemos pequenos grupos de discussão e depois esses grupos traziam os consensos para o debate na assembleia. Testamos modelos para ver o que se ajustava melhor a cada assunto.”&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;M.&lt;/b&gt; me conta que na Alemanha, o parlamento convidou alguns dos membros do movimento de lá para discutirem. Os membros encaminharam uma carta aberta dizendo que, caso os parlamentares quisessem discutir os temas, que fossem até onde eles estavam e não o contrário. “É aqui que o debate tem que acontecer. O que estamos fazendo é chamando as pessoas para refletir, pensar. O que nos move é a indignação com um sistema que não está certo. Pessoas passarem fome não está certo. Gente sem ter onde morar não está certo. No começo, por exemplo, não falamos que éramos anticapitalistas, contra o capital. Agora não, assumimos que somos contra o capitalismo abertamente. Construimos esse consenso.&amp;nbsp;Somos contra, por exemplo, a construção da usina de Belo Monte, porque sabemos que é errado destruir um ecossistema e o meioambiente. Assim como questionamos o mercado financeiro, essa coisa de ter um algo invisível que comanda as nossas vidas. Todos aqui estão indignados, mas de formas diferentes. O que nos move aqui é a nossa indignação e estamos aqui para entender essa indignação. Aqui há pessoas tão diferentes quanto os motivos de estarmos indignados. Mas isso é fantástico. Estamos tentando entender o próprio motivo de estarmos aqui. E este debate é riquíssimo. Aprendi muito e mudei muito nesse tempo. Estamos construindo algo aqui, embora não saibamos ainda o que. Se querem falar conosco, venham aqui e discutam juntos. Aqui é o lugar do debate.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;M.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; também me fala da participação de partidos no início das manifestações e da posterior cisão com os mesmos. “Eles participaram da marcha que fizemos até o Anhangabaú, mas ficaram dois dias acampados e depois foram embora. Nós estamos lá a 40 dias.&amp;nbsp;Chegamos a conclusão que o movimento, para alcançar os objetivos do debate, precisaria ser apartidário. Mas a questão da saída dos partidos foi motivada por eles mesmos. Não é que houve uma assembleia para tirar os partidos. Eles saíram e nós entendemos que o movimento era apartidário. Isso se deu naturalmente.” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;M.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; faz uma pausa. Olha pra mim novamente com ar intrigado e então desabafa. “Nossa, preciso deixar claro que o que eu estou dizendo é muito da minha visão pessoal. Como você viu aqui concordamos, ou não, todo mundo tem espaço pra dizer o que quiser, então estou falando do movimento, mas não é que eu esteja falando pelo grupo, isso é o que eu penso. Pra alguns aqui posso estar falando um monte de bobagens. Mas nem eu mesmo estou acreditando que estou dizendo tudo isso. É que você é o primeiro jornalista que realmente parece estar interessado em nos ouvir e nos entender.” &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;M.&lt;/b&gt; prossegue. Chama a sociedade como um todo para pensar a realidade. Um componente certamente&amp;nbsp;novo nos padrões de manifestação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Pergunto se ele e os seus colegas não se sentem incomodados quando a imprensa e a própria sociedade os cobra por não ser, este, um modelo tradicional de manifestação, no qual há lideranças e objetivos concretos. “Mas ai está o grande achado. Decidimos tudo por consenso. Nossa democracia é participativa. Todos tem a oportunidade de falar e expor as suas ideias. Ideias essas que estamos construindo juntos. É um movimento horizontal.&amp;nbsp;É uma mudança de método, da forma de se relacionar em sociedade. Estamos experimentando.” Nessa nova forma de convivência, num debate sobre tudo e e que todos pensam juntos, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;M.&lt;/b&gt; encerra ao dizer que “essa teórica ‘desorganização’ é o que nos organiza. Há pessoas maravilhosas aqui juntas e estamos aprendendo uns com os outros. As pessoas deixaram de assumir responsabilidades. Esse sistema capitalista em que vivemos hoje faz com que as pessoas deleguem responsabilidade. O presidente da empresa faz o possível, que passa para o gerente que faz o possível, que passa para o supervisor que faz o possível, que passa para o chão de fábrica que simplesmente cumpre ordens. E quando precisa que alguém assuma a responsabilidade, colocam a culpa no mercado, em algo que não existe e que não se pode responsabilizar. Pensar e debater os nossos problemas é assumir responsabilidades. É o que estamos fazendo aqui hoje”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Terminada a conversa,&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt; M.&lt;/b&gt; e eu voltamos para a assembleia. Eles discutem problemas de segurança... Relatam que a polícia agride quem está com câmeras e filmadoras, além de destruir os equipamentos. “Isso aconteceu na reintegração de posse no prédio da reitoria da USP. Quem não conseguiu correr apanhou e teve o seu equipamento quebrado”, contam. Eles se preparam para o enfrentamento pacífico treinando táticas de como agir caso a PM avance. Não resistem, não revidam, protegem-se de uma eventual ação truculenta dos policiais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UXQxfp6PPdE/TtHmxx3ZpMI/AAAAAAAABRg/acZMDbzbuEA/s1600/IMG0149A+amor+PB.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-UXQxfp6PPdE/TtHmxx3ZpMI/AAAAAAAABRg/acZMDbzbuEA/s320/IMG0149A+amor+PB.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Inscrição deixada pelo grupo no piso da praça&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Histórias que não podem ser contadas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;X.&lt;/b&gt; E a humanidade por trás do movimento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;“Quero deixar um mundo melhor para os meus filhos”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Há história mais densa e fascinante é certamente a de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;X.&lt;/b&gt; Infelizmente para nós, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;X.&lt;/b&gt; permanecerá assim, incógnito. Mas trata-se de alguém que abraçou o Brasil. Foi chacoalhado pela realidade, afortunado por grandes amores, e vítima de desilusões tão contraditórias, a ponto de leva-lo ao movimento. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;X.&lt;/b&gt; sabe o que quer. Tem posições claras, experiência. Auxilia os demais com orientações. Tem pleno entendimento do que poderia e deveria ser feito para mudar parte do cenário. Por que tanto idealismo? Eu pergunto. “Porque quero deixar um mundo melhor para os meus filhos”, responde. Penso que nós também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Se a revolução que eles tanto almejam virá e se de fato para melhor ela mudará as coisas é difícil de saber. Quanto a mudar a forma de se manifestar, isso não há dúvida de que eles já conseguiram. Ocupar os espaços públicos e fazer valer essa ocupação, como é assegurado pela constituição, já faz parte desse novo cenário. Eles ainda têm a capacidade de descontruir, de se desorganizarem, refletir e discutir tudo com todos. Estão aprendendo, desenvolvendo, mudando os métodos, sem saber, num exercício inovador a cada dia que eles permanecem juntos e acampados. Tiram as pessoas da zona de conforto. Chamam-nas para que assumam as responsabilidades, delegadas dentro do capitalismo, além de refletir sobre essas mesmas&amp;nbsp;responsabilidades. Agradecem, são generosos, impulsivos, amáveis e diversos nos sentimentos e reações como todo ser humano. Juntos, não importa a cor, raça, credo, nacionalidade, religiosidade, ideologias, estão unidos pela indignação. Tanto se fala de uma geração anestesiada, de uma sociedade do consumo, embasbacada com o deleite nas tecnologias, fúteis e descartáveis nas relações humanas, e agora nos deparamos com esse grupo de cidadãos de carne e osso. Gente de verdade que vai às ruas e se permite conversar, conviver e conhecer o outro na sua diferença para construir um mundo melhor. Por que omitir essa lição? Por que rotulá-los e exigir mais do mesmo, quando nos apresentam o novo e o revolucionário. Porque, como&amp;nbsp;anestesiados estamos,&amp;nbsp;não reconhecemos a&amp;nbsp;revolução que se inicia e com a capacidade suficiente de mudar a história. Eles resistem ao nosso tradicionalismo, truculência e covardia de não aceitar ideias novas, num mundo tão carente delas.&amp;nbsp;Podemos aceitar&amp;nbsp;o desafio. Fazer como eles. Ir às praças, ocupar e interpelar as diferenças. Discutir e buscar as soluções em conjunto. Em tempos de tanta intolerância, um exemplo de tanta convivência, amor e respeito ao próximo não poderia ser desprezado. Que ocupemos mais espaços públicos. Que ocupemos toda a humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sd3D2km5ulA/TtHnGO5g2GI/AAAAAAAABRo/o3Q4xH-Aolk/s1600/CIMG0258+PB+est%25C3%25A1tua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-sd3D2km5ulA/TtHnGO5g2GI/AAAAAAAABRo/o3Q4xH-Aolk/s320/CIMG0258+PB+est%25C3%25A1tua.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Estátua de Francisco Miranda, com máscara e bandeira do movimento&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Sebastián Francisco de Miranda Rodríguez&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Nascido em Caracas, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;no dia 28 de março de 1750, em San Fernando, e morto em Cádiz, em 14 de julho de 1816, Sebastián Francisco de Miranda Rodriguez, vulgo Francisco de Miranda, foi um militar venezuelano, precursor da independência da América espanhola. Executou um malogrado plano de independência das colônias espanholas na América Latina, mas que se reconheceu como um precursor dos ideais de Simón Bolívar e Bernardo O'Higgins, assim como de outros combatentes americanos que conseguiram a independência em grande parte da região. Com a ajuda britânica, Miranda realizou uma invasão na Venezuela em 1806. Chegou ao porto de Coro, onde a bandeira venezuelana tricolor foi içada pela primeira vez. Entre os voluntários que serviram para esta rebelião, estava David G. Burnet, dos Estados Unidos, que seria mais tarde o presidente interino da República do Texas depois de sua separação do México, em 1836. Em 19 de abril de 1810, a Venezuela iniciou o seu processo de independência, pelo qual Simón Bolívar persuadiu Miranda a voltar a sua terra natal, onde lhe fizeram general do exército revolucionário. Quando o país declarou formalmente a independência, em 5 de julho de 1811, ele assumiu a presidência com poderes ditatoriais. As forças espanholas contra-atacaram e Miranda, temendo uma derrota brutal e desesperada, assinou um armistício com os espanhóis em julho de 1812. Bolívar e outros revolucionários acreditaram que sua rendição correspondia a uma traição às causas republicanas e lhe frustraram a intenção de escapar. Entregaram Miranda ao exército real espanhol que o levou à prisão em Cádis, Espanha, onde morreu em 1816.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;Monumento a Francisco de Miranda na cidade de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O monumento a Francisco de Miranda está na Avenida Paulista, na Praça dos Ciclistas e, segundo consta na placa informativa, foi doada em 1978 "pelo povo da Venezuela". A estátua foi restaurada em 1988 pela prefeitura, em parceria com o Banco Union.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;V for Vendetta (V de Vingança)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;em&gt;V de Vingança&lt;/em&gt; é um filme de suspense distópico de 2006, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelos irmãos Wachowski, que também escreveram o roteiro. É uma adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome de Alan Moore e David Lloyd. Situado em Londres, em uma sociedade distópica de um futuro próximo, Natalie Portman estrela como Evey, uma garota da classe trabalhadora que deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça&amp;nbsp;com a&amp;nbsp;qual ela lutará. Hugo Weaving interpreta V, um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram. Stephen Rea vive um detetive que inicia uma busca desesperada para capturar V antes que ele inicie uma revolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. As críticas foram positivas e os ganhos de bilheteria mundial alcançaram mais de US$ 132 milhões, mas Alan Moore, depois de ter ficado desapontado com as adaptações cinematográficas de duas de suas outras novelas gráficas, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Do Inferno&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;A Liga Extraordinária&lt;/i&gt;, recusou-se a ver o filme e, posteriormente, distanciou-se dele. Os cineastas removeram muitos dos temas anarquistas e as referências a drogas que estavam na história original e também alteraram a mensagem política para o que eles acreditavam que seria mais relevante para um público de 2006. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas usaram esse filme para propagar a teoria política do anarquismo. A máscara do protagonista foi adotada em todo mundo como símbolo nos protestos da intitulada “Chamada Global”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;[Neste domingo, vou novamente ao encontro do grupo. Já soube da ação de polícia na manhã de ontem, sábado, o que fez com que eles desmontassem as barracas. Não sei se vou encontrá-los ainda na Paulista. Espero que estejam bem. Pretendo saber o que ocorreu na ação e quais os passos futuros. Prometo que trarei notícias desses cidadãos brasileiros.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  ﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8191550452135096180?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8191550452135096180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/noite-que-ocupei-sao-paulo-segunda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8191550452135096180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8191550452135096180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/noite-que-ocupei-sao-paulo-segunda.html' title='A Noite que Ocupei São Paulo – Segunda Parte'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Gos04tuc9C8/TtHmMtPFOgI/AAAAAAAABRY/1kcds-Cm-4o/s72-c/IMG0139A+padre+PB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2026947482415510605</id><published>2011-11-26T20:59:00.004-02:00</published><updated>2011-11-26T21:09:49.944-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A notícia está la fora'/><title type='text'>A Noite que Ocupei São Paulo – Primeira Parte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--z-9wXPzB4c/TtFqmjbZt9I/AAAAAAAABRA/kg940tHQPdk/s1600/IMG0152A+PB+abre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/--z-9wXPzB4c/TtFqmjbZt9I/AAAAAAAABRA/kg940tHQPdk/s320/IMG0152A+PB+abre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Integrante do "Ocupa Sampa" pinta cartaz contra a Criminalização dos Movimentos Sociais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;Da nova série: A notícia está la fora&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Vento frio e céu sem nuvens. Trânsito carregado, buzinas e gente apressada de um lado para o outro. Vertigem na verticalidade. Luzes dos edifícios se misturam as de “pisca-pisca” e decorações extravagantes, que anunciam as festas faltando um mês para o Natal. Assim segue a noite da cidade e da avenida mais conhecida do centro financeiro do país. Com passos calmos sigo pelas largas calçadas da Avenida Paulista até a Praça dos Ciclistas, em frente ao Instituto Cervantes, em São Paulo. Lá, estão concentrados há 48 horas parte dos integrantes do movimento “Ocupa Sampa”, que durante 40 dias se instalaram debaixo do viaduto do Chá, em pleno Vale do Anhangabaú, no centro velho da cidade, e agora ocupam a mais paulista das avenidas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;21h30. Sexta-feira, 25 de novembro de 2011. Chego ao acampamento. Minha intenção é entender quem são esses cidadãos brasileiros. Não houve espaço até agora para sabermos o que pensam, o querem, o que os motiva e o que os une, numa movimentação que nos intriga. Quero ouvir o outro lado, além das já tradicionais distorções por meio das notas dos órgãos oficiais e da grande imprensa. A mídia de massa os trata simplesmente como simpatizantes do&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Occupy Wall Street&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;* ­– &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;movimento de protesto contra a influência empresarial na sociedade e no governo dos Estados Unidos. Chama-os ainda de ambulantes, manifestantes sem causa. Reclama por não terem lideranças, objetivos definidos, por falarem e defenderem ao mesmo tempo causas diversas. Se for verdade, então o que os motiva? Por que foram as ruas? Que forma é essa de protestar? Descubri muito mais ocupando São Paulo por uma noite.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Decidi que passaria o maior tempo possível com eles. Era preciso chegar com calma. Mostrar que estava ali realmente para ouvi-los, para conversar, conhecer suas histórias e seus anseios, num retrato justo e humano. Infelizmente, a ação do que eu chamo de um “jornalismo canalha”, feito por gente que nada tem a ver com a profissão e na maioria das vezes sem qualquer formação para exercê-la, põe em xeque diariamente o nosso trabalho, criando um clima de hostilidade. Além disso, eu era um rosto novo, com uma câmera e um gravador na mão, circulando entre os presentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Em pouco tempo percebi que meus objetos de trabalho causavam certa consternação e apreensão. Após retirar algumas fotos e colher uns poucos depoimentos, resolvi deixar gravador e máquina de lado. Até o bloco de notas e caneta foram descartados. O ouvido e a memória seriam as melhores ferramentas de trabalho naquela noite. Despi-me da figura sisuda e mal interpretada do jornalista. Sentei na mureta e comecei a conversar. Papo bom daqueles que encerram um fim de noite com um cafezinho reforçado. Os vi quando em mim eles finalmente puderam se enxergar. Foi assim que ganhei passe livre para suas histórias e suas vidas, tão ricas e diversas quanto o movimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Olhos atentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;O personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; O primeiro contato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;“Atendemos ao chamado global [...] Cada lugar do mundo trabalha as suas pautas [...] com três pontos principais: a não violência, o consenso e o apartidarismo.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Gostaria de poder detalhar a fisionomia, os traços, altura, roupas e olhar de cada um dos personagens. Parte deles não quis relatar nomes, onde vivem ou o que fazem. Outros não se incomodaram em falar o nome, idade, profissão ou da sua situação de desemprego, embora soubessem que estão visados pela repressão policial. Entre eles está &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.,&lt;/b&gt; o primeiro contato que tive ao chegar ao acampamento. Apesar de não se incomodar em responder as perguntas, eu decidi por omitir essas informações de todos os que gentilmente comigo conversaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Durante as quase seis horas que permaneci no acampamento, vi a movimentação da PM em clima de observação e de estudo de abordagem, temor do qual &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; me falou durante a conversa que tivemos &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;[a ação da PM aconteceria na manhã deste sábado, às 5h, quando os membros do “Ocupa Sampa” tiveram que desmontar as barracas. Veja mais na segunda parte desta matéria que será publicada nesse domingo].&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas posso dizer que C. é uma pessoa de sorriso fácil, atento e coerente ao se pronunciar. Não atropela frases e nem raciocínios, além de concluir com efetividade. Foi ele que voluntariamente fez as honras da “casa”, ao falar no que consiste o movimento. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; me explica que o “Ocupa Sampa” é a resposta a um chamado feito pelo 15M, da Espanha [&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;O movimento 15M surgiu após uma passeata que aconteceu no dia 15 de maio de 2011 em toda a Espanha, com objetivo de reagir contra as políticas de combate a crise econômica pelo governo espanhol. Em Madrid, ao final da passeata, um pequeno grupo de pessoas acampou na praça principal da cidade, a “Puerta del Sol”, com o objetivo de visibilizar o problema. Leia mais no final da matéria&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;]. O 15M deu início ao que eles classificam como “Chamado Global” contra o modelo econômico e social capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; me fala que a leitura que está sendo dada ao movimento pela mídia é equivocada, ao compararem o “Ocupa Sampa” ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Occupy Wall Street. &lt;/i&gt;Ele diz que o movimento de São Paulo está mais alinhado ao 15M do que ao &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Occupy Wall Street, &lt;/i&gt;pois o movimento norte-americano se preocupa apenas com as questões financeiras e não com as questões políticas e sociais, diferentemente do 15M da Espanha, que traz essas temáticas para o centro do debate. “Nós não acreditamos que o problema seja só financeiro. O problema também é político, social, ambiental... O nome ‘Ocupa Sampa’ é uma referência ao que foi feito na Espanha, que é o de ocupar os espaços públicos. Eles (as autoridades) ainda não entenderam essa nova forma de manifestação. Temos sofrido ameaças, sobretudo psicológicas, para sairmos. Estamos acampados há 40 dias debaixo do Viaduto do Chá, no Vale do Anhangabaú. Lá faz muito frio, bate um vento muito forte, você sabe, lá debaixo do viaduto, então a todo o momento eles queriam que nós desmontássemos as barracas, pois diziam que nós não podíamos acampanhar ali. O movimento conseguiu uma liminar que reconhecesse o direito de protestarmos, mas sem montarmos as barracas. Num ato de desobediência civil, montamos as barracas e eles (a GCM – Guarda Civil Metropolitana – e a PM – Polícia Militar do Estado de São Paulo), estão fazendo vistas grossas, como se lá não estivéssemos.”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Quero saber de &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; quais as pessoas estão envolvidas no movimento e o que os fez se mobilizar pela causa. Ele me diz que são pessoas das mais diversas, que há ali “estudantes de todas as áreas e faculdades, de biologia, direito, arquitetura, economia, tem anarquistas, o pessoal da bicicletada, trabalhadores, desempregados, punks, moradores de rua. Tem gente mais nova, mais velha... É difícil querer rotular. É um movimento bem heterogêneo”. Quando perguntei sobre os objetivos do movimento, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt; foi claro ao falar dos pontos estabelecidos pelo “Chamado Global”. “O que o ‘Ocupa Sampa’ fez foi atender ao ‘Chamado Global’. Cada lugar do mundo trabalha as suas pautas, os assuntos que precisam ser pensados e discutidos. Mas toda ação é pautada por três pontos principais: a não violência, o consenso e o apartidarismo.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CkyxgEQ0ilA/TtFt7AfjbDI/AAAAAAAABRI/ygcoP5g5KyA/s1600/IMG0163A+PB+xingu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-CkyxgEQ0ilA/TtFt7AfjbDI/AAAAAAAABRI/ygcoP5g5KyA/s320/IMG0163A+PB+xingu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;Os manifestantes estendem uma faixa em alusão contrária &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;“Foderam a gente!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O personagem &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;P.&lt;/b&gt; E a “repressão branca”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;– Quer um pouco?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;– O que é isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;– É rapé. É só tabaco. É indígena. Foi o que curou a minha rinite. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Enquanto conversava com &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;C.&lt;/b&gt;, percebi que outro membro do movimento falava ao celular visivelmente apreensivo. “Eles confirmaram? Mas de onde veio a informação? Da ouvidoria? Ah, então possivelmente eles não venham hoje? Ok.” P. é perspicaz. Olha atentamente a tudo e todos. Opiniões fortes, visões definidas. Quando me aproximo me olha com desconfiança. Começo a puxar conversa. Responde de forma monossilábica. "Você é jornalista? Isto ai (o gravador que ainda estava na minha mão) está ligado?” Mostro que o equipamento está desligado e o guardo na mochila que carrego nas costas. “Senta ai.” Me convidando para dividir um pedaço da mureta do canteiro da praça. “Você assistiu aqueles caras do Caco Barcellos (jornalista da TV Globo), daquele programa dele, como é mesmo o nome? Ah, ‘Profissão Repórter’? Os caras foderam a gente!” Pergunto o que aconteceu para que estivessem tão revoltados com a equipe de TV. “Eles mudaram tudo cara. Eles são assim, pressionam as pessoas pra falar e depois te ferram. Você viu aquele programa que eles fizeram sobre as prostitutas. Tinha uma senhora que fazia programas aos 72 anos. Ela cobrava cinco reais, mas a família, os vizinhos, ninguém sabia. Eles a pressionaram de todo jeito pra falar, até que disseram que iam pagar pra ela 100 reais se ela desse a entrevista. Você imagina? 100 reais? São 20 programas que ela deixaria de fazer. Mas com isso ferraram com e ela e fiquei sabendo que depois nem pagaram pra ela os 100 reais”. Pergunto sobre outro caso polêmico envolvendo outro profissional da TV Globo, a jornalista Monalisa Perrone, agredida por rapazes que supostamente seriam do movimento. “Aqueles caras que empurraram ela (Monalisa Perrone) não são do movimento. Se aparecerem aqui vou dizer umas boas pra eles”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;P.&lt;/b&gt; usa um tubo vazio de caneta esferográfica retorcido para inalar um pó escuro. Ele põe um pouco do pó na extremidade que leva a boca e outra extremidade é posicionada em uma das narinas, ao que ele sopra para inspirar. “Quer um pouco?”, me pergunta. “Não, obrigado. Mas o que é?” devolvendo a pergunta. “É rapé. É só tabaco. É indígena. Foi o que curou a minha rinite”. Nesse momento, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;P.&lt;/b&gt; se levanta e vai em direção as bicicletas dos ciclistas paradas no gradil dos vãos acima do túnel logo abaixo da praça. Ele vai conversar com dois meninos de rua. Após trocar poucas palavras, os garotos vão embora e ele me explica o que aconteceu. “A gente desconfia que a PM use os garotos de rua pra intimidar a gente, sabe? Lá no Anhangabaú [Vale do Anhangabaú, no acampamento montado debaixo do Viaduto do Chá, no centro velho de São Paulo], os meninos ficavam lá perto cheirando’ tinner’ [solvente químico]. Falamos que eles podiam ficar e até comer com a gente, mas só se parassem de cheirar. O engraçado é que toda hora eles apareciam com uma latinha cheia de ‘tinner’. Às vezes pela metade, depois cheia, depois duas, três... Eles pulavam, corriam, bagunçavam e atrapalhavam o nosso movimento. Eles (GCM e PM) estão usando os meninos de rua para nos intimidarem. É uma’ repressão branca’. Tenho provas de que eles estão instruindo os garotos... Batem neles quando os encontram na rua e falam pra ir lá pro Anhangabaú. Mas não posso te falar porque você é jornalista.” Pergunto se ele achava que esses meninos de agora faziam a mesma coisa. “Eram esses, os mesmos do Anhangabaú. Agora estão aqui”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;P.&lt;/b&gt; acredita ainda que o movimento não deveria ficar na Avenida Paulista, pois, em sua opinião, o lugar é muito visado e a segurança deles diminui. “Tínhamos que ir para um lugar mais aberto”. Pergunto o que mudou na vida dele aderindo ao “Ocupa Sampa”. “Tudo cara. Perdi meu emprego por isso, mas precisamos fazer alguma coisa. A realidade não está certa do jeito que está”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;O Movimento 15M na Espanha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;O movimento 15M surgiu após uma passeata que aconteceu no dia 15 de maio de 2011 em todo o país, com objetivo de reagir contra as políticas de combate a crise econômica pelo governo espanhol. Em Madrid, ao final da passeata, um pequeno grupo de pessoas acampou na praça principal da cidade, a “Puerta del Sol”, com a intenção de dar visibilidade ao problema. No entanto, foram despejados na manhã seguinte e como resposta inesperada, até pelas pessoas que participavam do movimento, milhares de pessoas começaram a chegar à praça e ficaram no local durante três semanas, criando um acampamento que crescia e reorganizava-se. O acampamento chegou a ocupar quase toda a praça, ante a impotência e incompreensão dos poderes públicos, que tentaram proibir a manifestação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;Tudo isso ocorreu nas vésperas das eleições locais e regionais (em 22/05/2011), que ocuparam menos espaço nas manchetes do que o novo movimento que nascia, crescia e se espalhava por todo o país, mesmo com as tentativas de dissolução pelos poderes públicos. O despejo desmontou o acampamento, que albergava inúmeros espaços de ação e debates, mas foi mantido um ponto de informação na praça e o movimento se espalhou por bairros e cidades de toda a Madrid, pelo país e até por residentes espanhóis em algumas cidades europeias e americanas que se manifestavam diante das embaixadas espanholas, junto a cidadãos solidários. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;Com isso, o 15M se fortaleceu como um movimento que está além da ocupação do espaço público, pois continua com suas atividades, com assembleias nos bairros, impedindo despejos de famílias que não podiam pagar pela hipoteca dos bancos, impedindo a polícia de capturar imigrantes irregulares, concentrando-se nas câmaras municipais com vereadores ou até presidentes imputados por corrupção. Sobretudo, o 15M permanece no espaço público, com marchas em várias cidades do país até a capital, passeatas contra decisões do mercado implementadas pelos governos ou simplesmente para celebrar debates públicos entre a cidadania. Na primeira semana de agosto deste ano, o movimento 15M voltou a ocupar as manchetes dos meios de comunicação por conta do despejo do ponto de informação que ficava na praça. O local foi fechado pela polícia, incluindo os pontos de metrô e trem, para evitar protestos. A justificativa do Ministério de Interior e da Câmara Municipal para o despejo foi por conta do turismo, com supostos prejuízos dos comerciantes e por questão de “higiene”, para manter a praça limpa. O que as autoridades conseguiram com esta atitude foram vários dias de concentração, passeatas e marchas de uma multidão de cidadãos indignados por terem fechado o espaço público à cidadania e por proibirem o exercício de livre trânsito pelas ruas, além do direito de manifestação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;As manifestações pacíficas que aconteceram durante aqueles dias foram duramente reprimidas pela polícia, que além de não deixar passar ninguém para a praça, seguiu a multidão até chegar a agredi-la injustificadamente perante as portas do Ministério do Interior, o que motivou outra manifestação na sexta feira, dia 5, ainda maior do que as anteriores com a reclamação do direito de livre trânsito e de manifestação, culminando com as demissões dos responsáveis da repressão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;http://madrid.tomalaplaza.net/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;Occupy Wall Street&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;'Ocupe Wall Street' é um movimento de protesto contra a influência empresarial na sociedade e no governo dos Estados Unidos. O movimento se posiciona também contra a impunidade dos responsáveis e beneficiários da crise financeira mundial. As manifestações foram inicialmente convocadas pela revista canadense Adbusters e inspira-se nos movimentos árabes pela democracia, especialmente os protestos na Praça Tahrir, no Cairo, que resultaram na Revolução Egípcia de 2011. A denúncia de que o megainvestidor George Soros seria um financiador do movimento foi desmentida pela própria agência que divulgara a versão. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;As mobilizações começaram no dia 17 de setembro de 2011 e ainda continuam. No 1º de outubro, o protesto mobilizou de cinco a dez mil pessoas. Uma onda de protestos semelhantes ocorre em diversas outras cidades nos Estados Unidos (Boston, Chicago, Los Angeles, Portland, São Francisco, entre outras), na Europa e em outras partes do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A estratégia do movimento é manter uma ocupação constante de Wall Street, o setor financeiro da cidade de Nova York, em protesto contra a desigualdade social, a ganância empresarial e o sistema capitalista como um todo. As pessoas se organizam em assembleias gerais, nas quais todas podem falar e participar das decisões coletivas. Os manifestantes indicaram que a ocupação será mantida "pelo tempo que for necessário para atendimento às demandas.".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: small;"&gt;&lt;u&gt;[em breve, a segunda parte]&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2026947482415510605?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2026947482415510605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/noite-que-ocupei-sao-paulo-primeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2026947482415510605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2026947482415510605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/noite-que-ocupei-sao-paulo-primeira.html' title='A Noite que Ocupei São Paulo – Primeira Parte'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--z-9wXPzB4c/TtFqmjbZt9I/AAAAAAAABRA/kg940tHQPdk/s72-c/IMG0152A+PB+abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8894576682206459881</id><published>2011-11-23T18:07:00.004-02:00</published><updated>2011-11-23T19:17:54.823-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Histórias &amp; Brinquedos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-85r8MNT8J9s/Ts1Sh_6KSUI/AAAAAAAABQ4/q093SS0tkag/s1600/concerto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="156px" src="http://1.bp.blogspot.com/-85r8MNT8J9s/Ts1Sh_6KSUI/AAAAAAAABQ4/q093SS0tkag/s320/concerto.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cena do filme&lt;em&gt; O Concerto&lt;/em&gt;, de Radu Mihaileanu, 2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restos de mim se espalharam na cinza manhã de primavera. Revirei o baú das lembranças como quem procura o objeto a muito perdido e desejado. Mas só encontrei poeira, poeira vermelha sob os brinquedos empilhados. Vi num retrato o meu&amp;nbsp;rosto amarelado a&amp;nbsp;sorrir... Deixei escapar a moldura e o vidro se espatifou em pedaços incontáveis pelo chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorriso despedaçado foi visto quando acompanhava a tela de cinema, doce arte que encanta e desperta. Encontrei ainda a roda da bicicleta, a torre do xadrez, o gravador velho e enferrujado, os cadernos amassados e rabiscados e uma caneta com carga vazia. Vi meus brinquedos espalhados, empoeirados e minha história ali viva. Vi pedaços de mim. Recolhi sombras e luzes do passado, suporte do que um dia eu fiz. Tenho orgulho de ter sido gente e de gente ainda ser. De ter vivido, amado, chorado e da felicidade atrás correr... Fora uma récita, um acorde, a nota de um movimento... e me concentro, vejo, meu concerto que só começa a acontecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8894576682206459881?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8894576682206459881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/historias-brinquedos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8894576682206459881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8894576682206459881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/historias-brinquedos.html' title='Histórias &amp; Brinquedos'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-85r8MNT8J9s/Ts1Sh_6KSUI/AAAAAAAABQ4/q093SS0tkag/s72-c/concerto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-5858284413754045641</id><published>2011-11-17T17:08:00.009-02:00</published><updated>2011-11-23T14:59:24.595-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>“ ‘Vai’ fritas mais Mac Medo?”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Da série: "Mãe! Tem um guri no portão!"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho vivas na memória às palavras do nobre professor José Marques de Mello, doutor em comunicação e advogado, ao classificar a sociedade com uma expressão tão nossa, ao dizer que somos um “caldo de cultura”. Vejo todos os dias esse caldo efervescer e derramar pelos cantos dos aglomerados de gente que se amontoam nas esquinas desse país. Incrustado num trabalho no coração da megalópole paulistana, hoje, durante o almoço, fui a um tradicional reduto desse caldo que se enrijeci da cultura vinda de todos os cantos do mundo. Aliás, ele próprio é a expressão de uma cultura, “valores” e “políticas” que norteiam a sua ação. Pode parecer demais a descrição, mas se faz necessária e mais a frente vocês entenderão o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na fila com fome. Já imaginava o momento que afogaria o verde do jejum no amarelo esbranquiçado do pão com gergelim, frango, salada e apetrechos, regados ao suco de máquina de laranja que me parece não haver outro igual. Apesar das adjetivações, nunca fui um grande fã da “rede”, que a garotada não cansa de ovacionar. Mas confesso que quando se passa das três da tarde, num dia agitado de trabalho, contando os poucos minutos para engolir algo antes que o seu estômago, mesa e telefones explodam numa ação orquestrada, um dos “números” se torna bastante atraente. O pedido até que foi ágil. A pequena menina que se escondia por trás do balcão e de uma gigantesca máquina registradora era extremamente hábil nos movimentos. Ela só não contava com a falha de comunicação da maquineta de cartões, que teimava em sinalizar que o sistema estava indisponível. Pagamento em “cash” e o cofre da casa de moedas de troco, eu segui para a fila ao lado para aguardar a montagem do pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de espera nesta fila contrastou de forma inversamente proporcional ao do atendimento de caixa. O que todos nós, clientes, presenciávamos, era um amontoado de garotos e garotas, que nada lembravam os que "amam&amp;nbsp;muito tudo isso!",&amp;nbsp;“liderados” por outro garoto “de social”, correndo atabalhoados de um lado para o outro, sem saber bem o que fazer. Tristemente são os garotos que fazem a alegria daqueles que se repetem aos montes desse lado do balcão, como nas peças publicitárias revestidas da "cosmética da fome". Todos conferiram as fichas nas bandejas uma, duas, três vezes, mas incrivelmente os pedidos não eram preenchidos. Outro garoto, desses&amp;nbsp;explorados pelo marketing do "amor",&amp;nbsp;girava loucamente as batatas de um lado para o outro numa espécie de “caixa de luz”, despejando todas as “salinas” que encontrava, num ato que me provocou instantaneamente uma hipertensão. Outros “brigavam” para limpar uma máquina de sorvetes, enquanto um gordinho olhava a tudo sem saber o que fazer. Vinte minutos depois, só o lanche e a batata haviam chegado à minha bandeja. Nem sinal do suco de laranja. O rapaz do lado aguardava dois refrigerantes, supervisionado pelo olhar atento e furioso da namorada. As pessoas na fila faziam gestos ou resmungavam indignações. Chega uma garota com esfregão e uma sacola cheia de embalagens usadas do andar de cima, e pede que alguém suba para ajudá-la. O menino travestido de “gerente” só olha e ri como quem diz “não está vendo o inferno que está aqui em baixo? Volte para o ‘céu’ e continue a tocar a sua harpa no formato de esfregão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitos desencontros, o meu suco chegou. Uma alma perdida naquele limbo leu, pela quarta vez, o meu pedido, e finalmente chegou perto da máquina de sucos e conseguiu extrair o “néctar” daquela “laranjeira”. Sai para o “céu” no andar de cima, enquanto olhava a cara de insatisfação dos clientes, e mal enxergava os rostinhos apavorados e alucinados atrás do balcão, com braços que mais pareciam um polvo gigante saído das histórias de Júlio Verne, jogando os tentáculos de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi naquela cena o reflexo do nosso mundo de hoje. Se aqueles garotos trabalhassem num ritmo menos afoito, certamente teriam mais sucesso. Não precisariam checar duas, três, quatro vezes, para simplesmente pegar um suco de laranja que esta logo atrás deles. Mais do que isso, não ficariam atarantados, de um lado para o outro,&amp;nbsp;a ponto de que&amp;nbsp;alguém veria que a quantidade de cloreto de sódio depositado nas batatinhas beira ao absurdo, há ponto de você ter que sacudir as batatas antes de comer por causa do excesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais preocupante que tudo isso, é o fato de que há ali uma cultura do temor, do apavoro, um terrorismo gratuito na ilusão de passar uma imagem de eficiência e agilidade, quando todos apenas enxergam o caos. Um horror que mina as mentes, o corpo e alma daquela juventude que não compartilha da "felicidade" estampada nos displays "circenses" espalhados pela lancheteria. Talvez, se de fato organizados estivessem, não haveria tanta gente confusa, estressada, desmotivada, amargada por um dessabor que só adoça os atores dos comerciais de TV da rede.&amp;nbsp;O “menino gerente” não precisaria usar de ironia e desinteresse com a sua colega do “paraíso” do esfregão. O gordinho, perdido, certamente poderia subir “ao céu” e ajudar a "garota da harpa", traduzindo todo aquele trabalho em satisfação e contentamento gerais. Se não for assim, todos continuarão prejudicados, loja, clientes e os pobres "funcionários mirins" que lutam pelo pão que não é o de gergelim. Vejo o nível de estresse que esses jovens passam, num trabalho estafante e amoral pela forma que são expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós precisamos repensar essa cultura do terror. Não é por sermos o “caldo de cultura” que o professor José Marques de Mello menciona, que toda “cultura” deve ser adicionado a esse caldeirão ao “bel prazer” como o desse local. Anestesiados, subimos "aos céus" das "guloseimas" adquiridas, sem nos darmos contas do que é necessário para essa satisfação instantânea, e eu assumo o meu "mea culpa" nisso. Se não mudarmos nossa forma de se relacionar, de nos ver, de amar, não serão só nos fast-foods, mas nas nossas vidas, que o pedido deixara de ser feliz e se tornará uma grande fritas, acompanhando o número preferido&amp;nbsp;do Mac Medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-5858284413754045641?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/5858284413754045641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/vai-fritas-mais-mac-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5858284413754045641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5858284413754045641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/11/vai-fritas-mais-mac-medo.html' title='“ ‘Vai’ fritas mais Mac Medo?”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8788383688672574894</id><published>2011-02-08T17:55:00.004-02:00</published><updated>2011-02-08T18:05:35.324-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O TAO da web'/><title type='text'>Cairo: “um passarinho azul me contou”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Da série: O TAO da Web&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaram 140 caracteres, ou uma fala que coubesse nesses mesmos 140 caracteres, e deu-se início, via Twitter, com ajuda do Google, a primeira grande manifestação, contra um regime totalitário, nos moldes e nas possibilidades geradas pelo século XXI e o advento de suas tecnologias. Ver uma das principais redes sociais virtuais servir como canal de comunicação entre uma população de mais de 80 milhões de pessoas, estimativas recentes segundo a CIA Factbook, BBC e demais agências internacionais, responde aos anseios de quem vive a se questionar a importância e a abrangência destas ferramentas de relacionamento virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, pela primeira vez, e consolidando modelos que, apesar das mudanças que ainda ”ão” de sofrer ao longo dos próximos anos, nos parecem cada dia mais perenes,&amp;nbsp;as redes sociais tenham demonstrado o real valor, não só com o intuito de fazer com que as pessoas “se relacionem”, mas também de “sociabilizar” suas ações, pensamentos e anseios, numa manifestação conjunta e harmoniosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, durante o regime militar que perdurou de 1964 até a queda, oficial, em 1985 com José Sarney assumindo a presidência, os diversos setores da sociedade civil encontravam-se nas reuniões dos sindicatos e, posterior ao acossamento mais duro do regime no início dos anos 70, era nas igrejas, tendo na Catedral da Sé, em São Paulo, o marco zero das articulações e dos desdobramentos, que os encontros se davam. Era assim que fazíamos. Neste momento, neste presente virtual e digital, o futuro real que nos surge parece ser mais valoroso, mais límpido e, quem sabe, mais&amp;nbsp;otimista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que milhares de pessoas iriam as ruas sem mesmo discutirem, ou articularem, em assembleias presenciais termos e condutas de manifestações? Tudo se deu pela rede, burlando as barreiras impostas, usando o teclado do PC, ou do celular, ou mesmo a voz. Recados e&amp;nbsp;mensagens que um passarinho azul, virtual e cheio de esperança, pousando nas “windows”&amp;nbsp;virtuais, nos trouxe neste&amp;nbsp;novo século e na forma de boas-novas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8788383688672574894?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8788383688672574894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/02/cairo-um-passarinho-azul-me-contou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8788383688672574894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8788383688672574894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2011/02/cairo-um-passarinho-azul-me-contou.html' title='Cairo: “um passarinho azul me contou”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4550592708722089232</id><published>2010-09-22T13:07:00.008-03:00</published><updated>2010-09-23T14:14:45.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Trombeta del Periodista'/><title type='text'>O Chavismo Brasileiro e o risco do Obscurantismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Da série: La Trombeta del Periodista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que querem, o presidente Lula e os&amp;nbsp;políticos, com suas ideologias? Onde querem chegar ao usar uma expressão abominável, de um ditador terceiro mundista como Hugo Chávez, ao bradar sobre um ilusório “golpe midiático”? Essa postura mostra claramente o duro golpe que pode sofrer a democracia brasileira, apoiada em uma "filosofia" chavista e que apenas exila o estado democrático em um obscurantismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe, caro presidente, ocorre não quando a mídia noticia, mas quando se cerceia o direito de expressão,&amp;nbsp;de liberdade e de imprensa. Quando&amp;nbsp;humoristas não podem se quer “ralhar” com uma política capenga e de pernas tortas, com políticos que, eles sim, mais parecem os comediantes, ao rir as nossas custas e com o nosso tostão. O golpe está ai quando a “justiça” tosa, rouba, furta e nos afronta, ao&amp;nbsp;desestabilizar toda uma categoria e uma classe que, historicamente, é o pilar da construção de um estado democrático de direito, como é o jornalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre quando os jornais são censurados por meio de decisões obscuras da “justiça”, a mesma "justiça" que ridiculariza o canal de fiscalização e de voz da população, bem como os seus profissionais, quando as empresas de comunicação estão sujeitas a “fiscalização” de seus editoriais por um regime ditatorial de ideologias e&amp;nbsp;quando a população fica sem ter a quem recorrer e saber o que acontece,&amp;nbsp;acreditando que um braço populista, um tapinha nas costas, e uma “míngua” em “patacas”, fruto do seu próprio suor, é distribuída para que “fiquem os dedos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o golpe, afinal? Na mídia que fiscaliza,&amp;nbsp;que apura e&amp;nbsp;que informa o cidadão, ou naqueles que buscam aparelhar o estado num comodato nepotista, que a tudo e a todos emprega em atos de benfeitoria em causa própria? Pregar a&amp;nbsp;extirpação de partidos e de ideologias, taxar a mídia de golpista, querer o controle e o domínio para si, sem questionamentos,&amp;nbsp;sepultar a democracia, são atos e proposições&amp;nbsp;vistos somente em&amp;nbsp;casos extremos e repugnáveis da história humana, como o nazismo, o&amp;nbsp;fascismo, o apartheid, e na figura de um ditador que arrasou a Venezuela, desfacelando-a em frangalhos, dependente de um petróleo cada vez mais decadente e vivendo de favores, pois tudo o que se&amp;nbsp;come e lá se consome vem de fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é assim que desejamos mesmo ver o povo brasileiro? Pedinte, jogado as traças, moribundo, caindo enquanto se suga todo o suor de quem o elegeu presidente,&amp;nbsp;crente no estado democrático desse país e o&amp;nbsp;elevando, “gente como a gente”, ao posto principal de liderança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo, profundamente, por movimentos como esse. A Venezuela já sucumbiu, a Argentina, que, historicamente, também fora um berço da luta democrática na América do Sul, já se vê acuada por Cristina Kirchner, e um dos seus principais veículos de informação, o grupo &lt;em&gt;Clarín&lt;/em&gt;, está encurralado pelo braço pesado do estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Brasil? O jornal &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt; está censurado há mais de 400 dias, o governo organiza, para esta semana, junto com centrais sindicais a favor de sua postura neoditatorial, um ato contra a mídia. Vejam o&amp;nbsp;caminho&amp;nbsp;tortuoso que trilhamos. Nós passamos por ele há 25 anos atrás e durante 20 anos.&amp;nbsp;Saímos. Mas sabemos como ele pode ser um caminho sem volta. O golpe, talvez, já tenha acontecido. Faltam apenas as procurações.&amp;nbsp;Dá tempo, ainda, de pegar um último voo, de fininho, rumo ao exílio.&amp;nbsp;Ou, no final, nos restará apenas&amp;nbsp;rezar, ao som do velho desejo nacionalista de...&amp;nbsp;Oxalá... Deus seja, realmente, brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4550592708722089232?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4550592708722089232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/09/o-chavismo-brasileiro-e-o-risco-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4550592708722089232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4550592708722089232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/09/o-chavismo-brasileiro-e-o-risco-do.html' title='O Chavismo Brasileiro e o risco do Obscurantismo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-227649643217653046</id><published>2010-09-21T15:46:00.005-03:00</published><updated>2011-11-23T14:59:09.521-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>E o Repórter está de volta!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: Mãe! Tem um guri no portão!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Que satisfação em estar de volta. Há algum tempo deixei de escrever não só no blog, mas nas minhas colunas como colaborador internet afora. O motivo? Talvez o de sempre, o de todos... Esta incansável máquina chamada vida que nos impulsiona para os caminhos mais diversos. Mas cá que a gente roda, roda e sempre acaba por dar meia volta. Já cantavam Roberto e Erasmo Carlos: “Eu voltei, agora pra ficar, por que aqui, aqui é o meu lugar... Eu voltei, pras coisas que eu deixei. Eu voltei!” E voltei não só pra dizer que voltei, mas pra falar que o Repórter já está de cara nova. Não só o Repórter, mas o Jornalista também. E antes que alguém pergunte: não! Eu&amp;nbsp;não&amp;nbsp;passei na clínica do Dr. Rey, nem mesmo andei pelos lados de &lt;em&gt;Boca Raton&lt;/em&gt;, no sul da Califórnia, atrás de cirurgias plásticas em parcelamentos a perder de vista. A cara nova de que falo&amp;nbsp; é a de que, após&amp;nbsp;um tempo de reclusão a gente volta meio renovado, regenerado, abastecido de novas ideias, de novas perspectivas, por mais que o período eleitoral no Brasil nos queira fazer sentir o contrário. Voltei! Meu cachorro, sim, me sorriu latindo, abri a porta lentamente, deixei a luz entrar primeiro, coloquei as malas pelo chão, meu retrato ainda na parede, meio amarelado pelo tempo, eu voltei! Voltei para ficar, voltei pra “azucrinar”, pois aqui é o meu lugar... Eu voltei! E como é bom estar de volta. Agora, é só começar a faxina. A parte mais difícil, eita!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-227649643217653046?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/227649643217653046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/09/e-o-reporter-esta-de-volta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/227649643217653046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/227649643217653046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/09/e-o-reporter-esta-de-volta.html' title='E o Repórter está de volta!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-92525681054920013</id><published>2010-04-12T01:27:00.002-03:00</published><updated>2011-11-23T14:55:34.966-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Compromisso com a notícia'/><title type='text'>Repórter em Novo Formato!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: Compromisso com a notícia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O &lt;strong&gt;Repórter Sem Fronteira&lt;/strong&gt; vai ganhar nova casa,&amp;nbsp;versão e formato. Uma nova proposta na busca de ampliar e renovar o nosso eterno e único compromisso com a notícia. Vem ai um novo jeito de reportar, com alma e fôlego novos, dinâmico e de fácil acesso. Em breve, um novo &lt;strong&gt;Repórter Sem Fronteira&lt;/strong&gt;... Mais perto de você. Aguarde!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-92525681054920013?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/92525681054920013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/04/reporter-em-novo-formato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/92525681054920013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/92525681054920013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/04/reporter-em-novo-formato.html' title='Repórter em Novo Formato!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-1551699061758303911</id><published>2010-04-07T13:49:00.003-03:00</published><updated>2011-11-23T14:55:58.131-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Clamor pelo Jornalismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;É triste estar de LUTO neste dia. É triste ver a luz se esvaecer no fim do túnel. Triste ver a democracia, reconquistada com tanto esforço, ser arrasada de forma tão covarde. Triste, nós, Jornalistas, pequenos diante do gigante da mídia, nossos próprios patrões, líderes de um &lt;em&gt;jihad&lt;/em&gt; contra a democracia e a liberdade de imprensa. Pequenos também diante da justiça. Que justiça? Uma justiça que advoga em causa própria e que denigre o repórter para esconder os seus próprios erros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Outros sindicatos, categorias, toda vez que vêm a sua profissão e a sua dignidade atacada, ferida, têm no jornalismo e no jornalista as suas válvulas de escape. Um brado retumbante contra as mazelas de seus patronatos e as injustiças que a eles são proferidas. Mas e nós, Jornalistas? Cujos patrões são esta mesma mídia? A quem vamos recorrer? A quem diremos o mal que está sendo feito? A quem bradaremos e informaremos que a imprensa está sendo infestada de oportunistas, que a democracia está sendo desfacelada com a morte do nosso profissionalismo, que o patronato da nossa categoria está cortando custos, colocando gente na rua, encerrando a prática do jornalismo e cerceando o direito a informação de todos os cidadãos desta Nação? A quem recorreremos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Só podemos recorrer a nós mesmos, Jornalistas. Ao nosso ofício e ao nosso compromisso com a notícia. Brademos nós, então, o horror que se abate neste país. Brademos nós a vala comum na qual se enterrou sumariamente a nossa democracia, esta a duras penas por nós conquistada. Brademos que nós, Jornalistas, estamos sendo esculachados, ridicularizados, e conosco a imprensa e toda a credibilidade que um dia pertenceu à verdade. Assim tem sido feito. A verdade nesse país há muito deixou de ser verdade. A mentira há muito deixou de ser mentira. Passou ela, a mentira, a assumir o papel da verdade, e ela, a verdade, o papel da mentira. Condicionou-se o país, arriado em patas, a dizer a tudo que profere a “justiça”, que não é justiça, a uma mentira, que não é verdade, amém como se certa ela fosse. Mas a quem recorrer? A quem bradar por justiça se justiça já não há e a quem cobrar a notícia se do jornalismo nada sobrou? Somente a nós. Façamos nós, Jornalistas, hoje, neste dia, o nosso clamor. Brademos à notícia que a notícia se findou nesta Nação. Lembremos e clamemos pelo Jornalismo. Lutemos para que a democracia, como tudo nesse país, mais uma vez, não caia no esquecimento. Triste, mas não há o que comemorar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-1551699061758303911?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/1551699061758303911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/04/clamor-pelo-jornalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1551699061758303911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1551699061758303911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/04/clamor-pelo-jornalismo.html' title='Clamor pelo Jornalismo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-1128445650482030488</id><published>2010-03-31T17:30:00.003-03:00</published><updated>2011-11-23T14:56:16.053-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>O Mal venceu</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O que foi aquilo? A vitória de Marcelo Dourado na edição de número 10 do BBB, juntamente com Fernanda e Carlos Eduardo (Cadu) como os outros dois finalistas, sacramentou uma verdade incômoda, inconveniente e que quase sempre é&amp;nbsp;varrida para debaixo do tapete do nosso Brasil: a que os preconceitos e as más intensões nos vencem todos os dias. Carlos Eduardo foi alguém manipulável e não manipulado. Um garoto mimado, que com tudo e a todos se deslumbrava e assim&amp;nbsp;deixou-se conduzir até o fim do jogo. Teve sorte, digamos que seja “sorte”, embora saibamos&amp;nbsp;este ser um&amp;nbsp;jogo de cartas marcadas, para não enfrentar um paredão e assim conseguir conquistar um lugar “ao sol” infernal da final deste circo de horrores. Fernanda, a “dentista”, a “classe média”, escorreu por cada canto de sua personalidade, e em cada minúcia,&amp;nbsp;o racismo contra os negros&amp;nbsp;por meio de suas atitudes contra o participante Uiliam. Também “ardeu” no mármore do inferno em seu desfecho final. E por falar em final, finalmente, se é que para o Mal há um fim, Marcelo Dourado. Alguém que, por si só, já se coloca como um indivíduo inconveniente, seja pela grosseria, seja pela figura grotesca de sua imagem “humana”. Homofobia é apenas uma das piores classificações que um ser humano pode ser enquadrado de cometer. O Neonazismo, estampado na pele pela presença de duas suásticas tatuadas em um dos braços, também seriam suficientes para mandá-lo abraçar o capeta, sem direito nem mesmo a uma passagem rápida pelo purgatório. Eis que este indivíduo, se é que ainda não me refiro a ele de alguma forma elegante, é o escolhido, escolhido, indicado e não vencedor pelo mérito popular como nos querem fazer pensar, para vencer essa “maratona do zôo humano”, armada em rede nacional. Pode até parecer muito, mas acreditem, é pouco. Parece-me pouco para uma emissora que apoiou um golpe militar em sua própria nação, que maquiou presos políticos em conivência com o regime, que camuflou um ato nacional pelo voto direto e que ajudou a eleger, suprimir e derrubar um mandato de um presidente da república. Para quem tudo isso fez, mexer e deturpar os valores humanos, a tolerância e o caráter, é pouco. Mas é muito para uma sociedade que é tão carente de referências, seja pela falta de instrução, culturamento,&amp;nbsp;por maus representantes ou&amp;nbsp;pelo tipo de mídia que a serve. A vitória deste “cidadão”, num “jogo” que realça e distorce comportamentos e valores humanos,&amp;nbsp;para a Globo pode ser pouco e&amp;nbsp;num preço que se paga a um milhão e quinhentos mil reais.&amp;nbsp;Mas&amp;nbsp;para a sociedade brasileira, para os cidadãos, os valores perdidos em todos os sentidos são incalculáveis.&amp;nbsp;Infelizmente o Mal venceu, prevaleceu e nos superou. Esgassou nossas expectativas e implodiu nossa esperança e crença na verdade e no Bem. De novo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-1128445650482030488?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/1128445650482030488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/03/o-mal-venceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1128445650482030488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1128445650482030488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/03/o-mal-venceu.html' title='O Mal venceu'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7564288291387250738</id><published>2010-02-19T15:31:00.002-02:00</published><updated>2011-11-23T14:56:33.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Trombeta del Periodista'/><title type='text'>Texto da FRENTE DE RESISTÊNCIA DOS JORNALISTAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: La Trombeta del Periodista, LUTO pelo Jornalismo!, Publico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Segue o texto abaixo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;NASCE A FRENTE DE RESISTÊNCIA DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Diante dos últimos acontecimentos e da possível decisão tomada por parte do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo de associar, humilhantemente, pessoas que não sejam jornalistas, nós, Jornalistas, criamos a Frente de Resistência dos Jornalistas Profissionais de São Paulo e que pode e deve ser iniciada em todos os Estados da Federação, contra a decisão do STF e em repúdio a recente decisão do Sindicato de São Paulo e das Universidades que encerraram os seus cursos de Jornalismo. Após quase um século de lutas pela regulamentação da profissão, infelizmente somos forçados a assistir, dia após dia, a derrocada das liberdades de imprensa, de profissão e, claro, de expressão, já que os veículos de comunicação é que são o nosso patronato e, assim, impedem que brademos o horror que ocorre contra o estado democrático de direito desse país. Nós precisamos ter a consciência de que a luta de classes: funcionários x patronato, é histórica. Evidentemente que os donos de empresas de comunicação: rádios, TVs, jornais impressos e agora grupos de mídia na internet, como qualquer outro grupo de patrões de qualquer outro ramo, jamais primará pelo bem-estar e pela melhoria de condições de trabalho para os seus funcionários. Buscarão sim, diante das esferas e tiranias do capital e do poder, reduzir drasticamente todos os custos possíveis, principalmente os que dizem respeito à mão-de-obra qualificada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Numa ação conjunta e orquestrada com o MP e o Judiciário Nacional, representado sim na figura de Gilmar Mendes, mas de todos os outros ministros do supremo que também votaram contra a regulamentação, a educação e as liberdades de imprensa, profissão e expressão desse país, o patronato da mídia iniciou, por meio da força dos veículos de comunicação que detêm, uma campanha difamatória, reducionista, esculhambatória e, por que não, maniqueísta, contra os profissionais do jornalismo, na busca por descredibilizar a categoria, a notícia, a informação, a prestação de serviços, proporcionando assim a abertura do verdadeiro “pão e circo” na mídia, ao instituir a era do “tudo pode”, dos “big brothers” e da ilusão de que jornalismo é entretenimento. Façamos uma grande mobilização Jornalistas. Iniciemos um grande movimento de repúdio e informemos à sociedade o que está acontecendo em nosso país. Do risco que corremos, agora iminente, de um novo período de Ditadura e Censura, imposto pelo Judiciário e os Barões da Mídia, com o apoio e a conivência dos governantes. Queremos a sua voz, o seu texto, o seu profissionalismo a serviço desta Nação e da nossa profissão. Passe este texto adiante, escreva o seu artigo, grave a sua mensagem, mas não deixe de reportar, não deixe de dar a notícia mais importante a nossa população e a que, certamente, mudará para pior e, talvez, de forma definitiva, os rumos do nosso país. Dê a notícia de que a notícia irá acabar! Pois o judiciário e os barões da mídia nacional querem nos calar em troca de interesses próprios, poder e, é claro, mais e mais dinheiro. Lutemos, até o fim! Antes que seja tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;FRENTE DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7564288291387250738?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.frentederesistenciadosjornalistas.blogspot.com' title='Texto da FRENTE DE RESISTÊNCIA DOS JORNALISTAS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7564288291387250738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/02/texto-da-frente-de-resistencia-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7564288291387250738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7564288291387250738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/02/texto-da-frente-de-resistencia-dos.html' title='Texto da FRENTE DE RESISTÊNCIA DOS JORNALISTAS'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4175588130678064071</id><published>2010-02-12T12:18:00.003-02:00</published><updated>2011-11-23T14:57:36.527-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Trombeta del Periodista'/><title type='text'>Texto Censurado do Jabor (*Um olho no peixe e o outro no gato!)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: La Trombeta del Periodista e Publico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura.' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Em outro trecho: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;'Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!' &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;( ARNALDO JABOR )&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O que foi que nos aconteceu? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira !!!!!!! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada !!!!!!!! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos !!!! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!!!!! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito.... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Está havendo uma desmoralização do pensamento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Deprimo-me: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'.. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, o raciocínio. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! !!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?' &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Sempre que a verdade eclode, reagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mas agora é diferente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4175588130678064071?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4175588130678064071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/02/texto-censurado-do-jabor-um-olho-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4175588130678064071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4175588130678064071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/02/texto-censurado-do-jabor-um-olho-no.html' title='Texto Censurado do Jabor (*Um olho no peixe e o outro no gato!)'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-5438991343472868655</id><published>2010-01-28T13:58:00.010-02:00</published><updated>2011-11-23T14:57:57.682-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Militância</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;2010 começou bem, em alguns aspectos. Mas, infelizmente, começou como terminou 2009. Ainda em luto e luta pela profissão. Sinto por, na maioria das vezes, nos últimos tempos, desde o fatídico dia 17 de junho do ano passado, ter transformado o “Repórter” numa trincheira, num campo de batalha, num forte do qual lançamos com todas as forças o arsenal e a munição que dispomos para lutar contra antigos fantasmas que nos surgem cada dia mais reais. A censura imposta pelo supremo, à marginalização imposta aos jornalistas pelo mesmo supremo, a censura imposta a textos da imprensa escrita, a luta contra maquiavélicos e ferozes patronatos e acomadrados que, infelizmente, manipulam e monopolizam a mídia de radiodifusão e grandes conglomerados da mídia impressa no nosso país e, tal qual em 1964, apóiam, hoje, um novo golpe que pode vir do judiciário ou sabe-se lá mais de onde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mas é preciso. É justo. É necessário que lutemos. Munidos de uma força sem fim, da certeza que este país já viu dias piores e ainda assim se levantou, é que lutamos e lutaremos. Até o fim, ou até que a democracia vença novamente. Fizemos um juramento. Eu fiz um juramento. E todos nós, jornalistas, juramos defender, com unhas e dentes, o estado democrático desse país. Comprometemos-nos fielmente em trabalhar por um único objetivo: a notícia. A certeza de que estamos contribuindo para levar a informação, prestar serviço, fiscalizar, sim, senhor presidente, e denunciar, também, o que está errado. Os olhos da sociedade e da democracia de uma nação passam pelos olhos da imprensa, passam pelos olhos do jornalista, do repórter. E a visão presente nesses olhos&amp;nbsp;jamais estará consolidada, será coerente, e prestará o devido serviço à sociedade se estiver turva de interesses, de jogo sujo, de questões patronais, políticas, ideológicas, judiciárias, ou de qualquer outra natureza que não seja a do jornalismo. O jornalismo que se ensina e se aprende, sim, nos bancos universitários, e que se amálgama, se molda e se solidifica no fazer diário após a formação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Aqueles que dizem“formar” ou “instruir” em “cursos” de suas próprias empresas de “comunicação”´, é importante que saibamos: eles, na verdade, apenas adestram, manipulam para que&amp;nbsp;nos enquadremos em&amp;nbsp;suas normas do “como fazer". Não é porque o supremo decidiu que está correto. Não é porque “alguém”, que se diz investido de um “notado saber jurídico” decidiu, mas na verdade&amp;nbsp;"inculte" a verve de um mandrake, é que está encerrado. Ainda mais alguém que, notadamente, serve ou busca tão somente interesses próprios, entre eles calar a própria imprensa, a marginalizando, tudo&amp;nbsp;para advogar a seu favor. Seguiremos com as reportagens,&amp;nbsp;com o jornalismo, sempre de maneira séria, comprometida e sem interesses de terceiros. Porque este é o nosso juramento. Esta é a nossa profissão. Mas&amp;nbsp;lutaremos. E saibam que não desistiremos, jamais! Até que o último que se encarregou de apagar a luz seja expurgado, até que a verdade seja restabelecida e a claridade, que se apagou desde o dia 17 de junho de 2009, seja novamente perpetuada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-5438991343472868655?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/5438991343472868655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/01/militancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5438991343472868655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5438991343472868655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2010/01/militancia.html' title='Militância'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4381078942096441541</id><published>2009-12-02T14:02:00.001-02:00</published><updated>2009-12-02T14:15:59.252-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>Lombardi</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: “Mãe, tem um guri no portão!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como se diz por ai: “É” dessas coisas... “É” nessas horas... São nesses momentos que a gente percebe que lá se vai o tempo. Eu que tantas vezes imitei e imito o Silvio Santos, tive a oportunidade e o privilégio de estar na “Cidade da Televisão” (nome que o Silvio batizou os estúdios do SBT no Anhanguera, em Osasco), em dois belíssimos momentos. Sempre muito especiais pra mim e que, definitivamente, contribuíram sensivelmente em muito do profissional e da pessoa que sou hoje. Nos anos de 2002 e 2003, estive nos estúdios do SBT a convite da “Rede da Amizade” para cobrir as edições do TELETON daqueles anos. Além dos artistas, convidados e do trabalho único e impressionante de todos os voluntários da AACD, além das pessoas atendidas pela instituição, havia um espaço, “um cantinho”, além da sala de imprensa, montado fora, no estacionamento, que era a Praça de Alimentação. Lembro de ganharmos umas fichinhas amarelas (devo ter algumas ainda em casa), que nós usávamos como a moeda local na compra dos lanches e bebidas. E era interessante, porque nessa Praça é que, de fato, as coisas “aconteciam”. Artistas, voluntários, funcionários e nós da imprensa nos misturávamos, nos encontrávamos e fiz algumas amizades, como com colegas da assessoria do evento, do SBT e da própria AACD. E foi ali, entre outros artistas, que conheci, numa oportunidade única, a figura mítica de Lombardi. Senhor sereno, de fala mansa, de olhar firme, de palavras diretas e de um bom humor invejável. Ele falava para um grupo, troquei meia dúzia de palavras com ele, das quais hoje não mais me recordo, mas algo como em saber como era ser a voz mais lembrada pelas pessoas quando se falava de televisão. Um aceno breve, um sorriso alegre e um “É com você Silvio!”... Foram suficientes para sabermos que se tratava de um ser humano formidável. Ficou a lembrança... E agora a saudade. Relembrando a minha imitação do Silvio para a você dizer: É com você Lombardi!!! Onde você estiver. Vá em paz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4381078942096441541?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4381078942096441541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/12/lombardi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4381078942096441541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4381078942096441541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/12/lombardi.html' title='Lombardi'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8937639913390904708</id><published>2009-11-17T17:32:00.003-02:00</published><updated>2009-11-24T16:35:35.611-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu que amo tanto'/><title type='text'>A mulher que eu amo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Eu que amo tanto...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ligo para ela duas vezes ao dia. Mando mensagens e ela sempre me retribui. Quando nos encontramos, seus olhos cor de mel claro reluzem... Dizem a mim como sou feliz. "Adoro chocolate. Sou chocolatra!”, ri. E quando a surpreendo com um, sorri com o mais doce dos sorrisos e me diz: “eee Eduardo Freire Show!, (risos). Não consigo tirar isso da cabeça”, me diz. Não se cansa de caminhar, não se entendia por eu falar. E eu falo (risos). Me olha, me beija e me desmonta quando diz. “Só você para me fazer assim feliz.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8937639913390904708?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8937639913390904708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/11/mulher-que-eu-amo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8937639913390904708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8937639913390904708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/11/mulher-que-eu-amo.html' title='A mulher que eu amo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-5134974734101556135</id><published>2009-10-19T13:22:00.008-02:00</published><updated>2009-11-19T18:31:00.274-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Resposta ao artigo “diploma de jornalista: uma questão já decidida, por Judith Brito, presidente da ANJ”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É, no mínimo, inadmissível ler e ouvir de qualquer jornalista que a questão da formação e diplomação do jornalismo seja algo decidido da forma que está, ainda mais por parte da presidente da Associação Nacional de Jornais, ou de qualquer outro membro de grupos comunicacionais ou de suas representações. Mais inadmissível é ver a maneira como buscam ludibriar e confundir os cidadãos, ao “taxar” a formação acadêmica em jornalismo, esta fundamental para a formação do profissional, como algo que vai literalmente “de encontro” às cláusulas pétreas da Constituição, ao expor que a formação inflige à liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, em pleno século XXI, alguém da comunicação, jornalista, em sã consciência, pode confundir, e quero acreditar que seja tão somente uma confusão, liberdade de expressão com as liberdades de imprensa e de exercício da profissão? Evidente que o decreto que exigia a formação (e se faz necessário e imperativo esclarecer, de uma vez por todas, que a questão não está reduzida à diplomação, mas trata de uma questão maior, a formação acadêmica e superior que, por fim, está reconhecida por meio da certificação de conclusão do curso) foi instituído no período do regime militar com o intuito, na época, de se limitar o exercício do jornalista, de intelectuais, filósofos, no trabalho de divulgar as atrocidades promovidas pelo governo “de facto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desta maneira. Hoje não é mais. Isto pelo fato de que o próprio jornalismo estava em seu processo de formatação e de consolidação de suas bases magnas, agora inalienáveis e imprescindíveis na formação de um jornalista do século XXI. Todos os profissionais da época, os quais muitos têm o seu conhecimento registrado em obras que são utilizadas nos bancos acadêmicos, são reconhecidos e valorizados, como em qualquer profissão, em qualquer área que possui seus primeiros idealizadores e fundadores. Obviamente, com o jornalismo não seria diferente. Mas hoje, como em qualquer área que tem suas bases profissionais e acadêmicas consolidadas, é imprescindível a formação. Inadmissível, mais uma vez, que qualquer pessoa que deseje trabalhar e atuar no jornalismo não tenha a formação acadêmica em jornalismo. Isso deve ser tão claro quanto dois mais dois são quatro e o fato de que um “besouro não voa sem o seu zumbido”. Não existe jornalista sem formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de expressão, esta sim, só pode ser assegurada por um estado democrático de direito consolidado, pela clareza de seus cidadãos perante seus direitos, deveres, garantidos por um Estado que os ampare civilmente, socialmente, intelectualmente, e garantido o bom emprego dos recursos econômicos gerados por todos. E tudo isso passa pela garantia de um jornalismo idôneo, ético, comprometido e profissional, unicamente voltado para a notícia, o fato, a prestação de serviço, sem interesses patronais, políticos ou pessoais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nossa liberdade de expressão estará em “xeque” e nossa democracia irá contra as cláusulas pétreas da nossa Constituição não se tivermos jornalistas, e eu disse Jornalistas, profissionais, formados e comprometidos com um único objetivo: levar o fato até você. As cláusulas pétreas estarão comprometidas se fizermos o jogo dos poderosos, se sucatearmos a imprensa, se ridicularizarmos o jornalismo a ponto de seu trabalho não ser mais respeitado, exatamente por ter nos jornais, revistas, TVs, rádios, assessorias, não Jornalistas, mas sim oportunistas, agregados, parentes, acomadrados, pessoas que desconhecem nosso exercício, indivíduos que tão somente farão o jogo, seja ele o dos interesses, o do capital, o da falcatrua, ou aquele “de um jeitinho” que já nos deixou cego uma vez e nos enterrou em vala comum, sem direito de resposta. Isso sim inflige as cláusulas pétreas. Isso sim deve nos envergonhar. Só depois que este absurdo for revogado é que esta nação, ai sim, poderá pensar em ser grande.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-5134974734101556135?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/5134974734101556135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/10/resposta-ao-artigo-diploma-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5134974734101556135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5134974734101556135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/10/resposta-ao-artigo-diploma-de.html' title='Resposta ao artigo “diploma de jornalista: uma questão já decidida, por Judith Brito, presidente da ANJ”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-76191391201921017</id><published>2009-10-02T14:38:00.007-03:00</published><updated>2009-11-19T18:41:47.718-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>“Eu sou o samba...”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: "Mãe, tem um guri no portão!"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388069669953559490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SsZE0U6jW8I/AAAAAAAAA5I/DO70T51EQlQ/s320/RIO.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Meu... Chorei. Confesso que não segurei. O anúncio do Rio de Janeiro, hoje, como sede das olimpíadas de 2016, definitivamente, me acertou em cheio. Fiquei meio zonzo, perna bamba, quase não acreditei, e me emocionei. A gente torce, é verdade, lá no fundo a gente sempre acredita. Depois de três tentativas fracassadas e diante de concorrentes tão valorosos como Madri, Tóquio e Chicago, Oha! Meu!, deu Rio. Aliás, surpresa maior, só a eliminação de Chicago na primeira rodada. E olha que teve Obamania e tudo. Não convenceu. Mais uma vez os americanos não puderam e os brasileiros não desistiram. Aqui da terra da garoa, da minha amada São Paulo, acompanhei passo a passo a caminhada do Rio rumo a essa sede. Fui e, ainda sou crítico ferrenho dos projetos elaborados, da dinheirama gasta no Pan-Americano e do número de erros e falcatruas que rolaram, e sei como todo brasileiro sabe que o Brasil ainda precisa acertar muita coisa, antes mesmo de se pensar nos jogos. Mas, como todo brasileiro, principalmente o carioca, levantei hoje com aquela expectativa: vai dar Rio. E o Rio venceu. O Brasil venceu. Apesar de todos os problemas, o orgulho, a emoção de ver o Brasil ser o primeiro país sul-americano a sediar uma olimpíada foi maior do que qualquer crítica ou desavença. Há muitos problemas para serem resolvidos, é verdade. Mas não dá para negar que o Brasil, hoje, está no centro das atenções. Será a próxima sede da Copa do Mundo de futebol, em 2014, tem ganhado força no cenário internacional, foi considerado o primeiro peso real nas Américas depois dos EUA e, agora, num intervalo de dois anos apenas após sediar a Copa, será sede dos jogos olímpicos. Não dá para negar que o Brasil é o centro das atenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que dia desses, o Fernando Molica publicou um texto no seu blog, de uma estagiária, que na redação do jornal O Dia, lhe perguntou quem era Zé Kétti, o imortal poeta do morro. E não teve Fernando, como não lembrar da letra e da melodia de &lt;em&gt;A voz do Morro&lt;/em&gt;, do inigualável Zé Kétti, hoje, no anúncio do Rio como sede da Olimpíada de 2016. Ouvi como a trilha sonora do triunfo. Senti-me, também, em Copacabana comemorando com todos. Senti, hoje, que todo brasileiro, tem um pouco de Rio de Janeiro. Hoje, nós somos o samba. Eis a letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou o samba&lt;br /&gt;A voz do Morro sou eu mesmo&lt;br /&gt;Sim Senhor,&lt;br /&gt;Quero mostrar ao mundo&lt;br /&gt;Que tenho valor&lt;br /&gt;Eu sou o rei dos Terreiros&lt;br /&gt;Eu sou o samba&lt;br /&gt;Sou natural daqui&lt;br /&gt;Do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Sou eu quem leva&lt;br /&gt;A alegria&lt;br /&gt;Para milhões&lt;br /&gt;De corações brasileiros(...)"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-76191391201921017?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/76191391201921017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/10/eu-sou-o-samba.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/76191391201921017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/76191391201921017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/10/eu-sou-o-samba.html' title='“Eu sou o samba...”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SsZE0U6jW8I/AAAAAAAAA5I/DO70T51EQlQ/s72-c/RIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-6563017994961669335</id><published>2009-09-17T15:07:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T15:12:59.557-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu to voltando'/><title type='text'>“É bom estar de volta”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Eu to voltando...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;* Não pude deixar de replicar aqui no REPÓRTER SEM FRONTEIRA, o release elaborado pela Potiguar &amp;amp; Baiana, disponível a imprensa sobre a estreia do &lt;em&gt;The Eduardo Freire Show&lt;/em&gt;. Obrigado a todos, a minha amiga Anne e a vocês que acompanham o blog. Eis o texto:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O Jornalista e Comunicador Eduardo Freire volta a TV a Cabo para comandar um novo Talk Show&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há quem já o chame de o “talk show mais esperado da TV por Assinatura”. Edu diz que não é para tanto: “Aliás, acho que não é para nada, (risos). Isso é coisa da Anne, ela adora me colocar para cima. Ela acha que sou uma pessoa que não deve deixar de sorrir e estar bem nunca. Admito que ela sempre me faz rir”, diz Eduardo Freire sobre sua amiga Anne Zelinsk, que conheceu em trabalhos de freelancer, quando ainda era estudante de jornalismo, mas já estagiava em algumas empresas de comunicação. É dela, inclusive, a frase que define um pouco de Eduardo no seu perfil no blog oficial do programa, em que o classifica como alguém que tem “o dom do bate-papo e da conversa”. Edu replica: “Anne é sempre muito generosa com as palavras. Me senti honrado com a sua definição e desta vez fiz questão de publicar e lhe dar o crédito. Mas ela sempre exagera (risos)”, se diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Freire deu seus primeiros passos na comunicação, com um programa musical em uma rádio comunitária, no final da década de 90. Desde então, se formou em jornalismo, participou de inúmeras coberturas e eventos de grande porte como carnaval, eleições e campanhas assistenciais na TV como o Teleton, além de trabalhar em jornais impressos como O Estado de S. Paulo, na web, rádios e comandar entrevistas em programas da TV a cabo. Longe das câmeras por um tempo, atuou e atua como professor acadêmico em instituições de cursos pré-vestibular, tem escrito artigos e colunas para importantes portais de notícias do país, além de se dedicar à área de comunicação corporativa. Com 12 anos de carreira completados em 2009, ele agora está de volta ao vídeo. Dia 26 de setembro, às 11h30 da noite, pela Nova TV Comunitária de Mogi das Cruzes, Canal 96 e 09 digital da NET local, estreia o The Eduardo Freire Show, formato inspirado nos tradicionais talk shows norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É bom estar de volta e num formato tão versátil quanto é o talk show. É um programa que me dá liberdade e ao mesmo tempo exercita o bom humor e o jogo rápido de ser apresentador. Encontrei a fórmula para ser o jornalista, o comunicador e o humorista que sempre fui, mas que não podia conciliar em outras oportunidades. Isso é formidável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaborado em uma coprodução da Potiguar &amp;amp; Baiana Comunicação e da Nova TV Comunitária, Edu diz que o The Eduardo Freire Show pode agradar todos os públicos. “É um programa, eu diria, quase que para toda família. Ele só não chega a todos, digamos assim, pelo horário, às 11h30 da noite. As crianças já têm que estar na cama (risos). Mas seguramente é pensado de maneira geral e deve agradar a todos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz com o novo projeto, Edu agradece o público pelo carinho recebido desde que houve o anúncio da estreia e afirma: “Esta é uma fórmula consagrada há 50 anos nos Estados Unidos e que também é reconhecida no Brasil. Completo 12 anos de carreira neste ano e me sinto feliz em poder fazer o que eu gosto e num formato de sucesso. Só posso agradecer a Deus e a todos que me acompanham pelas oportunidades que a vida me proporciona. É o show que eu sempre quis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre a estreia e o programa estão disponíveis no blog oficial: www.theeduardofreireshow.blogspot.com.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-6563017994961669335?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/6563017994961669335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/09/e-bom-estar-de-volta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6563017994961669335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6563017994961669335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/09/e-bom-estar-de-volta.html' title='“É bom estar de volta”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4122287201351638381</id><published>2009-08-17T12:11:00.006-03:00</published><updated>2009-11-24T15:15:23.122-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>“O tiro no pé que não tardou”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Levei algum tempo para escrever esse artigo, pois esperei prudentemente como jornalista pelos desdobramentos do fato. Eis que, agora, me parece o momento oportuno de trazê-lo a pauta. O jornal O Estado de S. Paulo, do qual tive o privilégio de fazer parte do seu corpo de profissionais durante um ano, ainda na minha época de banco universitário, na condição de “foca” e estagiário, está sob censura. Penso que o fato já seja de conhecimento de todos. Uma liminar concedida pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu o Estadão de publicar reportagens sobre a investigação da Polícia Federal contra Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 17 de agosto de 2009, a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) comemora 30 anos de sua existência e realizará, amanhã, dia 18, um debate sobre a liberdade de expressão e o futuro do jornalismo brasileiro. Obviamente que na pauta estarão, ainda, a revogação por completo da Lei de Imprensa e a derruba da exigência do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão, ambas as decisões promulgadas pelo STF. Os debatedores, ironicamente, e já explico o porquê da ironia, serão o colunista do Estadão Daniel Piza, o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, o diretor-geral de produto do Grupo RBS, Marcelo Rech, e os colunistas de O Globo Merval Pereira e do Correio Braziliense Alon Feuerwerker. Haverá ainda a presença do repórter Iason Athanasiadis-Fowden, do jornal Washington Times, preso por 20 dias durante os protestos no Irã após a conturbada reeleição do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, em junho deste ano. Iason dará seu testemunho sobre o cerceamento à liberdade de expressão no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia está em alguns fatos. O primeiro deles é a participação de representantes de empresas pertencentes às Organizações Globo, como Grupo RBS e jornal O Globo, organizações que, por meio da sua principal empresa midiática, TV Globo, junto ao Sindicato das Empresas de Radiodifusão, ajuizaram, com o Ministério Público, o pedido de liminar para derrubar a exigência da formação superior de jornalismo. Outro detalhe interessante, e o diabo está sempre nos detalhes, é a presença do ombudsman da Folha. Ora, a Folha, isso. A mesma que, junto com a TV Globo, disseminou a propaganda do regime militar durante a ditadura e a mesma Folha que classificou o mesmo regime recentemente e de forma infeliz como ditabranda, e a mesma Folha que, como a TV Globo, admitiram de público que, mesmo antes da decisão do Supremo, já agiam de forma ilegal e contratavam pessoas sem formação para exercer a função de jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase mais interessante, negativamente claro, que “pesquei” ainda no texto do Estadão, sobre os 30 anos da ANJ, por incrível que pareça, ainda está por vir. Segue o trecho: “Apesar de as decisões recentes do Supremo confirmarem a disposição da Constituição de garantir a liberdade de imprensa, as liminares em favor da censura a jornais são preocupantes.” Em que as decisões recentes do Supremo confirmaram a disposição da Constituição de garantir a liberdade de imprensa? De que maneira o não reconhecimento da formação, a não qualificação dos profissionais do jornalismo, a ridicularização da classe e o argumento esdrúxulo da “garantia da liberdade de expressão” e não de imprensa, presente nos votos daqueles que se dizem “magistrados”, assegurou a garantia de liberdade de imprensa? Depois, a presidente da ANJ, Judith Brito, dispara: “Temos a lamentar as seguidas decisões do Judiciário, em sua primeira instância, de exercer a censura prévia. Dos 31 casos contra a liberdade de imprensa sobre os quais a ANJ se manifestou nos últimos 12 meses, 16 são decorrentes desse tipo de decisão.” E completou: “Pode parecer censura que afeta apenas um jornal, mas na verdade afeta a imprensa, os jornalistas e o jornalismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sempre estarrecido e impressionado com a capacidade neste país que as pessoas têm de perceber os estragos e o óbvio ululante da desgraça apenas depois que o mal está feito. Achavam mesmo eles, donos dos grupos comunicacionais, que marginalizar o jornalismo seria benéfico, com o lucro de ainda se ter uns “carapiás”, como diz o meu irmão, a mais no bolso, por contratar mão de obra desqualificada, desprovida e barata? Achavam mesmo que, assim como quando apoiaram o golpe militar em 64, que viveriam, eles, e tão somente eles, ai sim, na ditabranda imaginada e sonhada nos devaneios da Folha de S.Paulo? Pois é. Uso a expressão do meu pai: “A encomenda filho, vem sempre a cavalo!”. Eis o tiro no pé e pela culatra. Preparem-se Folha, Globo e quem mais tocou suas “vuvuzelas” no dia da decisão do Supremo. O reizinho de toga está ávido e não vai demorar a proclamar seus novos desmandos. Sejam bem-vindos a ditadura do judiciário que, mais uma vez, como noutra ocasião, vocês mesmos nos conduziram. Agora “Guenta!”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4122287201351638381?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4122287201351638381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/08/o-tiro-no-pe-que-nao-tardou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4122287201351638381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4122287201351638381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/08/o-tiro-no-pe-que-nao-tardou.html' title='“O tiro no pé que não tardou”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-1964965338567099853</id><published>2009-07-29T18:54:00.001-03:00</published><updated>2009-11-24T15:13:59.674-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O TAO da web'/><title type='text'>Acabo de chegar ao Twitter. É só me seguir?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: O TAO da web&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pretendo não me estender muito desta vez, até para entrar plenamente no espírito do universo ao qual eu também acabo de aderir. Confesso que, durante algum tempo, vi com certa desconfiança o Twitter. Mas, de uns tempos pra cá, conversa vai, conversa vem, e a grande adesão de muitos amigos, empresas, veículos de comunicação, artistas e por ai vai, percebi que, mais cedo ou mais tarde, eu também seria “engolido” por esta nova onda cibernética. Aliás, quase toda a nossa vida é virtual, já perceberam? Orkut, Messenger, Blog, Fotoblogs, Podcast, YouTubes e não sei mais quantos Tubes por ai... Há até quem tenha optado literalmente por uma segunda vida, totalmente virtual, que é o caso de quem cria o seu avatar no Second Life. Pois bem, depois de tanto escrever, e muito, aqui pelo blog, agora também entro na onda das mensagens curtas, do “SMS da Internet” como dizem os “twitteiros”. Já existe isso? Twitteiros? Pois é, a internet e a sua capacidade de criar neologismos. Eis que agora também sou um. Prometi, no início desse texto, que escreveria pouco para entrar no clima do Twitter. Bem, acho que passei bem dos 140 caracteres com espaço permitidos lá. Pelo visto, estou na esfera, só espero conseguir me adaptar... (risos). Mas a gente consegue. Pelo menos até uma nova onda cibernética aparecer pra gente “doprar”. É só seguir. (www.twitter.com/eduardoffreire)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-1964965338567099853?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/1964965338567099853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/07/acabo-de-chegar-ao-twitter-e-so-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1964965338567099853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1964965338567099853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/07/acabo-de-chegar-ao-twitter-e-so-me.html' title='Acabo de chegar ao Twitter. É só me seguir?'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-477967379091497020</id><published>2009-07-01T19:38:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T15:20:41.840-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>ABI aponta erros no julgamento do STF que derrubou a exigência do diploma</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Publico e LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 de julho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em artigo publicado no Jornal do Brasil na segunda-feira (29/6), o presidente da ABI, Maurício Azêdo, sustentou que os ministros do Supremo Tribunal Federal cometeram vários erros ao justificar a derrubada da exigência de diploma de curso de Comunicação Social ou Jornalismo para o exercício da profissão&lt;br /&gt;Um desses erros foi o de atribuir ao Decreto-Lei nº 972/69, de outubro desse ano, o objetivo de submeter os meios de comunicação à censura, a qual foi instituída formalmente três meses depois, em janeiro de 1970, pelo Decreto-Lei nº 1.077.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto, publicado na página A16 sob o título Incriminação do diploma não se sustenta, diz o Presidente da ABI que o relator do processo, Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, “foi infeliz e revelou extremado mau gosto ao comparar o desempenho do jornalista com o do cozinheiro, mesmo o grande mestre no ofício de conceber e preparar acepipes e quitutes”. Diz o articulista que “demonstrou o Ministro que não entende nem de jornalismo nem de arte culinária; se entendesse, não faria as comparações inadequadas que fez”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um intertítulo dado pela Redação do JB (Erro do STF na decisão instaura a incompreensível lei da selva trabalhista), o artigo integrou a série Sociedade Aberta, em que o jornal acolhe opiniões de diferentes pessoas. Seu texto é reproduzido a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da questão da obrigatoriedade de exigência do diploma de conclusão do curso de Comunicação Social ou de Jornalismo para o exercício da profissão de jornalista deixou claro que os membros da chamada Suprema Corte não tinham nem têm familiaridade com o tema tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na justificação dos votos pela derrubada da disposição pertinente do Decreto-lei nº 972/69, os ministros confundiram alhos com bugalhos e revelaram um subjetivismo que não encontra guarida nos fatos históricos e em sua cronologia. Para incriminar a exigência do diploma e justificar sua supressão, vimos ministros a dizer que o Decreto-lei nº 969/72 foi editado com o objetivo de sufocar a imprensa, submetendo-a a censura. Há grave erro aí: a censuraa foi formalmente instituída pelo Decreto-lei nº 1.077, de 26 de janeiro de 1970, mais de três meses após a edição do Decreto nº 972, assinado em 17 de outubro de 1969 e publicado no dia 21 seguinte. Lembre-se, aliás, que era dispensável a formalização do poder de censurar veículos de comunicação, sabido que, com honrosas exceções, como o JB, O Estado de S. Paulo, o Jornal da Tarde e a Tribuna da Imprensa, jornais e emissoras de televisão praticavam a autocensura e faziam o jogo da ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Improcede a afirmação do digno Ministro Ricardo Lewandovski de que o Decreto nº 972/69 tinha como “escopo, inequivocamente, controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, em especial pelos jornais, afastando das redações intelectuais e políticos que faziam oposição ao governo de então”. Na verdade esses intelectuais – um Otto Maria Carpeaux, um Antônio Callado, um Octávio Malta – já tinham sido afastados das redações não por esse decreto, mas pelo esmagamento político e comercial que o regime militar impôs a veículos como Última Hora, levada à descaracterização, e o Correio da Manhã, perseguido e subjugado até falir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carece igualmente de fundamento a invocação do Pacto de São José da Costa Rica, validado no País pelo Decreto 678/92, de que a disposição agora derrubada conflitasse com o artigo 13.3 dessa convenção, como alegado pelo mesmo Ministro Lewandovski, que transcreveu o texto de tal disposição, assim redigida: “Não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como abuso de controles oficiais ou particulares de papel de imprensa, de frequências radioelétricas ou de equipamentos e aparelhos usados na difusão da informação, nem por quaisquer outros meios destinados a obstar a comunicação e a circulação de idéias e opiniões”. Mesmo um advogado recém-formado saberia que falta tipicidade entre o que dispõe o Decreto nº 972 e o texto reproduzido pelo Ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa instituição que reúne algumas das maiores sumidades do País em todos os ramos do Direito, como é o Supremo Tribunal Federal, é incompreensível que tenham sido cometidos erros fáticos dessa natureza, para justificar uma decisão desprovida de fundamento jurídico, e sim ditada pelo propósito politico de atender à postulação do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, o grande interessado em instituir a lei da selva, uma terra de ninguém nas relações trabalhistas, afinal criada pela decisão do Supremo, ao homologar e legitimar práticas restritivas dos direitos dos jornalistas já adotadas por muitas das empresas filiadas a essa entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave do que essas alegações despropositadas foi o conjunto de argumentos expostos pelo relator, Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que foi infeliz e revelou extremado mau gosto e escassa criatividade ao comparar o desempenho do jornalista com o do cozinheiro, mesmo o grande mestre no ofício de conceber e preparar acepipes e quitutes. Demonstrou o Ministro que não entende nem de jornalismo nem de arte culinária; se entendesse, não faria as comparações inadequadas que fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que sustentaram ministros que acompanharam o relator (Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Celso de Mello), a profissão de jornalista não pode ser exercida por pessoas que tenham apenas o curso fundamental completo ou incompleto, para as quais a decisão do Supremo escancarou com largueza as portas de acesso à profissão, ou mesmo por aquelas que, como os ministros do chamado Pretório Excelso, tenham formação de nível universitário em outras especializações da vida social."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-477967379091497020?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/477967379091497020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/07/abi-aponta-erros-no-julgamento-do-stf.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/477967379091497020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/477967379091497020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/07/abi-aponta-erros-no-julgamento-do-stf.html' title='ABI aponta erros no julgamento do STF que derrubou a exigência do diploma'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-5299061787106408022</id><published>2009-06-23T13:37:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T15:18:01.380-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Jornalismo: defesa da democracia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;É difícil. Por vezes, ainda custo a acreditar. Nunca pensei que fosse viver para ver, mais uma vez, o Brasil ser engolido pelo nevoeiro, ser um dos últimos a ter visto as luzes da democracia, da liberdade e da verdade acesas neste céu azul e límpido. Preciso fazer, antes, porém, uma retificação. Pequena, mas fundamental. Após a decisão do STF em extinguir a exigência da formação superior para o exercício do jornalismo, me senti envergonhado em ser brasileiro. Mas eis minhas desculpas a este Brasil. Pois a nação em si, o solo, a terra que atravessa a falange dos nossos dedos nada tem, não posso julga - lá pelos homens que nela habitam. Destes sim, tenho vergonha. E me envergonho mais ainda por eles envergonharem o povo e o meu país. Pobres brasileiros. Não só de bolso, mas também de alma, de espírito, de moral e, principalmente, de justiça. Fico enojado, penso que não há outra definição, com a capacidade do ser humano em manipular, agir de forma arbitrária, de roubar, enganar, ludibriar, um “jeitinho brasileiro”, um levar vantagem que deixou esta nação cega. Comparar o jornalismo a arte, reduzir o exercício profissional qualificado ao documento de reconhecimento da formação que é o diploma, distorcerem direitos e liberdades tão claras como a de expressão, exercício profissional e o da imprensa. É maquiavélico. E tudo para quê? Para sair do foco, para desvirtuar, desmoralizar, transgredir, para continuar a roubar, manipular, enganar, sem serem pegos... Para se aproveitar de uma carreira que, notoriamente, tem impactos sólidos na formação, na opinião e no pensamento da sociedade, apenas para se favorecerem financeiramente e em poder. Tudo, a qualquer custo, por cima de todos, doa a quem doer. Comparar o século XXI, as bases fundamentais de técnicas e teorias do jornalismo que compõe a base profissional do jornalista com o exercício das práticas no início do século passado... Inacreditável. Agora, o mais inacreditável fora a definição dada para sustentar o argumento da queda, a de que a liberdade de expressão estaria em &lt;em&gt;xeque&lt;/em&gt;, a liberdade das pessoas se expressarem e darem sua opinião... Quanta ingenuidade. Quanta desfaçatez e falta de conhecimento sobre o exercício do Jornalismo. Estes oportunistas devem realmente ir aos bancos universitários. Talvez, lá, aprendam, definitivamente, que a única coisa que o jornalista não faz é opinar. É preciso reiterar que a liberdade de expressão só é garantida quando você tem uma impressa formada e responsável, comprometida exatamente com o direito das pessoas falarem, com o espaço seja na coluna, no artigo, na entrevista... Ou seja, no ouvir a fonte. Ao apresentar todos os lados para, ai sim, o receptor da mensagem formar sua própria opinião. Agora, confundir opinião com jornalismo, o interesse das fontes com a isenção do jornalista... Mais uma vez, quanta ingenuidade... E se não for ingenuidade, só posso crer que é intencional, desvio de caráter, busca de interesses, mais uma vez, querer por em xeque a democracia deste Brasil. Infelizmente, não consigo, agora, acreditar que seja algo diferente. Querem, de fato, jogar este país mais uma vez no limbo. Não podemos nos deixar enganar, novamente. Um país sem Jornalismo, está fadado aos interesses. Ai sim enterrará sua democracia e suas liberdades. Veremos novos dias de chumbo e sem a certeza de que o sol irá brilhar em raios fúlgidos. Lutemos!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-5299061787106408022?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/5299061787106408022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/jornalismo-defesa-da-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5299061787106408022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5299061787106408022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/jornalismo-defesa-da-democracia.html' title='Jornalismo: defesa da democracia'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-6594232959906766509</id><published>2009-06-22T15:04:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T15:18:57.456-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>O LUTO e, agora, a LUTA!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Estive hoje na manifestação realizada na Avenida Paulista. Vi estudantes, formados, recém-formados, jornalistas de verdade conclamando não só a classe, mas também a sociedade brasileira. Vi e ouvi palavras de ordem, protesto e indignação no rosto de cada um (até o final do dia postarei as imagens). Vi aqueles que defendem o interesse do judiciário, dos precários, dos empresários e do fim do estado democrático deste país serem colocados a prova. Repórteres da rede Globo, ao cumprir os mandos e desmandos deste câncer que se alojou no Brasil, serem chamados a largar os microfones e passarem para o lado democrático. Mas não o fizeram. Preferiram o silêncio, exercer a pátina do esquecimento e assinar o sepultamento da liberdade promulgada pelo supremo. Até o final do dia terei todos os detalhes. Prometo contribuir, da melhor maneira possível, para que todos, mas principalmente o cidadão, mais uma vez, esteja bem informado. Estejam certos de que, com os Jornalistas, não há lado, mas sim o fato, a verdade, a ética, o compromisso. Mais uma vez e em vanguarda como fizeram os nobres Jornalistas que resistiram ao regime, nós não iremos calar para que, neste país, o direito de falar seja assegurado. Temos um novo compromisso dia 24, às 18 horas. E se você ainda não pôde participar, faça parte! Neste, e em todos os outros que virão. Pois saibam os magistrados e malogrados que exploram as concessões públicas em benefício próprio: não desistiremos! Pois lutamos, sempre, e não cercearemos, pois lutamos pelo direito de ser e gritar: livres! Finalmente livres! Eis um Estado Democrático!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-6594232959906766509?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/6594232959906766509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/o-luto-e-agora-luta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6594232959906766509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6594232959906766509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/o-luto-e-agora-luta.html' title='O LUTO e, agora, a LUTA!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-6860981513798022954</id><published>2009-06-19T14:03:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T15:19:56.249-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>O jornalismo pós-diploma (texto do Jornalista Fábrício Rocha)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Publico e LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda estou para viver o dia em que um criminoso, autor das maiores e mais inimagináveis barbáries possíveis às mãos de um homem, vai dizer que é bem tratado, confortável e respeitado em uma delegacia ou umpresídio. Que foi detido com fineza e tranquilidade, sem violência, interrogado com justiça e em vigilância dos direitos humanos universais. Porque até hoje só ouvi o contrário: que não estava fazendo nada e já levou um tabefe antes mesmo de responder qualquer pergunta, que o delegado não deixou ele falar, que a cadeia é superlotada e fedorenta, etc etc etc. Não é que abusos assim não aconteçam, ou que tais denúncias não devam ser consideradas e apuradas; mas é claro que a tendência -- até natural -- é que o"elemento" esteja sempre querendo desqualificar a força que o reprimiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Numa votação surpreendente no dia 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade da formação específica e do diploma para o exercício do jornalismo.&lt;br /&gt;A ação que buscava isso foi movida pelo Sindicato de Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo (Sertesp), com base no argumento de que a exigência do diploma foi criada na ditadura militar como uma forma de oprimir a livre expressão, algo que seria incompatível com os princípios da Constituição de 1988. Quem relatou o processo foi o polêmico presidente do STF, Gilmar Mendes, e apenas o ministro Marco Aurélio de Mello votou contra o pedido da Sertesp. Argumentou Gilmar que “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, e que o jornalismo é tão somente “aprópria manifestação e difusão do pensamento e da informação, de forma contínua, profissional e remunerada”. Disse o ministro Cezar Peluso que o curso de Comunicação Social não é uma garantia contra o mauexercício da profissão, e que do jornalismo não se exige "garantia contra danos e riscos à coletividade, aferição de conhecimentossuficientes de verdades científicas exigidas para a natureza do trabalho, ofício ou profissão" que justificariam a exigência dediploma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Brasil é mesmo um país de contradições e estranhos contrastes. Pensam os ministros do Supremo que não se pode exigir qualificação especial de quem tem a responsabilidade de informar e ajudar aconstruir raciocínios de centenas, milhares, milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, tente alguém construir na própria casa um quarto a mais,sob o qual apenas estará si mesmo, e para isso comprar os mesmosmateriais que já usou na casa, contratar pedreiros e os orientar parao serviço. Aparecerá em poucos dias, sabe Deus como e por fofoca dequem, a fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura,ameaçando o cidadão com pesada multa e processo judicial por"exercício ilegal da profissão". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem cada vez mais regulamentos,propostas e leis em todas as esferas do poder público para reconhecer, normatizar e exigir qualificação comprovada de profissionais como acupunturistas, esteticistas, optometristas, vendedores de churrasquinho e cachorro-quente na rua, vigilantes, porteiros,flanelinhas e até prostitutas. Mas jornalista, segundo o Supremo, qualquer um pode ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gilmar Mendes, o relator do processo e presidente do Supremo, édeclaradamente contrário aos mandados de segurança que são impetradospor bacharéis em direito que argumentam não ser necessária a aprovaçãono exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício daadvocacia. Mas sobre o jornalismo não é surpresa que a situação tão parecida seja vista de forma oposta. Dentro dos rígidos limitesimpostos pelas empresas jornalísticas -- que não querem de jeito nenhum arranjar encrenca com o mesmo Judiciário que julga seus inúmeros processos trabalhistas e comerciais --, os jornalistas colocaram Gilmar Mendes sob suspeita pela estranha forma com que concedeu dois habeas corpus sucessivos para libertar o banqueiro Daniel Dantas, investigado por corrupção e formação de quadrilha, com direito a uma enxovalhada pública ao juiz paulista Fausto de Sanctis,que havia expedido a prisão do banqueiro. O mesmo ministro anteriormente espalhara que teria tido seus telefones no Supremo grampeados, o que em momento algum se comprovou, e em episódio posterior exigiu que a TV Câmara tirasse da programação uma edição do programa "Comitê de Imprensa" em que o jornalista participante Leandro Fortes o criticava. Aliás, também na TV Câmara, uma reportagem minha sobre casos de impunidade e morosidade do Judiciário causou uma queixa do ministro à então diretora da TV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante destes e de outros episódios em que demonstrou sua pouca amistosidade com os jornalistas, só se podia esperar que de Gilmar Mendes viesse um parecer pela desmoralização, desqualificação e enfraquecimento da imprensa brasileira. É como o bandido dizendo que foi torturado na delegacia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Surpresa foi o colegiado quase inteiro referendar e embasar tamanha esparrela, e confundir o exercício do jornalismo com a liberdade de expressão individual. Como bem lembrou o advogado da Federação Nacional de Jornalistas na audiência, quase todos os jornalistas e os veículos de comunicação sempre convidaram e receberam bem cidadãos comuns, especialistas e celebridades que desejassem expressar seus pontos de vista e participar da elaboração do produto jornalístico, nas formas de artigos, cartas dos leitores, debates e entrevistas. Sem qualquer necessidade de formação jornalística. Com exceção dos jornalistas que escrevem colunas e artigos, os repórteres, editores e assessores de imprensa não são donos das opiniões e ideias que divulgam. Elas são dos personagens, dos entrevistados que são ouvidos para a elaboração do texto jornalístico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao jornalista cabe ter a competência e o discernimento para organizar essas opiniões e ideias de forma que elas sejam fácil e exatamente entendidas pelo público -- e é daí que vem a necessidade de uma formação especial. A faculdade de Comunicação Social, e a especialização em Jornalismo em particular, incute nos futuros profissionais a visão técnica da comunicação e a responsabilidade social que ela exige e carrega em si, em princípios como o interesse público, o contraponto de opiniões, a repercussão sistematizada dos fatos, a comparação balanceada de informações. Engloba o tratamento científico e mercadológico da comunicação de massa, em aspectos que vão da cadeia produtiva da notícia e das peculiaridades das tecnologias de captação e difusão até os efeitos psicológicos e sociais que uma imagem, uma certa composição gráfica ou uma simples troca de palavras sinônimas pode causar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estes e os vários outros temas da academia jornalística vão muito além de "uma sólida cultura, domínio do idioma, formação ética e fidelidade aos fatos", que o ministro Ricardo Lewandowski apontou sem propriedade como únicos requisitos para o exercício do jornalismo. Não havendo todo esse embasamento e o consequente comprometimento técnico-científico com a comunicação, corremos agora o risco de ver cada vez mais gente se dizendo jornalista apenas para participar das bocas-livres do &lt;em&gt;highsociety &lt;/em&gt;ou para entrar de graça em festivais de cinema e shows. Ou para criar jornaizinhos e jornalecos sem qualquer credibilidade, com o único propósito de angariar dinheiro com anúncios de pequenos comerciantes. Ou, pior ainda, para usar o incontestável poder da comunicação para fins de auto-promoção pessoal ou política, exercendo favorecimentos, pressões e chantagens injustas e invisíveis à maior parte da audiência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A liberdade de expressão a que se refere a Constituição é a das manifestações em público, do direito de imprimir em casa panfletos com críticas e opiniões e distribuí-los nas ruas, de falar ou não falar perante autoridades, de criar sites na internet sobre qualquer assunto ou ideologia sem risco de censura, entre várias outras possibilidades. Essa liberdade de expressão não significa necessariamente que tais manifestações devam ou sequer possam ser feitas por meio de veículos de comunicação de massa privados ou públicos. Esse tênue limite estabelecido pelo bom senso é o mesmo que nos impede de achar correto que qualquer açougueiro hábil possa exercer sua destreza em uma mesa de cirurgia, ou que um bom taxista possa ser companheiro de Felipe Massa na Ferrari. A confusão proposital foi uma argumentação mais do que cínica do Sertesp para embasar o processo, e pode ser um tiro pelaculatra. Porque se a liberdade de expressão a que todo brasileiro tem direito inclui ter acesso livre aos microfones e teclados dos veículos de comunicação de massa, como concordou e concluiu o Supremo, as empresas de comunicação devem doravante ser obrigadas a garantir esse direito a todo e qualquer cidadão, de forma irrestrita, não é? Eu realmente quero saber o posicionamento do Sertesp quanto a isso, especialmente quando algum cidadão ciente dos seus direitos protocolar um mandado de segurança com este objetivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Certamente as empresas de rádio e televisão e os jornalões não contavam com essa interpretação colateral que ora surge. Na verdade, elas querem que a liberdade de expressão que se lixe. A intenção imediatista de tais empresas é permitir a contratação de "jornalistas"a preço de banana, que um profissional decente de nível superior jamais aceitaria. Também pesa no pedido a descoberta -- tavez mesmo a imposição -- de que o "povão" gosta é de artista apresentando programas e reportagens. Afinal, esse negócio de televisão educativa e combate à baixaria é coisa de teórico intelectual de academia. Já pensou a audiência de um Jornal Nacional apresentado pelo Tiririca e pela Cláudia Leitte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas se "a regra geral é a liberdade de ofício", como disse em seu voto o ministro do STF Celso de Mello, que isso seja estendido a todos, pois. Para a sociedade é suficiente que as universidades se resumam aos cursos de Medicina e de Engenharia Civil. Para ser arquiteto basta saber desenhar, e o engenheiro que se vire com os cálculos. Qualquer pessoa que nasceu e cresceu na roça tem conhecimento e vivência para ser considerado agrônomo. Um torneiro mecânico criativo e bom de desenho tem o que é essencial para ser projetista de carros, e qualquer hackerzinho de 16 anos pode dar um baile em bacharelados em Ciência da Computação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para ser político... bem, para isso há um bom tempo não precisa de nada. Toda a legislação brasileira é disponível em livrarias, bibliotecas e até na Internet, e visto que o direito àpetição é de todos, não há necessidade de formação específica para advogados e juízes -- aliás, interessante é lembrar que para ser ministro de um tribunal superior a Constituição não exige carreira judiciária, e sim apenas "notável saber jurídico". Então, parafraseando o ministro Lewandowski, basta ter o notável saberjurídico, ter senso de justiça, domínio da língua e formação ética. Muito concurseiro tem isso tudo de sobra -- e, como a mesma achincalhada imprensa já mostrou à sociedade, até mais do que alguns de nossos superiores magistrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fabricio Rocha &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.fabriciorocha.jor.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.fabriciorocha.jor.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-6860981513798022954?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/6860981513798022954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/o-jornalismo-pos-diploma-texto-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6860981513798022954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/6860981513798022954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/o-jornalismo-pos-diploma-texto-do.html' title='O jornalismo pós-diploma (texto do Jornalista Fábrício Rocha)'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-3234385118290094018</id><published>2009-06-19T13:45:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T15:22:00.990-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='La Trombeta del Periodista'/><title type='text'>ATENÇÃO JORNALISTAS! DIVULGUEM!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: La Trombeta del Periodista e LUTO pelo Jornalismo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Protestos de estudantes e jornalistas na Capital e Interior contra a decisão do STF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Diretórios acadêmicos de várias faculdades de Jornalismo e Regionais do Sindicato estão convocando estudantes e jornalistas para uma manifestação de protesto na Capital e no Interior contra a decisão do STF, que extinguiu a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão.&lt;br /&gt;Neste sábado (20/6), às 9h, em Votuporanga, também haverá protesto – todos vestidos de luto, com nariz de palhaço e diploma na mão, contra a decisão do STF contra o jornalismo brasileiro - na Praça São Bento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na segunda-feira (22/6), às 10h, será na Capital, em frente ao Metrô Consolação (Av. Paulista, altura do nº 2163). Os organizadores sugerem vestir preto, trazer nariz de palhaço e uma colher de pau.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Em Sorocaba, estudantes e jornalistas formados marcaram assembléia para terça-feira (23/06), às 19h30, na Regional do Sindicato, Rua Cesário Mota, 482 – Centro Sorocaba. Mais informações pelo tel.: (15) 3342-8678 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-3234385118290094018?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/3234385118290094018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/atencao-jornalistas-divulguem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3234385118290094018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3234385118290094018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/atencao-jornalistas-divulguem.html' title='ATENÇÃO JORNALISTAS! DIVULGUEM!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-960666336219849686</id><published>2009-06-18T14:02:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T15:23:06.113-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Carta Aberta a Sociedade Brasileira, ao Supremo e ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Saudações,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de luto. Todos os Jornalistas estão. Nesta quarta-feira, dia 17 de junho de 2009, os pilares da base democrática deste país, forjada em luta e sangue, num período em que as luzes da liberdade se apagaram diante da nossa sociedade, mais uma vez, foram jogados a penumbra, enterrados em vala comum. O julgamento do Supremo Tribunal Federal não só pôs fim ao exercício do jornalismo, como também enterrou os princípios éticos, acadêmicos, civis, sociais e humanos da sociedade brasileira. Reduziram ao diploma a discussão que sedimentava as bases de uma profissão que, notoriamente, tem impacto na estrutura social, de pensamento, de formação e de civilidade. A prática jornalística exige, sim, formação técnica, acadêmica e humana, dada às necessidades dos compromissos éticos, profissionais e de responsabilidade para com as liberdades de expressão, pensamento e imprensa, que pressupõe o exercício de reportar, apurar, redigir, informar, conhecer, com isenção e pluralidade. A exigência da diplomação fora instituída sim, num período obscuro da nossa história, em pleno regime militar, com o intuito de cercar e calar as vozes que se fizeram ouvir, mesmo nos porões e nas mãos dos algozes. Jornalistas pioneiros, que não se calaram, mesmo com o risco de morte, para defender o direito de, todos nós, hoje, nos expressarmos. Mas há no mínimo uma discrepância, se não uma retaliação, um interesse excuso, hoje, ano de 2009, século XXI, na revogação da exigência do curso superior para o Jornalismo. Pois, hoje, a formação acadêmica em jornalismo não existe para cercear a liberdade de livre expressão da sociedade e da população, não existe como barreira ou imposição para dificultar o exercício da profissão pelos Jornalistas, mas existe, sim, para a comprovação da maturidade da carreira, da formação do profissional que, após décadas de lutas, conquistaram não só uma organização, mas a constituição de teorias, bases, conhecimento, formação empírica e acadêmica, aliados há um compromisso ético e inequívoco com a prestação de serviços e a notícia. A quem interessa a precariedade do Jornalismo? Óbvio que as empresas de TV e Rádio, ditos “empresários”, que exploram concessões públicas e que se esbaldam à custa do capital e dinheiro angariado pelo entretenimento e publicidades, que abastecem um circo de horrores levados diariamente aos lares de uma população, a qual, a maioria, também vê as portas do acesso à educação serem fechados para se manter o controle de massas. Interessa aos magistrados? Claro. Esses que envolvidos em escândalos e investigações, sendo levados a conhecimento público pela imprensa, aproveitaram uma brecha, uma “oportunidade” para ridicularizar a classe e desvirtuar o papel fundamental que tivemos e temos na redemocratização do país. Tudo, em prol de interesses pessoais. E quem irá contra o Supremo? Evidente, e por isso somos Jornalistas, por isso fizemos um juramento e assumimos um compromisso, que a defesa pela profissão, pela ética, pelo compromisso com a notícia, a prestação de serviços, a isenção, não estaria na mão de “empresários” e, muito menos, de “magistrados” em suspeição. A defesa pela pluralidade e pelo verdadeiro direito a informação de credibilidade e ética, pela qual, ai sim, respeita-se o direito incondicional da sociedade em ter liberdade de expressão e de formação de sua própria opinião, só pode ser defendida pelo Jornalista. O Jornalista tem o compromisso com o fato, com a verdade e com a informação. Não o empresário, o magistrado, aquele que está atrelado ao capital e ao poder. O Jornalista tem o compromisso e fez o juramento de zelar pela ética, pela diversidade, pelo respeito mútuo, pela humanidade, pelo direito de livre pensamento. Para isso ele é preparado. Tem em seu curso acadêmico a formação humanística, técnica e de jurisprudência necessárias para, ao final de 4 anos, assumir um compromisso incondicional com sua profissão, assim como assume um médico para com a vida e um bacharel em direito para com a justiça. Reduzir este exercício a um ato gastronômico é, no mínimo, uma boçalidade, a ignorância que demonstra o total desconhecimento com a prática jornalística. A prova de que não há preparo e, muito menos, condições de assumir tamanha responsabilidade. Eles não têm noção da proporção do estrago promovido para a democracia deste país. Dos precedentes malogrados e do &lt;em&gt;xeque&lt;/em&gt; que puseram ao nosso estado de direito. Encaminho está carta a todos. Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Congresso e ao Senado Federais, para que encaminhem proposta de projeto de lei referendando a obrigatoriedade do curso superior, bem como a diplomação, para o exercício do jornalismo. É uma questão democrática. É uma defesa a democracia. É uma defesa, principalmente, a garantia de que a exercemos com responsabilidade, ética e verdade. Sem este reconhecimento, nossa nação não tem como ser levada a sério. Seremos agora censurados, cerceados e perseguidos por um judiciário sem parâmetros, sem conhecimento e que assim, como os militares, só sabem advogar em causa própria. Hoje, tenho vergonha de ser brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-960666336219849686?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/960666336219849686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/carta-aberta-sociedade-brasileira-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/960666336219849686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/960666336219849686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/carta-aberta-sociedade-brasileira-ao.html' title='Carta Aberta a Sociedade Brasileira, ao Supremo e ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-1995219805300228115</id><published>2009-06-17T20:28:00.001-03:00</published><updated>2009-11-24T15:24:13.385-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Jornalista por Formação!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi com muito pesar para nós, Jornalistas, e tão somente nós, que somos diplomados, que recebi a notícia, papagaiamente, da decisão do STF. Obviamente, e penso que deve ser o sentimento de todos os verdadeiros profissionais da área, que a decisão do STF não deve, e nunca deverá ser levada em consideração, uma vez que, cada um de nós, ao término dos 4 anos de universidade, após todo o embasamento e o juramento realizado, sabemos, exatamente, quem, de fato, são Jornalistas natos. Não há, ainda, nem mesmo a necessidade de comentar em cima de qual argumento Gilmar Mendes (é difícil considerar alguém assim como Ministro, ou em qualquer outra classificação) fez seu "julgamento", ao comparar o Jornalista a um Cozinheiro. Nada contra, obviamente, os chefes de cozinha. O despautério está em afirmar que as ações e o exercício do jornalismo não se aplicam a coletividade, ao âmbito social e a formação civil. Pouco poderia se esperar deste cidadão amparado em "patacoadas" como esta. A Fenaj, os sindicatos e nós, jornalistas, devemos, neste momento, nos unirmos e mostrarmos, claramente, não só a insatisfação, mas, principalmente, o crime contra a democracia e as liberdades de expressão e imprensa, cometidas, hoje, em pleno Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitir que magistrados, pessoas de outra área, julguem o mérito da nossa profissão, sem o conhecimento técnico, acadêmico e profissional necessário, trata-se de, no mínimo, uma irresponsabilidade. Não preciso repetir o que os colegas profissionais, o Sérgio Murillo, a Advocacia Geral da União, falaram e retrataram exaustivamente sobre o espaço claro e específico de colaboradores, escritores e comentaristas nos meios de comunicação, o que difere em gênero, número e grau do exercício diário e continuo do jornalismo. Todos nós, profissionais, sabemos quais os interesses estiveram e estão por trás de tal "decisão". Quem são aqueles que "comemoram" diante de tamanho despropósito? Que se beneficiaram da precariedade da profissão, dos baixos salários a serem pagos (se assim ainda forem), como com a farra que será instaurada, uma vez que o compromisso com a ética, com a transparência e com a própria notícia, neste momento, deixa de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sepultaram o jornalismo e, junto com ele, a credibilidade nas bases democráticas deste país. Talvez, o próprio judiciário, em uma recente cruzada deflagrada contra o jornalismo e os jornalistas, em declarações pelas quais se diziam perseguidos pela imprensa, encontrou a oportunidade de desmoralizar e, principalmente, se beneficiar desta ação, uma vez que, sem a diplomação, a credibilidade de qualquer notícia, agora, veiculada, passa a ser praticamente zero. É um momento de reflexão. Todos precisam avaliar a extensão dos estragos que a "avalanche" do STF acaba de promover neste dia 17 de junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de todos os pesares, tenham certeza nobres colegas Jornalistas. De uma forma ou de outra, aconteça o que acontecer, nós, e apenas nós, graças à formação, ainda assim, estamos amparados. O STF pode ter revogado a obrigatoriedade da diplomação, mas não nos tirou a diplomação e o fato, legítimo e de direito, de que somos Jornalistas. Foi assim em outros momentos da história deste país que, volta e meia, nos lembra que, ainda, faz às vezes de republiqueta de bananas. Pois que assim seja. Chegou à hora de, mais uma vez, nós, Jornalistas, entrarmos em ação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-1995219805300228115?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/1995219805300228115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/jornalista-por-formacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1995219805300228115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1995219805300228115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/jornalista-por-formacao.html' title='Jornalista por Formação!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2867208657522540842</id><published>2009-06-17T14:44:00.005-03:00</published><updated>2009-11-24T15:25:15.268-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>A favor do diploma, a razão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Os magistrados irão julgar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Não vejo outra possibilidade que não à outorga definitiva da obrigatoriedade do diploma e, assim, o reconhecimento tanto dos profissionais do jornalismo, como da prática jornalística, forjada ao longo de décadas, além do fortalecimento e da sedimentação das bases democráticas, da ética e das liberdades de expressão e imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não irei, aqui, mais, dissertar ou mesmo discutir eventuais questionamentos daqueles que se “dizem” jornalistas e que defendem uma prática irregular e precária da profissão, embasada em argumento fútil de “liberdade de fala”, pois a expressão, sintaticamente, tem significados muito mais profundos e nobres do que simplesmente o ato de abrir a boca para se despejar o que pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a razão que agora se expressa. É dela que devemos receber a fonte do conhecimento, ao reconhecimento não só do exercício jornalístico, bem como sedimentarmos o compromisso por todos assumidos, em juramento, a defesa da ética, da pluralidade, da diversidade, do pensamento humano, das relações sociais e do respeito à dignidade humana, além do laço firmado para com a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve em 2001, quando a juíza substituta Carla Rister amparou com liminar o desejo do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de acabar com a exigência do diploma para o exercício do jornalismo, para visar lucros, precarização do trabalho e uma farra de oportunistas no exercício da profissão, só pode ser visto e interpretado de uma forma: um despautério! Uma anomalia e uma aberração, comparáveis a um erro cirúrgico, que põe em risco a vida de um indivíduo, em detrimento de interesses escusos, capitais e desumanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, embora me faça redundante, mas me parece não haver alternativa, diante da teimosia daqueles que não escutam a razão, uma caneta pode ser tão destrutiva quanto o bisturi. Só não haverá uma decisão favorável ao diploma se estes interesses prevalecerem de alguma forma. Se esta ação, digna de “açougue”, como assim são conhecidos muitos hospitais Brasil afora, que prestam um atendimento tão precário quanto alguém que se diz jornalista, sem a graduação e o diploma em jornalismo o ter, permanecer. Se insistirem em levar ao óbito não só o nosso ofício, como também as bases inalienáveis da estrutura democrática e das liberdades de pensamento, imprensa e expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a razão for à base deste julgamento, se a coerência, a justiça e a defesa pelo estado democrático de direito, construído a duras penas, luta e sangue neste País, forem respeitadas e a base para esta decisão for então o trabalho, a luta e a defesa diária, com ética, responsabilidade e profissionalismo, realizado por cada um de nós, Jornalistas, certamente o diploma prevalecerá. Esperemos... E confirmemos... Que a luta pela democratização desse País não tenha sido em vão.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2867208657522540842?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2867208657522540842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/favor-do-diploma-razao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2867208657522540842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2867208657522540842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/06/favor-do-diploma-razao.html' title='A favor do diploma, a razão'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-9184535557766822151</id><published>2009-05-18T14:52:00.005-03:00</published><updated>2009-11-24T15:26:14.710-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu to voltando'/><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Eu to voltando...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Estou voltando aos poucos. A gripe (felizmente não a suína) acomete a todos, mas no meu caso ela sempre pareceu gostar de ficar um pouco mais. Neste tempo em que estive afastado, inclusive dos textos do “Repórter”, acabei por organizar a casa, as ideias (agora sem acento), a alma, enfim... Quase tudo. Até mesmo repensar a relação homem e blogosfera. Posso dizer, assim, que o saldo não foi positivo, mas também não foi de todo negativo. Pude desacelerar e olhar a paisagem. Pela janela, comecei a observar e fazer perguntas como: o que era o blog antes da hoje chamada blogmania? Era ele, pois, sim, um diário virtual. Que servia exclusivamente a um público adolescente, mas que depois virou mania entre quase todos os internautas, com a possibilidade de se disseminar todo e qualquer tipo de conteúdo: de opinião e dados do mercado financeiro, a receitas de bolo e cuidados que precisamos ter com os animais de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a gripe e outras questões pessoais me trouxeram mais do que um resguardo. Deram-me tempo para pensar. Tempo para relativizar. Aprendi, novamente, há viver um dia de cada vez. A tentar encontrar graça e beleza nas pequenas coisas, nas coisas simples, ou nas coisas que realmente nos emocionam e nos impulsionam. Retomei antigos sonhos e desisti de sonhos antigos. Um renovar da renovação, se é que isso é possível. Mas é bom estar de volta. É bom estar bem para escrever e, principalmente, ter vontade de escrever. Se esse retorno é duradouro? Não sei dizer. Aliás, outra coisa que aprendi nesse tempo é que a mudança é certamente uma das poucas certezas que temos. E, como mencionei, reaprendi há viver um dia de cada vez. Hoje retornei. Hoje escrevi. Amanhã veremos o que virá. Assim como um diário. Retorno também com o bom e velho jeito de se escrever um blog, o qual o tornou tão popular.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-9184535557766822151?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/9184535557766822151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/05/retorno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9184535557766822151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9184535557766822151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/05/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8097521692282864349</id><published>2009-04-14T12:27:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T15:30:39.971-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Os "trens" do Brasil</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Com atrasos equivalentes há 40 minutos, circularam, na manhã da última segunda-feira, 13 de abril, boa parte da já caótica frota de trens urbanos no Rio de Janeiro. O motivo, segundo a Supervia, concessionária que opera o sistema de trens fluminense, é a greve marcada pelos maquinistas que pedem, entre outras reivindicações, reajuste salarial, gratificações, redução de jornada de trabalho de 40 para 36 horas, além de segurança nas viagens, pois trens têm circulado com portas abertas e descarrilamentos e choques de composições tornaram-se quase comuns. Infelizmente não é só o sistema ferroviário no Rio que está precário e não é só no Rio que maquinistas e demais profissionais da área precisam de segurança e de melhor remuneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, desde os anos 50, época que o então presidente Juscelino Kubitschek, mineirinho sô, acreditava que o progresso estava na abertura e na construção de um “trem” chamado estrada, que a verdadeira malha ferroviária, grande impulsionadora do progresso em qualquer país de primeiro mundo, tem sido sucateada e relegada em todo o território nacional. Ficou atrasada em 50 anos. Além dos trens de carga, que possibilitariam economia em diversos setores, melhorias em questões ambientais e garantia no fornecimento de produtos com maior agilidade e em maior quantidade, o transporte de passageiros certamente está esquecido nas sarjetas das estradas remendadas deste Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo São Paulo, que diz ter iniciado o maior programa de expansão ferroviária do território tupiniquim, parece enxergar os principais pontos a serem trabalhados na questão de se “locomover” em linhas férreas. Tempo e conforto. Qualidade e eficácia. Tudo parece ser deixado de lado. Tem sido feita uma ampla propaganda para alardear a compra de um único trem moderno, enquanto milhões de paulistas e paulistanos se espremem diariamente dentro de trens e metrôs lotados e que se arrastam em viagens de uma quase perenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode melhorar efetivamente esse meio de transporte se encontra em alguns fatores fundamentais. Primeiro: a modernização dos trens, ou compra de novos, pois o que tem sido feito em São Paulo, na maior parte, é um recauchutamento, com a licença do neologismo, de trens e estações, algumas ainda com piso de madeira, caso do terminal da linha 12, estação Calmon Vianna. Segundo é o aumento da velocidade nas viagens, diminuindo assim o intervalo entre trens (hoje a média é de 15 minutos, sendo o tempo ideal um máximo 3 minutos) e o vandalismo, uma vez que as pessoas passariam menos tempo dentro das composições. Outro ponto importante é o planejamento do espaço interno. O metrô de São Paulo é um bom exemplo, com barras para segurança não só nos corredores, mas também na parte das portas e no teto, ao centro do corredor. Isso facilita com que as pessoas possam se segurar e proporciona um mínimo de conforto para quem viaja em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratifiquemos a necessidade de se ampliar o sistema ferroviário, com eficácia, segurança e, principalmente, rapidez. Mas sem esquecer os funcionários, que precisam de remuneração adequada e jornada de trabalho justa. E o principal beneficiário, que no momento tem sido o mais prejudicado com os desentendimentos e a falta de planejamento: o passageiro. Que o impasse no Rio sirva de exemplo. E quem sabe, um dia, o Brasil não entre de vez nos trilhos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8097521692282864349?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8097521692282864349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/04/os-trens-do-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8097521692282864349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8097521692282864349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/04/os-trens-do-brasil.html' title='Os &quot;trens&quot; do Brasil'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8191488687163422484</id><published>2009-03-24T15:42:00.010-03:00</published><updated>2009-11-24T16:01:39.024-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Mentiras e Verdades do Jornalismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Faz pouco mais de um ano que conversei com o Sérgio (Murilo, presidente da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas). Na época, em uma entrevista por e-mail, perguntei a ele sobre o julgamento da obrigatoriedade do diploma para o jornalismo e qual era a sua expectativa. Foi incisivo em responder da mesma forma que o fez nesta terça-feira, 24 de março de 2009, dia em que houve o anúncio, para 1º de abril, do julgamento do STJ para a causa, além da possível revogação da Lei de Imprensa, ou de alguns dispositivos da mesma lei já suspensos por liminar. Sérgio acredita no coerente: os dispositivos, já revogados, claramente anticonstitucionais e antidemocráticos, serão mantidos fora, até que uma nova Lei de Imprensa, na visão dele, mais democrática, seja votada. Já a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão também permanecerá, mantendo assim o devido reconhecimento ao trabalho jornalístico profissional, ético e de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são verdades inalienáveis, irrepreensíveis, de valor incalculável e conquistadas a duras penas ao longo da construção de todo o processo democrático nacional. Temo, agora, apenas pelas mentiras. Pelos interesses, sejam eles pessoais, patronais, institucionais, ideológicos ou de qualquer outra ordem que, eventualmente, possam se colocar diante dos direitos de liberdade de imprensa e expressão. Do direito do cidadão comum a informação de qualidade, assertiva, coerente, ética e, sobretudo, profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muitos perguntarão: e os Draúzios, Oscars e tantos outros? Mais uma vez recorro à coerência e a lucidez do Sérgio: eles já conquistaram o seu espaço. E não é o do jornalista. É o do comentarista, do colaborador, do especialista na área específica, que traz contribuições ao fazer jornalístico. Não terão eles, ou elas, diploma de jornalista, pois não fazem e nem farão jornalismo. O exercício dialético virtuoso, o nosso eterno questionar, o papel de mediar e esmiuçar as histórias do cotidiano e dos acontecimentos mais inusitados é o nosso exercício inalienável, aprendido e praticado desde os bancos universitários até o momento da concepção da notícia nossa de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sairão, também, em breve, as novas estruturas magnas do curso de jornalismo, por meio da comissão acadêmica liderada pelo professor José Marques de Melo. Só posso crer que, diante de passos tão importantes, da dimensão e das possibilidades que a comunicação e os veículos de mídia, hoje, nos proporcionam, que o Supremo tomara a decisão correta, sensata e não decretará um retrocesso, um fim melancólico e bárbaro, e ainda com certo tom auspicioso, exaltado para uns poucos, ao exercício nobre da profissão de jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero e nem posso crer em mentiras ou em quaisquer interpretações diferentes. A comunicação está acessível a todos? Sim. Assim como o conforto ao enfermo, a palavra amiga ao enganado, a matemática base para a edificação de uma pequena casa. Mas da mesma forma que nem todos podem clinicar ou receitar, nem todos podem defender ou julgar, nem todos podem projetar e se responsabilizar, assim, também, nem todos podem reportar eticamente e de maneira responsável. São questões profissionais e que, caso no indivíduo se apresentem em dom e abundância, o mesmo deve se especializar e rumar para o campo profissional. Esse é o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim terão aqueles que falarão em nome de grandes nomes, daqueles que formataram o jornalismo e que não possuem diplomação, daqueles que seriam “expulsos” de sua atividade após a medida da regulação. Bobagem. Todos nós sabemos que é exatamente por causa deles que o jornalismo, hoje, existe e coexiste como profissão e atividade consolidada. É por causa deles que o conhecimento, práticas e técnicas do fazer jornalístico se encontram nos bancos universitários e em completa simbiose com as atividades no mercado profissional. Esses, obviamente, também possuem o seu espaço. Fundaram o jornalismo e são respeitados por isso. Seus diplomas foram forjados durante um fazer diário, no qual criaram o jornalismo como todos nós o conhecemos. Mas, óbvio, essa exceção não se aplica mais para os novos, aos que chegam ao jornalismo do mundo de hoje. O Sérgio é coerente também nesse ponto. Tem sido perspicaz em cada colocação e ponderação. Esperamos o mesmo do ministro Carlos Ayres Britto e de todos no Supremo. Esperamos coerência de todos os profissionais do jornalismo. Uma defesa justa pela obrigatoriedade do diploma sim, mas sem o maniqueísmo do “entendimento”de reserva de mercado. Uma interpretação reducionista, pequena, diante do que verdadeiramente importa: nós, jornalistas, nos reconhecendo e nos organizando profissionalmente e coerentemente, sem esquecer a nossa essência do eterno questionar. Pois, colaboradores podem comentar, mas nós, e somente nós jornalistas, sabemos e saberemos perguntar. Será no dia 1º de abril, dia da mentira. Mas que assim seja. Que seja o dia e à hora da nossa verdade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8191488687163422484?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8191488687163422484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/mentiras-e-verdades.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8191488687163422484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8191488687163422484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/mentiras-e-verdades.html' title='Mentiras e Verdades do Jornalismo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4229835279415105410</id><published>2009-03-08T18:22:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T16:36:06.430-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eu que amo tanto'/><title type='text'>Tributo a alma feminina</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Eu que amo tanto...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Essas mulheres... Só sinto por muitos que, apenas, se lembram dessa magnífica pessoa e ser humano, que está ao seu lado como companheira, mãe, irmã, amiga, tia ou, simplesmente, musa inspiradora, neste 8 de março. Mas que bom, mesmo que, por um dia, ainda assim, se lembrem delas. Eu não consigo deixar de lembrar das mulheres da minha vida um único dia do ano... Para mim, todo o dia é o dia internacional da mulher e, principalmente, da sua essência. Essa sensibilidade que nos acolhe desde o primeiro momento que chegamos a este mundo e, mesmo antes. Nada contra os pais, ao contrário, desejo profundamente ser pai e tenho profunda admiração pelo meu pai, avôs... Mas o que dizer das mulheres?... Elas que invadem nosso universo, nossa vida e que irradiam novos dias... Elas que, com sutileza, encantam e acalantam nossos anseios e angústias... Que referenciam o nosso porto seguro. O ditado diz que “por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”. Até concordo. Mas penso que, em tempos de pensamento livre e na maturidade da presença feminina na sociedade, podemos dizer que “sempre estamos, de uma forma, ou de outra, ao lado de uma grande mulher”. E que assim sempre seja.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4229835279415105410?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4229835279415105410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/tributo-alma-feminina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4229835279415105410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4229835279415105410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/tributo-alma-feminina.html' title='Tributo a alma feminina'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2013538907218230107</id><published>2009-03-05T13:23:00.001-03:00</published><updated>2009-11-24T16:03:14.225-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Que comunicação é essa?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não é de hoje que cada comunicólogo tenta desvendar e entender os caminhos para a disseminação da informação nesta atual esfera de comunicação de multilinguagens, mensagens e receptores. Tentar compreender a complexidade da estrutura social contemporânea passa, obviamente, por compreender os seus processos de disseminação de conteúdo, formas de comunicação, conhecimento adquirido, além da valoração, princípios e costumes culturais impregnados na estrutura cognitiva de cada indivíduo. Veja o caso da TV Cultura. As palavras da jornalista e ex-apresentadora do programa “Roda Viva”, Lillian Witte Fibe, sobre as dificuldades em chegar a um consenso com a direção do programa, e a cúpula da TV, na escalação e no convite de convidados, fizeram com que Lillian rompesse com a Fundação do Padre Anchieta e, ao mesmo tempo, trouxesse a tona reflexões do presidente Paulo Markun, sobre os baixos níveis de audiência da TV e possíveis soluções para reverter o quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opiniões diversas, expressas na mídia em geral, chamam a atenção para o fato da Cultura não acompanhar as mudanças em perfis e formatos das programações, conteúdo e, principalmente, do público que assiste a TV. Pede-se, quase que em coro uníssono, inovação, ousadia, percepção da realidade para acompanhar as novidades e a crescente de uma tendência deste novo século, que chegou com a terceira onda da revolução digital: a interatividade. Essa interatividade vem ainda recheada de um ingrediente que parece fomentar todas as necessidades de se estar conectado a todo tempo e com todo mundo: o entretenimento. Por qual motivo, com que outro intuito as pessoas buscariam a interatividade se não para usufruir do ato de se entreter? Obviamente que as várias redes de contato, a grande &lt;em&gt;network&lt;/em&gt; iniciada na metade da década de 90 e consolidada após a bolha da internet criada no início dos anos 2000, favorecem negócios, relações de comércio, informação, conteúdo e a dinamização dos contatos profissionais e financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se acompanharmos dados consolidados, ou mesmo numa aferição simples por meio do hábito de cada um de nós, veremos que, ao buscar novas tecnologias, ou mesmo o acesso a, agora, famosa TV Digital, está enraizada nesta nova cultura, desde o seu nascimento, a possibilidade de relacionamentos sociais e de entretenimento e não, como alguns supõem, de acesso a conteúdo e a informação. Como inserir, então, o bojo do conteúdo, a qualidade editorial, a reportagem, o programa de cunho educacional, o debate filosófico-político dentro dessa sociedade com pilares já tão fixados na efemeridade do consumo e na imagem de sedução propagada pelo capital? De que maneira se rompe a barreira do pragmatismo, se balanceia a proporção conteúdo X entretenimento, na busca por uma base sólida e duradoura de disseminação de informação com credibilidade? Como se utilizar da interatividade para que ela possa ser mais um veículo capaz de reverberar conhecimento e, mais ainda, com compreensão a todos os públicos dessa realidade multifacetada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certeza e, ao mesmo tempo, uma crescente na busca pela sobrevivência dos veículos de comunicação, principalmente os de cunho educativo como a Cultura, é, empiricamente, forjar novos experimentos e produtos comunicacionais de qualidade, e de conteúdo, em uma constante simbiose com o entretenimento, vide formatos de programas no chamado estilo “revista eletrônica”. Mas não basta só isso, ou, até mesmo, isso só já não basta. A inovação tem que ser uma constante, principalmente quando se têm os chamados &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt;, que embrulham seus pacotes sem conteúdo algum, mas, envoltos em sua bela embalagem, geram os atrativos e a sedução do “belo” e do “poder” que, teoricamente, ali estão armazenados. Uma outra certeza: é preciso repensar. E em um intervalo curto, porque na velocidade que os avanços tecnológicos se multiplicam, e se renovam, daqui muito pouco tempo, ou absolutamente nenhum tempo, nada mais poderá ser feito para que a comunicação “em si” não seja engolida pela comunicação em “&lt;em&gt;on, wif&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;demand&lt;/em&gt;”, mas, sim, coexistam. Eis o admirável mundo novo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2013538907218230107?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2013538907218230107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/que-comunicacao-e-essa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2013538907218230107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2013538907218230107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/que-comunicacao-e-essa.html' title='Que comunicação é essa?'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4793051830654948456</id><published>2009-03-02T15:28:00.007-03:00</published><updated>2009-11-19T18:39:20.061-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tortura nunca mais'/><title type='text'>"La ditabranda?" E onde está o repórter?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;da série: Tortura nunca mais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como é que se acorda, surpreendentemente, em meio a um redemunho? Pois foi exatamente o que senti ao me deparar com o editorial da &lt;em&gt;Folha de S.Paulo&lt;/em&gt;, que propunha realizar uma crítica a perenidade do governo Hugo Chávez, na Venezuela, e acabou enveredando por uma curva sem volta na história nacional, ao classificar o bárbaro período dos anos de chumbo como uma mera “ditabranda”. Passadas algumas semanas, obviamente não vou me redundar no termo, até porque o mesmo já tem sido exaustivamente expurgado, repudiado e criticado assertivamente. A “Folha” criou o neologismo e agora terá que conviver com o monstro que vive dentro dela. Daí, que chovem opiniões e artigos contrários ao termo. Do outro lado, os articulistas do periódico tentam defendê-lo, mas até manifestação pública já está marcada para este sábado, dia 7, às 10 horas, em frente ao “templo” dos Frias. Não preciso dizer que o termo foi uma temeridade. Mas confesso que, nessa história toda, tenho sentido falta de um personagem, digamos, no mínimo peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro do redemunho ainda não enxerguei o repórter. Alguém que, como bom questionador, fosse atrás das fontes, buscasse o cerne da questão. Das posições apresentadas pelo Grupo Folha durante o regime militar e dos paralelos traçados pelos catedráticos da notícia, após o imbróglio gerado pela mesma Folha ao redigir o editorial do “século XXI”, quase tudo se sabe. Há alguns que pouco ou nada se espantaram com o jornal, creditando até que o mesmo, agora, apenas se pronuncia com transparência, deixando claro aquilo que, todos, de certa forma, já sabiam nas entrelinhas do “maior diário do país”. Mas ora, ai está uma ótima questão. Se todos o sabiam e, em sua mensagem subliminar, o jornal já o disseminara ao consciente ulterior humano, por que a Folha só o revelara tacitamente agora? Por que não o fizera antes, perpetuando assim uma máxima que se tornara lugar comum entre colegas jornalistas e a sociedade civil? Há uma pauta atrás da própria pauta e uma notícia além da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é ver, e ler, nas mesmas páginas da Folha, colunistas, comentaristas, editores e o próprio ombudsman, degladiando-se em posições contrárias e a favor ao termo coletivo, assumido pelo grupo, via o editorial da casa. Afinal, assumem ou não a “ditabranda”? Certo é que junto com a polêmica salta o número de consultas, seja pela web ou direto na banca, aos exemplares do outrora matutino, na busca do capítulo seguinte do folhetim, que promete um ápice de audiência na manifestação do próximo sábado. Iremos, todos, atrás desta pauta. É preciso ouvir todos os lados na busca por uma resposta para esta encruzilhada. Seremos todos repórteres. “Ditabranda” ou Ditadura, não dá para ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4793051830654948456?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4793051830654948456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/onde-esta-o-reporter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4793051830654948456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4793051830654948456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/03/onde-esta-o-reporter.html' title='&quot;La ditabranda?&quot; E onde está o repórter?'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-303746776874187591</id><published>2009-02-26T13:45:00.006-03:00</published><updated>2009-11-19T18:39:52.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Junto do meu samba'/><title type='text'>No Rufar dos Tambores, a Justiça!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;da série: Junto do meu Samba!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi no rufar dos tambores que se fez justiça. A arquibancada já gritava é campeã, quando a Acadêmicos do Salgueiro ainda fazia o seu esquenta na concentração da Marquês de Sapucaí. Um desfile grandioso, com pouquíssimos retoques, samba bom, fantasias bem acabadas, enredo simples e completo “tambor”. No ano passado, no Anhembi, aqui em São Paulo, também não foi diferente. Méritos totais para a Vai-Vai que, desde a concentração já levantava a galera, entoava o grito de “É campeã” e junto de um desfile majestoso, ainda coreografou as arquibancadas do pólo cultural Grande Otelo (antes Adoniran Barbosa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que na terça-feira de apuração (naquele ano ainda era no período da manhã), o belo enredo da Vai-Vai sobre o “Instituto Bacarelli e a Educação” fora limado por um “não sei o que” aqui em São Paulo que sempre a “sardinha” vai para o lado da “Mocidade Alegre”. Era um enredo batido, falava novamente da cidade, o samba não era bom e ainda por cima o conjunto não fora tão bom como de outras escolas. Por fim, quase, quase mesmo, coloca em xeque a vitória legitima do carnaval de Chico Spinoza. Não aconteceu. Mas este ano, infelizmente, infelizmente mesmo, foi diferente. O tal do “não sei o que” que, eu, verdade, acreditei, não fosse acontecer, aconteceu. Neste ano, o desfile completo, de enredo, fantasias, alegorias, samba, harmonia, estava na Freguesia do Ó. E que "&lt;strong&gt;Ó"&lt;/strong&gt; foi ver o título da &lt;strong&gt;Rosas de Ouro&lt;/strong&gt; ser limado pouco a pouco com os &lt;em&gt;meios&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;zero vírgula vinte e cinco&lt;/em&gt; tirados em comissão de frente e fantasias de um desfile irrepreensível. E adivinhe, mais uma vez, com um bom desfile, mas não como o da Rosas, não para ser campeã, levou novamente? Pois é, o tal do “não sei o que” que leva tudo para o lado da “Mocidade!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior, é que durante o início da apuração, antes mesmo de serem abertos os envelopes, uma repórter da Globo foi entrevistar a presidente da escola e soltou a pérola: “como a senhora se sente como futura campeã do Carnaval de São Paulo?” Seria este um jogo de cartas marcadas? Bem, prefiro continuar crendo que não, apesar dos pesares. Ai, que os pontos da Vai-Vai, a única a, ainda, acompanhar a Mocidade começaram, paulatinamente, a cair também. E olha que vi as duas. Não sou Vai-Vai e nem Mocidade, mas, na minha opinião, e acompanho Carnaval à uns bons 10 anos para arriscar um palpite, a Vai-Vai foi muito mais completa. Além disso, como a arquibancada, e o pessoal que entende, de verdade de samba, declarei a Rosas de Ouro como favorita pela qualidade do conjunto do desfile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Agora, o pessoal da Globo, depois que o Kubrusly e o Chico Pinheiro ficaram enaltecendo mais uma vez uma escola que nem estava na disputa - fora as observações completamente fora de contexto de um desfile de escola de samba - , deixaram uma repórter vazar o tal de “futura campeã” e ainda disseram que a X-9 não merecia o sexto lugar que ocupou, não me resta mais dúvidas de que a Globo erra, e muito, quando coloca essa gente que nem sequer sabe a diferença entre indianos e indígenas, e que chama a Gaviões da Fiel de Corinthians, não é Ceribelli?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a apuração de São Paulo? Pois é, mais uma vez decepcionante. Esperamos que um dia a justiça dos tambores, como no Rio, ecoe pela passarela paulistana. O único consolo: ver a vitória do Salgueiro no Rio. Aclamada por público e crítica, campeão por direito e legítimo carnaval e, ao final da apuração, ainda aplaudido pelos colegas e diretorias das demais agremiações. Isto sim é ser campeão. Desta vez, o rufar dos tambores para o Rio, e eu, como paulistano, triste e envergonhado, peço as vaias ao engano (e olha que estou apenas chamando de engano) que o “coração” nos deu neste carnaval.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-303746776874187591?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/303746776874187591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/no-rufar-dos-tambores-justica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/303746776874187591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/303746776874187591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/no-rufar-dos-tambores-justica.html' title='No Rufar dos Tambores, a Justiça!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-806721357487902840</id><published>2009-02-20T17:48:00.006-03:00</published><updated>2009-11-19T18:40:15.913-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Junto do meu samba'/><title type='text'>Critérios de Carnaval</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;da série: Junto do meu Samba!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Tem um repique... Um certo ziriguidum no ar... Enquanto preparo a volta das matérias e das coberturas do REPÓRTER SEM FRONTEIRA, vou me deixando levar... É o ritmo do samba, na cadência da folia que está para começar. E pra começar fui direto a fonte do regulamento para tentar entender o que é que acontece com o Carnaval de São Paulo. Êita Carnaval que não consegue, de uma vez por todas, desenrolar o carretel de um certo não sei o que. Cubro e acompanho carnaval, efetivamente, no pólo cultural Adorinan Barbosa, ou mais conhecido como Anhembi, desde o final da década de 90. Já se vão quase 10 anos. Os desfiles cresceram, melhoram em qualidade e quantidade, as escolas se superaram e o espetáculo de São Paulo já chega a ser comparado com a grandeza da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O único problema no samba da pauliceia é a tal da apuração. Dos critérios de notas e julgamentos que todo o ano, volta e meia, geram polêmica e desavenças, quando não até truculências. Tudo um conjunto de má administração, falta de senso e de um mínimo de sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acompanhei e acompanho nesses quase 10 anos de avenida, infelizmente, foram presidentes e uma direção da Liga das Escolas sempre um tanto confusos, atrapalhados, sem saber muito bem o que fazer e para onde ir. Neste começo de 2009, a tal da representação do carnaval paulistano acompanhou mais uma dessas páginas, de uma novela que caminha sem fim. Os horários e critérios de julgamento só foram divulgados uma semana antes dos desfiles que começam nesta noite de sexta-feira. Motivo: houve um racha entre as escolas de samba, na Liga, por uma suspeita de fraude na eleição para a presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antiga equipe que esteve até o ano passado renunciou (já não era sem tempo), certamente por incompetência ou porque não sabiam mesmo o que estavam fazendo. Venceu, este ano, a chapa cuja liderança da Liga ficou a cargo do presidente da Águia de Ouro. O Tobias da Vai-Vai achou que tinha gato por lebre na história e dividiu a Liga em dois, criando uma outra entidade, a Super Liga (não sei se da justiça) e ambas as instituições definiram, em um “arranca rabo” dos bons, as regras do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pontos positivos: as agremiações oriundas de torcidas organizadas de clube de futebol, como Gaviões da Fiel, Mancha-Verde e Dragões da Real desfilam em pé de igualdade. Até que enfim, pois todas são escolas de samba, não importa a origem. Outra novidade boa foi o fim do descarte de notas. Antes eram três notas e descartava-se a maior e a menor. Agora serão quatro e todas valem. Aumentou o número de jurados e, a escolha dos mesmos, ficou mais voltada para o mundo do samba, ou seja, gente que entende do negócio mesmo (quem sabe não conseguem tirar da transmissão da Globo o Chico Pinheiro, a Renata Ceribelli e o Maurício Kubrusly que só atrapalham as reflexões da Leci Brandão). Por último, o melhor: foi feito um cursinho para os julgadores entenderem como julgar e avaliar os critérios na hora de dar a nota, entendendo o que devem e o que não devem levar em consideração em cada quesito. O REPÓRTER SEM FRONTEIRA teve acesso, com exclusividade, a uma cópia da apostila do treinamento e encontrou, especificamente, um tópico no mínimo relevante diante da nossa cultura carnavalesca, no chamado – Módulo Visual – Quesito Fantasia – O que não deve ser levado em consideração. Atenção para o trecho abaixo, transcrito na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;O julgador não deverá levar em consideração:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A inclusão de qualquer tipo de merchandising (explícito ou implícito) em fantasias;&lt;br /&gt;• As fantasias de DESTAQUE, FIGURAS DE COMPOSIÇÃO e de outros componentes que venham sobre alegorias, pois estas estarão sendo julgadas como partes integrantes das unidades alegóricas e conseqüentemente, pelos julgadores daquele quesito;&lt;br /&gt;• As fantasias da comissão de frente, pois estas estarão sendo avaliadas pelos julgadores do respectivo quesito;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;• A presença de desfilantes com a genitália à mostra, decorada e/ou pintada;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;• A quantidade de diretores com camisa da agremiação, desde que desfilem pelas laterais ou na parte final da escola;&lt;br /&gt;• Questões inerentes a quaisquer outros quesitos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Será que agora a atenção dos jurados se volta mesmo pro conjunto do desfile na passarela? Pelo visto é só cair na folia. Como nós não somos jurados... O Abre-Alas, que o nosso bloco vai passar. É Carnaval!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-806721357487902840?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/806721357487902840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/criterios-de-carnaval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/806721357487902840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/806721357487902840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/criterios-de-carnaval.html' title='Critérios de Carnaval'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-3537178000244693492</id><published>2009-02-06T13:59:00.004-02:00</published><updated>2009-11-24T16:06:01.482-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>"Intolerância e fé" contra o jornalismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não há como não repudiar qualquer medida que inflija nos preceitos democráticos ao acesso a informação, liberdade de expressão e de pensamento. Muito menos quando uma ação de truculência se volta contra o interesse público, como no cárcere imposto ao sub-editor de fotografia da Rede Anhanguera de Comunicação, Gustavo Magnusson, que ficou por quase meia hora preso dentro de um templo da Igreja Universal, em Campinas, depois de fotografar imagens do desabamento de parte do teto do prédio. A singularidade do universo jornalístico no Brasil, hoje, se dá na seguinte forma: antes e, até durante o próprio capitalismo constituído, o nosso trabalho acontecia em meio a crescentes correntes ideológicas, de capital e poder. Agora, permanecemos firmes na prática do nosso exercício, mas enfrentamos uma crescente força em "intolerância". E, talvez, esta seja a grande encruzilhada. Uma crescente que não tem mais pelo o que verdadeiramente lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o nobre professor José Marques de Melo: é um caldo de cultura. E, agora, pelo visto, também de fé. Diante de uma contemporaneidade multifacetada, forjada num solo miscigenado e multiétnico, capaz de se aculturar e, ao mesmo tempo, expor a contracultura, o jornalismo e a prática jornalística no Brasil têm ganhado contornos singulares. É possível traçar um paralelo entre os períodos da ditadura militar, entre 68 e 85, da “abertura democrática”, embora seja quase consensual que este não é o melhor termo para definir esse período, mas acolhamo-os mesmo assim, de 85 ao início dos anos 90, até finalmente encontrarmos o bojo da revolução tecnológica no início do século XXI, a banalização e a elevação do conceito de imagem, além da valorização excessiva do consumo e do capital que, agora, cobram pelos nossos excessos com juros e correção monetária, em meio a uma crise difícil de calcular em proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos, e isto parece ser de forma inequívoca, todos, um pouco da noção de tempo e do espaço, antes tão bem marcados por períodos, ações e acontecimentos que, de certa forma, nos mantinham atentos ao presente, além de focados em objetivos claros. Na contemporaneidade, a notícia, além de ter perdurado e, paradoxalmente, fomentado uma perenidade na efemeridade, dada à velocidade em que ganha ou perde notoriedade, apresenta um retrato fiel dos burocráticos modernos, que chegaram embalados em pacotes e sem prazo de validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe, obviamente, expressar se as escolhas de fuga desse universo, seja pela fé, pela cultura, pela rebeldia ou simplesmente pela total apatia que nos anestesia a mais de duas décadas, são assertivas ou precipitadas. Não há como prever as consequências, ou mesmo se guiar com precisão em mar aberto tão revolto como este, que a estrutura sociopolítica e econômica atravessa nesses tempos. Mas mesmo que a incerteza se apresente como a única luz no fim do túnel no atual modelo de sociedade, ainda assim o jornalismo deve permanecer firme em suas bases, exatamente para garantir que caminharemos pelo túnel até o fim, seja qual for o futuro que lá nos espere. Até porque o inusitado, a própria incerteza e o espanto são elementos e ingredientes fundamentais do caldo de trabalho jornalístico. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-3537178000244693492?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/3537178000244693492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/um-jornalismo-singular-no-brasil-do.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3537178000244693492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3537178000244693492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2009/02/um-jornalismo-singular-no-brasil-do.html' title='&quot;Intolerância e fé&quot; contra o jornalismo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2964245660677336239</id><published>2008-12-18T15:06:00.005-02:00</published><updated>2009-11-24T16:07:54.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Querem que o jornalista seja a notícia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Este meu artigo foi publicado pelo portal Comunique-se, em 19 de dezembro de 2008, e reproduzido pelo portal do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, em 1 de fevereiro de 2009.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Foi sentado, da cadeira da minha mesa pessoal, que pensei: querem que o jornalista seja a notícia. Não sei se “papagaiamente”, neologismo do caro Geneton, ou “raposamente”, este por mim criado agora, a decisão sobre as questões da diplomação e da criação de uma entidade que regimente as normas para o jornalismo ficaram para 2009. Bem como a estruturação do corpo, liderado pelo nobre professor José Marques de Melo, sobre as novas diretrizes da grade curricular do curso superior. 2008 fora um ano de expectativas, de debates, mas, principalmente, ou, talvez, de interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os “catedráticos” da imprensa devem ter esquecido é a roda que movimenta o repórter. Nas palavras de Audálio Dantas, que, agora, também envereda a sua pequena revolução: “repórteres, esses seres que perguntam”. É este questionar, este exercício dialético virtuoso, repetido de forma incessante, mas pontualmente apoiado pelas estruturas magnas do conhecimento e da experiência, que arrebata o jornalismo e as histórias capazes de edificar uma sociedade melhor e mais transparente. Há de se convir, as especialidades, os colaboradores, os comentários, a participação de outras áreas é necessária. Enriquece. Mas, ora, não se confunde com o nosso questionar. Com o perguntar que afasta o jornalismo da parcialidade e que apresenta à luz os fatos e as memórias do nosso “TAO”, construído dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual crise econômica nos mostrou que, todos, de certa forma, precisam se reinventar. Encontrar novas possibilidades em um mundo escasso de oportunidades, capital, mercado e criatividade. Mas o reinventar pode passar também por um revisitar. Olhar novamente para si e buscar “o que melhorar?”. A base permanece. Base que sustentará a estrutura renovada, capaz de enfrentar os desafios futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esta seja a última defesa pelo jornalismo, e pelas histórias, realizada no ano de 2008. Ou talvez outros ainda o façam, até com mais veemência. Quero crer que em 2009 a notícia permaneça sendo &lt;em&gt;a notícia&lt;/em&gt; e o repórter permaneça &lt;em&gt;o repórter&lt;/em&gt;. Que perguntar continue a não ofender e que a rotina continue a render boas histórias. Mas desejo, principalmente, a todos que fazem o jornalismo nosso de cada dia, que o fato volte a ser o nosso maior e melhor objetivo. Até o ano que vem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2964245660677336239?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2964245660677336239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/notcia-para-2009.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2964245660677336239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2964245660677336239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/notcia-para-2009.html' title='Querem que o jornalista seja a notícia'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-426277696000831355</id><published>2008-12-13T21:28:00.011-02:00</published><updated>2009-11-24T16:32:15.894-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>Mexicano, engenheiro e, nas horas vagas, pianista</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;da série: “Mãe, tem um guri no portão!”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279421861298738002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SURGNhYkk1I/AAAAAAAAAMg/xYEBOzm-3Zk/s400/Dan+1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;O mexicano Dan, que fez sucesso na Estação da Luz ao tocar um dos pianos do projeto "Play Me I'm Yours."&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Este na foto é Dan Carrillo (se pronuncia carridio), mexicano da província de La Paz, região da Baixa Califórnia do Sul. Encontrei Dan na Estação da Luz, ao voltar do antigo prédio do DOPS. Dan tocava um dos pianos que estão espalhados pela cidade, e que fazem parte do projeto "Play Me I'm Yours" (Toque-me. Eu sou seu), do artista britânico Luke Jerram&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;. Ele me contou que chegou no Brasil no mês de outubro, para fazer um estágio na área de Engenharia Civil durante dois meses. Diferentemente do modelo educacional brasileiro, Dan me explica que no México é preciso primeiro terminar as disciplinas (no caso, o curso), para posteriormente dar início ao estágio. Na universidade em que Dan se formou (acabei esquecendo de lhe perguntar o nome da universidade), o curso oferece, ao final, a possibilidade de realização do estágio em um outro país. O candidato escolhe três opções de destino e uma comissão realiza a escolha. “Eu indiquei Espanha, Japão e Brasil. Escolheram o Brasil. Foi maravilhoso. Acabou sendo o melhor.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279424199014752802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SURIVmDgIiI/AAAAAAAAAMo/_F1CYrgR_I8/s400/Dan+com+o+p%C3%BAblico.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Aqui, Dan está encoberto pelo público, que pede para ele continuar tocando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279425061704678882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SURJHz0zveI/AAAAAAAAAMw/YGiXpKcmzKc/s400/Dan+tocando+3.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Dan toca um dos pianos na Estação da Luz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Dan é só elogios para o Brasil. Ele me disse que sentiu um pouco de dificuldade com a língua no início, mas que agora está se saindo bem: “Consigo andar livremente pela cidade. Conversar com as pessoas. O povo brasileiro é muito parecido com o povo mexicano. Alegre, acolhedor. Diferente do que dizem dos europeus, que parecem ser muito frios com os visitantes." Do momento em que cheguei, Dan tocou três músicas. A última, &lt;em&gt;Noite Feliz&lt;/em&gt;, foi debaixo de pedidos de mais um, uma última, por parte do público presente. Dan tem 22 anos e toca desde os 11, mas diz que nunca estudou música. Aprendeu de ouvido. A família mostrava os caminhos em um piano elétrico que tem em casa. “Eles me ensinaram assim. Nunca li partitura. Mas me mostravam os acordes e eu ia tocando.” Sobre tocar um piano em área pública, Dan achou a iniciativa em São Paulo muito interessante. “No começo fiquei meio tímido. Vi o piano em uma outra estação do metrô, mas não tive coragem de tocar. Quando você senta ali (no piano), as pessoas se juntam, te aplaudem. Aparece gente de onde você menos imagina. Uma bela iniciativa de cultura.” Dan viaja de volta para o México amanhã, dia 14, para passar o fim de ano com a família. “Um abraço ao Brasil!” E uma boa viagem para você Dan. Gracias!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-426277696000831355?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/426277696000831355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/mexicano-engenheiro-e-nas-horas-vagas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/426277696000831355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/426277696000831355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/mexicano-engenheiro-e-nas-horas-vagas.html' title='Mexicano, engenheiro e, nas horas vagas, pianista'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SURGNhYkk1I/AAAAAAAAAMg/xYEBOzm-3Zk/s72-c/Dan+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2312690777328867712</id><published>2008-12-13T20:20:00.026-02:00</published><updated>2009-11-19T18:42:59.729-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tortura nunca mais'/><title type='text'>1968: Zuenir, o que fizeram de nós?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;da série: Tortura nunca mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279406809662483970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ4hZq17gI/AAAAAAAAALg/nj8uBKxW2Ks/s400/fachada+do+pr%C3%A9dio.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Prédio do antigo DEOPS, no largo General Osório, na Luz. Hoje, a Estação Pinacoteca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Medo... Horror... Censura... Vozes caladas e silenciadas durante o período do Regime Militar. No ano de 1968, neste mesmo 13 de dezembro, o regime mostrou sua pior face. O Ato Institucional Número 5, o AI5, revogou direitos civis essências. O ato vigorou até 1978, período considerado o mais duro do regime. Em 1973, o jornalista Vladimir Herzog fora morto nos porões da sede do DEOPS, em São Paulo, com sua foto, forjada, divulgada pelos militares, simulando um suicídio por enforcamento. Dias depois, um grande ato ecumênico em frente a Catedral da Sé, em São Paulo, fez ecoar o primeiro grande "grito" contra a ditadura instaurada no país. Hoje, dia 13 de dezembro de 2008, exatos 40 nos depois, voltei ao prédio do DEOPS, que foi transformado em um centro de exposições da Pinacoteca do Estado. Entrei em contato antes, logo pela manhã, e fui orientado a ir até o prédio para falar com a assessoria de imprensa para ter autorização e tirar fotos internas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279410921448813010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ8QvRGMdI/AAAAAAAAAL4/IHGmXv1M9eQ/s400/entrada+esta%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Entrada da, agora, Estação Pinacoteca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quando cheguei, a surpresa: não havia ninguém da assessoria e fui impedido de fazer as fotos. “Apenas da fachada. A parte de fora é pública”, como me disse uma senhora, a qual o departamento nem consegui gravar. A segurança entrou em contato com a assessoria. Disseram que eu deveria encaminhar um e-mail com a solicitação. Até ai tudo bem, mas ninguém havia me orientado a encaminhar o tal e-mail. Apenas que eu podia ir diretamente. Pois bem, concordei em encaminhar o e-mail. Visitaria as exposições e faria fotos somente da fachada, como o orientado. Ao comunicar o meu pedido para a assessoria, veio a resposta, assim mesmo: “para ir embora”. - Não posso nem mesmo circular como visitante? A entrada é livre, questionei. Depois de muito argumentar, consegui a permissão. Mas tive que deixar as baterias da minha máquina fotográfica com a segurança, a mochila no guarda volumes e ainda tive que virar o boné para trás, como se quisessem ver bem o meu rosto. - Cara, vim fazer um trabalho sério. Não posso ir embora sem a matéria. - Desculpa, eu sigo ordens. Foi a resposta dada pelo segurança que, penso, só não me acompanhou por todo o prédio porque eu já havia deixado tudo na portaria. Entrei praticamente “nu”, jornalísticamente falando. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279412169707151794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ9ZZZE4bI/AAAAAAAAAMA/xWQj29tlr70/s400/entrada+memorial.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Entrada do Memorial da Resistência. No quadro: Vladimir Herzog (o Vlado), o último da primeira fileira, da esquerda para a direita &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O prédio nem de longe lembra o antigo Departamento de Ordem Política e Social, onde presos políticos, jornalistas, estudantes, intelectuais, operários e tantos outros foram torturados e mortos. Transformado em uma galeria de artes, hoje expõe obras de artistas brasileiros, de renome internacional, como os quadros da minha querida Tomie Otak e do artista plástico Antonio Bandeira. Depois de visitar as exposições no segundo, quarto e quinto andares, ainda queria visitar o principal: o lugar que era o motivo desta matéria e a representação destes 40 anos do principal dispositivo de lei da opressão, figurado no AI5: o&lt;em&gt; Memorial da Resistência&lt;/em&gt;. Ele foi inaugurado no início do ano com o nome de &lt;em&gt;Memorial da Liberdade&lt;/em&gt;, mas parentes de desaparecidos e ex-torturados conseguiram com que um decreto, em março deste ano, alterasse o nome para &lt;em&gt;Memorial da Resistência&lt;/em&gt;. Afinal, a última coisa que o prédio do DEOPS poderia representar era a liberdade e, de certa forma, eu senti um pouco isso hoje. Além da dificuldade para fazer a matéria, enquanto eu andava nos pavilhões do prédio havia um tom sombrio. Um certo sufocamento em passar pelos corredores e pelas obras, sob o olhar vigilante dos seguranças e das câmeras. No &lt;em&gt;Memorial da Resistência,&lt;/em&gt; não consegui entrar. Estava fechado. Motivo: reforma para ampliação. Avisei ao segurança que iria fazer uma foto do painel, na parte de fora do Memorial. Ele me devolveu as baterias da câmera e, finalmente, pude fotografar algo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279412979451671218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ-Ih7NsrI/AAAAAAAAAMI/66ZZkGUNMhM/s400/eu+no+painel+1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;O Repórter, junto ao painel do Memorial da Resistência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279414312777609378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ_WI848KI/AAAAAAAAAMY/67S4118TddQ/s400/n%C3%BAmero+do+pr%C3%A9dio.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Número 66, o número do prédio do antigo DEOPS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;No final, o segurança foi solicito. Me ajudo a tirar as fotos, inclusive a que apareço (acima) junto do painel. Me falou sobre as pessoas que perguntam sobre o lugar, sobre os torturados e torturadores. Acabou numa conversa amistosa. Cheguei a tirar uma foto dele. Eu iria postar aqui na matéria, mencionar seu nome, agradecer a gentileza. Mas como ele me mesmo me disse, tudo é muito complicado. Eles são terceirizados, são várias ordens, difícil chegar a um consenso. Sei que ele sabe que estou agradecido, que gostaria de por sua foto, mas vou me omitir. Talvez, pela primeira vez, em 11 anos, esteja sendo forçado a censurar. Não dormiria se alguém perdesse seu emprego ou fosse prejudicado por causa do meu trabalho. Ética acima de tudo. Mas este certamente foi um exemplo de que a ideologia do regime deu certo. De que vivemos em uma sociedade anestesiada, que ainda se apóia nas muletas da intimidação para impor “ordem”. Hoje, visitei o lugar onde, muito provavelmente, o AI5 fora praticado em seu exercício pleno, e que, 40 anos depois, ainda mostra sua herança. É Zuenir. Afinal: o que eles fizeram de nós?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2312690777328867712?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2312690777328867712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/1968-zuenir-o-que-fizeram-de-ns.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2312690777328867712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2312690777328867712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/1968-zuenir-o-que-fizeram-de-ns.html' title='1968: Zuenir, o que fizeram de nós?'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SUQ4hZq17gI/AAAAAAAAALg/nj8uBKxW2Ks/s72-c/fachada+do+pr%C3%A9dio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-1696284267791219025</id><published>2008-12-03T15:10:00.005-02:00</published><updated>2009-11-24T16:09:52.221-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mãe tem um guri no portão'/><title type='text'>“Mãe, tem um guri no portão!”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Começo do mês de dezembro. Imaginei que necessitava de um último texto para encerrar as atividades do blog no ano de 2008. Assuntos não faltam. Infelizmente, boa parte, sobre notícias as quais não gostaria de reproduzir. Fiquei a deriva. Por um instante “passei em nuvens brancas”. Toda aquela inspiração do começo do dia parecia que havia se dissipado. Fez-me companhia por um breve momento e decidiu inspirar outras mentes por ai afora. Até que desenrolei. Aliás, desfiei. Um bendito fio, solto quando enganchei a blusa no portão de casa, durante uma pintura que havia feito no último fim de semana, foi o “fio” de esperança que me resgatou do “labirinto” e me devolveu a cena. Cena que, instantaneamente, voltou à mente. Explico: todo o final de ano, minha mãe e eu nos esforçamos (minha mãe bem mais, é bom que se diga a verdade), para darmos uma “aura” nova a casa, na busca de energias positivas para o ano que se aproxima. Vai da pintura do portão, ao verde “kiwi” (isso mesmo), que acaba por impregnar as paredes da fachada e as colunas da área interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último fim de semana, estava eu cumprindo o compromisso anual, do alto de uma velha cadeira, a repassar o pincel de tinta pelas barras de ferro já desgastadas da grade, filosoficamente, ‘em si’. Eis que surgem dois garotos que corriam pela rua do bairro e param para observar. Não demora a começar o interrogatório: o senhor vai pintar o portão todo? Faço menção que sim com a cabeça. (já passava das cinco da tarde, eu estava naquele portão desde as 11 da manhã, então, confesso, não estava lá muito a fim de puxar papo). Depois, fazem um leve comentário que, para uma criança, acho, de uns seis, sete anos, seria, no mínimo, provocativo: vai ficar bonito! Os dois saem correndo puxando um caminhão de brinquedo preso a um barbante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para as oito horas, um dos garotos torna a passar em frente de casa. Eu ainda permaneço no portão dando os últimos retoques. Eis que surge a inquietação: já pintou tudo? Pergunta-me o garoto. Mais uma vez faço gesto que sim. Não leva uns dois segundos e lá vem a nova provocação: mas o senhor vai ficar ai até tarde? Já não é hora de dormir? Antes que eu tivesse a chance de responder, o garoto se despede e sai correndo. Lá vem a conclusão no meu córtex cerebral: e não é que o guri tem razão. Encerro o expediente de pintura caseira e anual. Penso na pergunta que soou como uma mensagem clara e que, talvez, todos nós gostaríamos de deixar no ano que se despede: simplicidade para olhar o passado, com a certeza do trabalho feito e do dever cumprido. Afinal, é chegada a hora de reavermos os nossos sonhos. Ou como disse o guri: simplesmente, já era noite.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-1696284267791219025?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/1696284267791219025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/me-tem-um-guri-no-porto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1696284267791219025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/1696284267791219025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/12/me-tem-um-guri-no-porto.html' title='“Mãe, tem um guri no portão!”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7782418855944776571</id><published>2008-11-14T14:18:00.009-02:00</published><updated>2009-11-24T16:14:11.024-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>O bastante para ser sincero</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Em meio ao trabalho do dia, tirei uns minutos para passar no blog do Fernando Molica, do qual me tornei assíduo desde o primeiro contato. O texto postado hoje era interessante. Atenção para o título: exportadores de gente. Molica fala do absurdo (concordo em gênero, número e grau), que o Brasil comete ao mandar para fora do país um garoto de 9 anos para jogar futebol num grande clube europeu. Fala se não era o momento desse guri brincar, estar junto da família e, se de fato tem talento para a bola, treinar, construir sim uma carreira, mas ao longo dos anos e junto dos entes queridos. Ao contrário, despejam nele a responsabilidade de se preocupar com uma “carreira” e de sustentar a família. Trabalho escravo, seguramente. Fiquei a pensar na franqueza do Fernando. Já em um outro momento, ainda nessa semana, lendo uma entrevista da atriz Maitê Proença, foco a atenção para uma resposta da atriz sobre um acidente que sofrera recentemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#66cccc;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;O que passou pela sua cabeça depois do acidente que sofreu ao cair do cavalo?&lt;br /&gt;Enquanto rolava e rolava, pensei que era o fim. E depois pensei coisas piores, mas elas não se confirmaram porque meu anjo da guarda não dorme em serviço. Só fraturei três vértebras e tive um destacamento de osso na cervical. Ou seja, agora um pedaço da minha coluna cervical mora em outro lugar, meio à deriva, no centro da massa mole do pescoço. Diferente né? Em breve poderei começar a fisioterapia para que voltem os movimentos perdidos. Enquanto isso vou fingindo. O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma outra passagem, ao falar com o meu nobre amigo e poeta Jorge Américo. Perguntei a ele, via esfera orkutiana, como andavam as coisas. Jorge me respondera que iam bem, que estava envolvido em projetos alternativos, com liberdade de escrever, o bastante para ser sincero. Fiquei com aquilo na cabeça: &lt;em&gt;liberdade o bastante para ser sincero&lt;/em&gt;. Mas quando de fato podemos ser livres, o bastante, para sermos sinceros com nós mesmos? Juntei tudo no mesmo balaio. O Molica, a Maitê e o Jorge, penso, me deram importantes exemplos de que, em determinados momentos, e, talvez, tão somente por momentos, podemos ser livres, de pensamento, de modelos, de esteriótipos, de verdades. Mas que assim seja. Tudo o que li ou vi de todos eles estava exarcebado, sem vírgulas, sem pontos... Foi num único momento... E num desabafo. Mas que, seguramente, fora uma chave para a perenidade. Em carne, osso e sangue.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7782418855944776571?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7782418855944776571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/11/o-bastante-para-ser-sincero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7782418855944776571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7782418855944776571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/11/o-bastante-para-ser-sincero.html' title='O bastante para ser sincero'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-5988351125174436943</id><published>2008-11-07T18:04:00.002-02:00</published><updated>2009-11-24T16:14:54.130-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>Traga de volta à vida</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Encerrada a semana em que o mundo viu o primeiro negro ser eleito presidente dos Estados Unidos, o diagnóstico sobre o sentimento dos americanos pelas ruas do país é apenas um: eles voltaram à vida. A atmosfera que se respira é completamente leve, os americanos celebraram e celebram a cada novo dia como se fosse uma segunda vida, uma nova chance. A eleição de Barack Obama é como um remédio, milagroso, que injetou dose extra de ânimo nos estadunidenses e fez dissipar um mal, chamado Bush, que deixou a América em estado terminal por longos oito anos. Cada imagem, desde o anúncio oficial da vitória de Obama, até esta sexta-feira de início de transição governamental, tem sido um êxtase. As pessoas choram, riem, cantam, fazem festa, dão adeus e mais adeus a George W. Bush, como quem dá adeus a um passado que quer relegar para sempre de sua vida. O discurso do democrata, mais uma vez, foi impactante... Arrebatador. No momento do anúncio de sua vitória, na terça-feira, pessoas, americanos de todas as classes, cores, religiões, orientações sexuais, idosos, crianças, se abraçavam, da Times Square a Chicago. Um choro extravasado em um ato mais que ecumênico, do qual a prece não faltou ao final das comemorações, em sinal de agradecimento. Um presidente negro, formado em Harvard, ao lado de uma mulher de força igualmente intelectual. Democratas, que sopraram um novo suspiro de vida a América que já ia à deriva. Esta, sem dúvida, uma mudança. Diferença em gênero, número e grau a comparativos reducionistas tupiniquins que, alguns, tentam fazer. Brilhante América.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-5988351125174436943?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/5988351125174436943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/11/traga-de-volta-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5988351125174436943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/5988351125174436943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/11/traga-de-volta-vida.html' title='Traga de volta à vida'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8654631553742474816</id><published>2008-10-28T18:43:00.003-02:00</published><updated>2009-11-24T16:15:52.897-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Um “salve” para os novos tempos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não dá para negar que as “entranhas” da cidade ficaram as claras, mais visíveis, expostas ao relento e ao tempo após o resultado final desta eleição. Apesar da ainda evidente polarização de ideologias partidárias, o recado do paulistano parece que foi objetivo, sucinto, sem deixar papas na língua: o que tem que valer é o bem comum da cidade. Diferentemente da divisão vista quatro anos atrás (região central – média e rica x regiões sul e leste – afastadas e empobrecidas), a convergência do paulistano para uma preocupação em comum com a cidade parece ter tomado o mesmo rumo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O prefeito eleito venceu com uma diferença que só foi possível ao angariar votos de regiões da cidade que, antes, certamente, não o elegeriam. É como o “salve” do “mano, meu”, a dar um voto de confiança a um “brown” que se apresenta pela primeira vez no bairro. Do centro, não há espanto. A classe média já havia demitido uma vez e só foi ratificar a sua decisão, tomada no pleito anterior. Experimentou e não gostou. Mas existe um componente ainda mais desafiador nessas eleições: o próprio tempo. Ao que me parece, chegamos, definitivamente, ao fim de um ciclo. Ao fim de um período que teve início no próprio regime militar, retomado com a volta dos exilados ao país e, posteriormente, ao poder, e que agora se encerra. Carecemos de novas lideranças e referências que podem começar a surgir daqui para frente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não é fácil identificar e, muito menos, reconhecer, que um período se encerra. Mas além de um sentimento de unidade e de convergência para os interesses da cidade por parte do paulistano, assistimos também, aqui e em todo o país, o fim de uma era e o início de um novo tempo. Quando me formei, ouvia dos meus mestres e professores as palavras de antigos intelectuais, políticos, jornalistas e demais presenças públicas, formadores de opinião e que, como o tempo político, começaram a ser relegados ao passado, embora seus ensinamentos estejam marcados pela perenidade. Mas surgem, como nos meus colegas de banco universitário, novos agentes e personalidades que passam a preencher as lacunas deixadas por esses “imortais”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Assim como cada um deles teve o seu tempo e espaço, preenchemos, todos nós, agora, e por meio de um caminho sem volta, o nosso &lt;em&gt;tempo e espaço&lt;/em&gt;. Enxergamos os novos intelectuais, políticos, personalidades, formadores de opinião e, porque não, um novo eleitorado, coeso e que racionaliza o presente em uma proporção maior do que o vivenciara antes. Somos todos parte deste processo e personagens principais de sua história. Um “salve”. Dos “manos”, das “minas” e de uma nova sociedade. Que bom que aqui chegamos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8654631553742474816?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8654631553742474816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/10/um-salve-para-os-novos-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8654631553742474816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8654631553742474816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/10/um-salve-para-os-novos-tempos.html' title='Um “salve” para os novos tempos'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7296023905034294937</id><published>2008-10-16T12:53:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T16:19:00.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>A crise, a tartaruga e os ônibus de dois andares</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Era final dos anos 80 e tudo o que se via, e se ouvia, era a tal da superinflação. Fosse durante o noticiário das 8, fosse no estalar das “maquininhas” (assim mesmo, no diminutivo) de remarcar preço. A gente segurava o dinheiro de dia, para comprar a janta à noite. Um ano depois, na eleição de 1990, lembro-me da propaganda que caia dos prédios com a marca do Collor para presidente, numa chuva de papéis que cobria as ruas como a folhagem seca das quaresmeiras no final de outono. Minha mãe, segurando-me pelo braço, passava pelas estreitas ruas do centro. Lembro-me ainda das escapadas que dava em direção a padaria para, no meu entender, ir comprar “pão!”. Meu pai, desesperado, descia a esquina em disparada e me encontrava, perto do farol da avenida principal, quase chegando à confeitaria. Eu só tinha quatro anos de idade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Depois do pão, os trólebus e os ônibus de dois andares, pintados num azul forte da CMTC, cruzando o trânsito da já movimentada capital paulista, é que me despertavam curiosidade. Eu ainda não conhecia a poesia de Caetano Veloso, mas também pouco entendia das esquinas, curvas e tortas, da metrópole. Eu vestia uma camisa pólo verde intenso, uma bermuda jeans marinho e uma sandália de prender com fivela bege couro. Os pés do neguinho se atropelavam apressados para acompanhar o ritmo da passada da mãe. Não fazia idéia de que era um momento histórico, muito menos de que era um dos filhos daquela trajetória. Tudo que eu queria entender era o porquê de uma tartaruga que ficava na casa de esquina, perto de onde eu morava, às vezes estar e outras não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O tempo seguiu e o confisco das cadernetas de poupança pelos planos verão I e II da ministra Zélia Cardoso chegaram. Milhares de pessoas tiveram seu dinheiro surrupiado, numa manobra do governo que, à custa das economias da população, dizia querer pagar dívidas e conter o avanço, novamente ela, da inflação. Cruzeiro, cruzado, cruzeiro novo, cruzado novo, foram tantos planos e moedas antes de chegarmos ao real que, confesso, a memória não recorda mais a cronologia de cada qual. Tudo que me lembro é de, uns tempos depois, ver que a tartaruga, definitivamente, não aparecia mais no quintal da casa, que os ônibus de dois andares, agora, circulavam só em Londres e que o trólebus fora praticamente reduzido a um símbolo histórico da capital. Definitivamente a história passa. E, pra mim, com ela também passou a crise daquele período. A minha esperança, em dias de recessão e indicativo de falência de um modelo social com base no capital, é a de que, da mesma forma que os cruzeiros e cruzados voaram como a chuva de papéis da campanha do Collor, esta crise também passe. Só sinto por não ter mais nem a tartaruga ou os ônibus de dois andares para me intrigarem enquanto aguardo. Talvez eu faça um passeio de trólebus ainda hoje.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7296023905034294937?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7296023905034294937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/10/crise-tartaruga-e-os-nibus-de-dois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7296023905034294937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7296023905034294937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/10/crise-tartaruga-e-os-nibus-de-dois.html' title='A crise, a tartaruga e os ônibus de dois andares'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4114092184974122834</id><published>2008-09-19T12:11:00.014-03:00</published><updated>2009-11-24T16:18:11.032-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Mensagem aos Jornalistas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Este meu artigo foi publicado pelo portal Comunique-se e reproduzido pelo portal Coletiva.net, da região Sul do país.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Saudações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronuncio-me a cada um dos nobres colegas do jornalismo, pois nos aproximamos de um momento único, ao colocar amplamente em debate tanto a obrigatoriedade da diplomação, vide graduação, bem como a regulamentação dos dispositivos e de uma entidade, CFJ, para o exercício da prática jornalística. Chamo a atenção para o momento. Chamo a atenção para a necessidade da participação maciça dos profissionais diplomados, da FENAJ, dos sindicatos e dos estudantes do curso superior de jornalismo. Uma omissão poderá nos custar todo um período de luta pelos fundamentos que embasam a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ser severamente cautelosos com projetos e ações que desvirtuem os pilares que legitimam a profissão, trabalho, ética e, sobretudo, as instituições democráticas e a própria democracia. De fato, ocorre neste momento uma inversão de valores, quando “oportunistas” se utilizam da abertura do debate democrático para desmedidamente infligir interesses pessoais, políticos, ideológicos, ou de qualquer outra natureza, na busca por aniquilar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante reiterar que neste momento não se pode por em discussão os instrumentos ou métodos educacionais promovidos nas instituições de curso superior, tão pouco a participação de profissionais de outras áreas, por meio de contribuições, em sua maioria assertivas junto ao conteúdo jornalístico. Se universidades e faculdades abrem por vezes lacunas no aprendizado de novos profissionais é imprescindível que se compreenda e se respeite ambos os universos. No banco universitário se recebe o embasamento, o conteúdo e a técnica que, obviamente, serão esmiuçados e aguçados no instante em que o contato se der com o mundo profissional. Entenda-se também a singularidade e a cognicibilidade do universo de cada um desses estudantes, diante de um projeto individual para com o exercício da profissão. Para os profissionais de outras áreas, o papel a desempenhar junto ao jornalismo, conscientemente um decodificador da realidade, passa exatamente à colaboração, à parceria e o fornecimento de informações que o jornalista fará a tradução. O que está verdadeiramente em discussão é a nossa moralização. A capacidade do jornalismo em se organizar como instituição profissional e de direito, ao instituir definitivamente parâmetros para o seu exercício, tal qual ocorre em outras áreas. Posteriormente a firmação da diplomação, dos dispositivos e do próprio conselho, ai sim teremos os elementos necessários para estruturar os cursos de formação, diretrizes e, o próprio mercado profissional, ao depurar a captação dos novos colegas e a participação de profissionais de outras áreas, esses na condição de colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo a atenção para o debate. Chamo a atenção para a participação. Chamo a atenção para o direito democrático de expressão, de opinião e de indignação. Nossa omissão não pode trair a história. Chamo a atenção para o compromisso com a ética e o juramento que cada um de nós assume no dia de nossa formação. Neste momento. Antes que seja tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4114092184974122834?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4114092184974122834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/09/planto-do-reprter-mensagem-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4114092184974122834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4114092184974122834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/09/planto-do-reprter-mensagem-aos.html' title='Mensagem aos Jornalistas'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-4663866666812466694</id><published>2008-08-25T16:23:00.005-03:00</published><updated>2009-11-24T16:19:57.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Férias'/><title type='text'>Repórter de Férias!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Férias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Olá Amigos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de viver fortes emoções em Beijing, o REPÓRTER SEM FRONTEIRA sai de férias pelos próximos dias e volta, em OUTUBRO, à realidade tupiniquim para preparar a nova fase do blog. Vem por aí reportagens especiais e projetos inéditos. Então, obrigado a todos e até a volta!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-4663866666812466694?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/4663866666812466694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/08/reprter-de-frias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4663866666812466694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/4663866666812466694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/08/reprter-de-frias.html' title='Repórter de Férias!'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8467470686436610055</id><published>2008-08-08T17:12:00.008-03:00</published><updated>2009-11-24T16:23:00.490-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Repórter pelo mundo'/><title type='text'>Repórter em Pequim: "O Repórter no Ninho"</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Repórter pelo mundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Reuters&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJypmiDQwpI/AAAAAAAAAE8/GBGuk1nmTMo/s1600-h/Beijing+Abertura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232243346538283666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJypmiDQwpI/AAAAAAAAAE8/GBGuk1nmTMo/s320/Beijing+Abertura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas este, certamente, não é um ninho estranho. Ou pelo menos, totalmente, embora esteja na China. A plástica visual da abertura dos jogos de Beijing 2008, seguramente, é o que vai ficar gravado na memória de todos nós. Uma visão única. Emocionante o que, em meio a protestos e a todos os problemas diplomáticos, sociais, democráticos e de direitos humanos que a China possa ter, a unidade e o belo canto da música tema desta olimpíada – “Wo he ni” (Eu e você), proporcionaram a todos os espectadores presentes ao estádio olímpico e a todos em todo o mundo. Sem dúvida acolheram o coração de todos nós. Boas-vindas e um grande (mas grande mesmo!), gesto de afeto para com os atletas e todos que chegaram ao “Ninho do Pássaro”. Alguns traduzem como “Ninho de Pássaro”, mas eu prefiro “Ninho do Pássaro”, numa eloqüência e verbalização mais oriental e, a meu ver, sonoramente mais agradável. Grande emoção também na entrada da delegação brasileira, muito aplaudida por sinal. Uma nova China e um novo começo, para os chineses e para o mundo, se mostra neste 08 de agosto de 2008. Valeu a pena esperar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8467470686436610055?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8467470686436610055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/08/reprter-em-pequim-o-reprter-no-ninho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8467470686436610055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8467470686436610055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/08/reprter-em-pequim-o-reprter-no-ninho.html' title='Repórter em Pequim: &quot;O Repórter no Ninho&quot;'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJypmiDQwpI/AAAAAAAAAE8/GBGuk1nmTMo/s72-c/Beijing+Abertura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-9107254146475525891</id><published>2008-07-31T18:06:00.013-03:00</published><updated>2009-11-19T18:44:18.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eduardo Freire Entrevista'/><title type='text'>Repórter em Pequim: “Numa Olimpíada, muita coisa pode acontecer”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista com o nadador THIAGO PEREIRA&lt;br /&gt;(Exclusivo para o REPÓRTER SEM FRONTEIRA)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Preparado e concentrado. Este é o Thiago Pereira que encontrei em Macau, nos treinos da fase preparatória para a Olimpíada 2008. Thiago está seguro do seu potencial, ciente das dificuldades a serem enfrentadas, da força dos adversários e até mesmo de possíveis imprevistos que possam surgir em Beijing. Mas está pronto. Como ele mesmo diz “numa Olimpíada muita coisa pode acontecer e tempo no papel não ganha prova”, referindo-se aos seus principais adversários, o americano Michael Phelps e o também americano Ryan Lochte. Thiago está tranqüilo, sereno e de bem com a vida. Tem curtido os bons momentos, como o apoio da torcida brasileira, e o amor incondicional de sua mãe, dona Rose. De uma coisa todos nós podemos estar certos. Thiago está bem, preparado, confiante e, seguramente, próximo de uma medalha olímpica. Confira a entrevista:&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Thiago, fale um pouco da sua fase de preparação, em Macau, para os jogos de Beijing 2008. Existe algum ponto que você foque com maior atenção e necessite ser reforçado?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mais adaptado e me sinto melhor a cada dia. Confesso que ainda bate um sono à tarde. Em razão disso, mudamos meus horários de treinamento para me adaptar aos Jogos de Pequim. Treinamos às 8h e às 16h, horário aqui da China (11 horas à frente de Brasília). Quanto à minha preparação, os treinos para Olimpíada começaram após o Pan do Rio. Fizemos em junho um período de treinos na altitude de Sierra Nevada, na Espanha, onde treinei muito bem. Também participei de competições importantes como o Circuito Mare Nostrum, na Europa. Ganhei quatro medalhas, dois ouros e duas pratas, nas etapas de Barcelona e Canet. Estou aqui na China com aquela sensação: 'tudo o que eu tinha para treinar eu já treinei'. Agora, é descansar, relaxar e esperar a competição chegar. Estou me sentindo muito bem dentro e fora da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229290579835126530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJIsE45egwI/AAAAAAAAAEk/4LDHJTGvcvw/s320/thiago+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Você disse em seu blog que tinha receio quanto à adaptação às condições na China. Mas, recentemente nos treinamentos em Macau, sua avaliação melhorou. Qual a sua principal preocupação, hoje, para o início da competição, se é que ela existe?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu estava realmente preocupado com a minha alimentação. Mas fiquei animado quando cheguei ao hotel aqui em Macau e vi que o cardápio era internacional. Tem arroz, batata, carne, tudo igual ao Brasil. Tento não me preocupar mais com nada. Estou tentando relaxar e me concentrar na competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E os adversários Thiago? Como você tem visto a concorrência nas piscinas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo fala bastante do Michael Phelps, me perguntam muito do Phelps. Mas o Ryan Lochte, também americano, foi o grande nome da seletiva norte-americana, quase venceu o Phelps nos 400m medley e ficou bem perto nos 200m medley*. Já imaginava que ele poderia nadar bem. Por isso, não será nada fácil ficar entre os três na Olimpíada nessas duas provas. Mas é o que eu sempre digo, numa Olimpíada, muita coisa pode acontecer. Tempo no papel (no balizamento) não ganha prova. Temos de cair na água, nadar as eliminatórias, e ir para final e só lá pensar em ficar entre os três primeiros. Estou bem tranqüilo em relação a isso. O pódio só vai ser decidido na hora, apesar dos grandes resultados que o Phelps e o Lochte tiveram na seletiva. Além deles, tem o húngaro Laszlo Cseh, que foi bem na Europa. Mas eles vão ter de repetir tudo de novo ou até melhorar se quiserem uma medalha olímpica.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Competições que envolvem os quatro estilos de nado: frente, costa, peito e borboleta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229291004580542722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="312" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJIsdnMrOQI/AAAAAAAAAEs/gHXQncj4h38/s320/thiago+1.jpg" width="199" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O apoio da sua mãe durante as provas pode ser considerado determinante para você Thiago?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe vai estar em Pequim. O apoio dela sempre foi e será fundamental na minha carreira. Minha namorada também vai (a estudante Paula Travesso) a Pequim. Elas vêm para a China dia 5 de agosto. Estou feliz em poder contar com as duas na arquibancada. Pena não poder trazer toda torcida brasileira na bagagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para finalizar, a sua perspectiva em termos de resultado e desempenho e... Não custa a gente já te desejar boa sorte! A torcida já começa agora!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu maior sonho é ganhar uma medalha olímpica e estou treinando muito para isso. Se isso acontecer, vou me sentir o cara mais realizado do mundo. Mas prefiro não ficar pensando nisso agora, em ter a obrigação de ganhar medalha. Sempre tem essa expectativa em cima da natação, desde os anos 90 com o Gustavo Borges e o Xuxa, quando tivemos várias medalhas. Em 2004, na Olimpíada de Atenas, não conquistamos nenhuma medalha, então é natural que a cobrança aumente. Quem lidar melhor com isso, com a pressão, vai se dar bem. Isso faz parte. Meu principal objetivo é chegar primeiro à final e depois pensar em medalha. Para ir ao pódio, tenho de estar entre os oito melhores. E na final, a gente vê no que dá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229291376033914274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJIszO-D3aI/AAAAAAAAAE0/0FNLqISlQgY/s320/thiago+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BATE-PRONTO DO REPÓRTER&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Conheça um pouco mais sobre o perfil de Thiago Pereira:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nome:&lt;/strong&gt; Thiago Machado Vilela Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data de nascimento:&lt;/strong&gt; 26/01/1986&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade onde nasceu:&lt;/strong&gt; Volta Redonda (RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade onde mora:&lt;/strong&gt; Belo Horizonte (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Altura:&lt;/strong&gt; 1,85m &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Pé:&lt;/strong&gt; 45&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Clube:&lt;/strong&gt; Minas Tênis Clube&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Técnico:&lt;/strong&gt; Fernando Vanzella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Banda preferida:&lt;/strong&gt; U2&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Comida preferida:&lt;/strong&gt; comida brasileira (arroz, feijão, bife)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Filiação:&lt;/strong&gt; Rose Vilela e Maurício Pereira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Passatempo:&lt;/strong&gt; Internet&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Filme:&lt;/strong&gt; 300 / Tropa de Elite&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Livro:&lt;/strong&gt; Transformando Suor em Ouro (Bernardinho)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Principal característica:&lt;/strong&gt; Sou muito competitivo e me cobro o tempo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Mulher bonita:&lt;/strong&gt; Aline Moraes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Ídolos:&lt;/strong&gt; Rogério Romero e Gustavo Borges&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Ídolo internacional:&lt;/strong&gt; Michael Jordan&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Time de futebol:&lt;/strong&gt; Torço pela seleção brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Outro esporte além da natação:&lt;/strong&gt; Futebol&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Assédio da imprensa e dos fãs:&lt;/strong&gt; Procuro ser a mesma pessoa desde o início da carreira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Estudos:&lt;/strong&gt; Terminei o segundo grau e quero fazer administração. Adiei a faculdade por causa do Pan e agora tenho Olimpíada em 2008. Vou ver quando começo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;O que é ser ídolo:&lt;/strong&gt; Dar bons exemplos, ter conquistas importantes e ser uma pessoa positiva e simples.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Por que a natação:&lt;/strong&gt; Porque é um esporte completo e muito competitivo, como eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Uma viagem:&lt;/strong&gt; Cruzeiro de navio (ainda quero fazer).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Provas que o Thiago nadará em Pequim:&lt;/strong&gt; 200m medley, 400m medley e revezamento 4x200m livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;Melhores resultados:&lt;/strong&gt; Oito medalhas (6 ouros, 1 de prata e 1 de bronze) nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro/2007; nas etapas da Copa do Mundo de Natação em piscina curta em 2007, ele somou oito ouros (Estocolmo, Berlim e Belo Horizonte); 5º posição nos 200m medley na Olimpíada de Atenas/2004; campeão mundial em piscina curta dos 200m medley, em Indianápolis/2004. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Patrocinadores:&lt;/strong&gt; Bradesco, Correios, Speedo e Minas Tênis Clube&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fotos:&lt;/strong&gt; Site Oficial do Thiago Pereira/UOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agradecimentos:&lt;/strong&gt; ZDL de Comunicação / Glenda Carqueijo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-9107254146475525891?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/9107254146475525891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/07/numa-olimpada-muita-coisa-pode.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9107254146475525891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9107254146475525891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/07/numa-olimpada-muita-coisa-pode.html' title='Repórter em Pequim: “Numa Olimpíada, muita coisa pode acontecer”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/SJIsE45egwI/AAAAAAAAAEk/4LDHJTGvcvw/s72-c/thiago+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7791680922954760098</id><published>2008-07-07T18:06:00.003-03:00</published><updated>2009-11-24T16:24:03.100-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Uma venda nos olhos da democracia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Com a censura prévia imposta ao JT, e as sanções sobre Veja, Folha de S.Paulo e, provavelmente, sobre O Estado de S. Paulo, não só a luz amarela deve ser acesa sobre nossa eterna defesa para com a democracia, como também nosso senso de igualdade e liberdade de expressão, diante de um poder que promulga decisões efetivas e “inequívocas”. Primeiro, a força militar. Agora, a força do judiciário. Estamos entregues a “instrução” equivocada de alguns magistrados que distorcem a Justiça e comprometem todo o sistema, colocando em xeque profissionais dignos e a própria democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude do juiz substituto Ricardo Geraldo Resende Silveira, da 10ª Vara Federal Cível de São Paulo, só pode ser vista de uma forma: com assombro! Tira-se a venda dos olhos da justiça e a amarra nas vistas da democracia. A amordaça! Tira-lhe a visão, a voz e a luz do Estado Democrático construído a duras penas, com suor, lágrimas e, por muitas vezes, sangue do povo brasileiro. Da tortura promulgada a equipe do jornal O Dia, das intempéries de magistrados contra a prestação de serviço e esclarecimentos a população realizados pela revista Veja e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, corremos um sério risco de, em pleno o século XXI, sermos vítimas de uma ditadura imposta pelos mecanismos ideológicos do capital e da imagem, na qual instrumentos jurídicos servem a propósitos escusos e cerceiam o direito a informação e a liberdade de expressão. Porões de um período de chumbo que lutamos para esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a Justiça, já tão precária em seus meandros, poderá nos promulgar mais este golpe contra o cidadão e a democracia? Embora as decisões sejam factuais, eu quero acreditar que, mesmo cega, a Justiça ainda possa enxergar e não nos levar, mais uma vez, para os DOPS da nossa história...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7791680922954760098?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7791680922954760098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/07/uma-venda-nos-olhos-da-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7791680922954760098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7791680922954760098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/07/uma-venda-nos-olhos-da-democracia.html' title='Uma venda nos olhos da democracia'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-9129963858036281184</id><published>2008-04-20T19:06:00.007-03:00</published><updated>2009-11-24T16:25:26.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publico'/><title type='text'>"Xeque" do Álcool - Em defesa do Biodiesel, Lula propõe taxação para o petróleo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da série: Publico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Do UOL News&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo a tarifa imposta ao etanol brasileiro por países desenvolvidos. "Quando lançamos a proposta de produzir biodiesel no Brasil, eu imaginava que não iríamos ter muitos adversários no mundo desenvolvido", disse Lula durante a inauguração de um escritório da Embrapa em Acra, capital de Gana. "Eu não consigo entender, por que os países ricos não falam mal do preço do petróleo. Quanto implica, no custo do alimento, um barril de petróleo a US$ 103? Por que os países ricos sobretaxam o etanol brasileiro e não taxam o petróleo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;Conferência da ONU&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente voltou a defender os biocombustíveis da acusação de que eles estariam provocando um aumento internacional nos preços. Após a cerimônia na Embrapa, Lula discursou na abertura da reunião especial da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O presidente disse que "não há contradição entre a busca de fontes alternativas de energia e o desenvolvimento de padrões agrícolas que garantam a segurança alimentar". "Este é um desafio que estamos enfrentando com êxito em nosso País", disse Lula, segundo agência do governo. Ele também críticou "a tentação dos países ricos em acentuar suas práticas protecionistas". "Os subsídios milionários pagos pelo Tesouro dos países ricos são como uma droga que entorpece e vicia seus próprios produtores, mas cujas maiores vítimas são os agricultores das nações mais pobres." O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que também participou da abertura da reunião, disse que se o atual aumento no preço dos alimentos não for contido, a crise pode afetar o crescimento e a segurança do mundo, prejudicando o combate à pobreza. "Nós corremos o risco de voltar à estaca zero", disse o secretário-geral em Gana durante a abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;'Assassinato em massa'&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Viena, na Áustria o relator especial da ONU para o direito ao alimento, Jean Ziegler, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/18/ult23u1957.jhtm"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ccccff;"&gt;voltou a atacar a produção de biocombustíveis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; neste domingo. Ele disse em entrevista ao jornal austríaco Kurier am Sonntag que o ocidente é culpado pela "fome em massa", devido ao crescimento dos biocombustíveis, à especulação no mercado de commodities e aos subsídios para exportação agrícola da União Européia. Ziegler afirmou ainda que os mercados de commodities estão trazendo "terror" ao mundo e que a inflação do preço dos alimentos é o equivalente a um "silencioso assassinato em massa".&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-9129963858036281184?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/9129963858036281184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/xeque-do-lcool-em-defesa-do-biodiesel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9129963858036281184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/9129963858036281184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/xeque-do-lcool-em-defesa-do-biodiesel.html' title='&quot;Xeque&quot; do Álcool - Em defesa do Biodiesel, Lula propõe taxação para o petróleo'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7915646229867546623</id><published>2008-04-17T12:46:00.006-03:00</published><updated>2009-11-24T16:26:35.357-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LUTO pelo Jornalismo'/><title type='text'>Outro jornalismo é possível*</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: LUTO pelo Jornalismo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;*Texto do Jornalista Eduardo Freire disponível na coluna 'Em Pauta', do portal Comunique-se, e no site da SECOM (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho refletido. Relativizado piamente a formar de promover informação. É possível, muito provável, que a imprensa permaneça a acompanhar os “bondes” de várias histórias e a promulgar o divórcio irrevogável com a notícia. Hoje, o caso Isabella. Ontem, a mãe, que não havia colocado droga alguma na mamadeira da filha. Mesmo assim fora praticamente ‘linchada’ pela população. Outrora, a Escola Base. Caso sem jeito, vidas devassadas, até hoje escondidas e amedrontadas pela “força” que a imagem ou a palavra possam exercer. Ao mesmo tempo fico orgulhoso de ver as grandes reportagens, as grandes matérias, na TV, no impresso e até mesmo no rádio. Pauta bem elaborada e compromisso com a notícia. Uma desenvoltura que chama a atenção pela trama bem amarrada. Sinto saudades dos Audálios, dos Kotschos, dos Cacos (do Rota 66) e de tantos outros que assumiam o juramento do jornalismo: compromisso com o fato, questão inexorável ao tempo. Tempo este que passa mais depressa, é verdade. A notícia tem pressa e os veículos têm que acompanhar o rítmo alucinante das metrópoles, dos mercados, das nações e do mundo. Mas será que atualmente recebemos, realmente, informação? Será que a quantidade de manchetes, lides, mensagens e títulos abres, escaladas, berradas e aclamadas, configuram a nossa eterna vigilância diante da notícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho refletido. E toda vez que vejo a possibilidade de uma Escola Base se repetir, confesso: minhas ‘antenas’, como diria o Juvenal, recebem um sinal de que algo está errado. Perco as contas de quantos e-mails, portais, revistas semanais, jornais e telejornais, radiojornais e outdoors, vejo, ouço e sinto em um único dia... Será que absorvemos? Na verdade, sim. Mas como tudo que é demais, este acumulo também pode nos fazer mal. Ao invés de nos abastecermos de informação, o que fazemos no final de tudo é apenas reunir um “entuxado” de quase nada, embrulhado em quase coisa nenhuma. As manchetes, talvez ainda sirvam. Mesmo que simplesmente para julgar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7915646229867546623?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7915646229867546623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/outro-jornalismo-possvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7915646229867546623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7915646229867546623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/outro-jornalismo-possvel.html' title='Outro jornalismo é possível*'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-8471788832175996906</id><published>2008-04-11T18:15:00.008-03:00</published><updated>2009-11-24T16:28:02.706-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversa ao pé do computador'/><title type='text'>Resumão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/R__X2V_XYsI/AAAAAAAAADQ/1fUHK69yebo/s1600-h/paulista+cÃ³pia.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Conversa ao pé do computador&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Passei quase duas horas pesquisando matérias e notícias pelos portais da Reuters, Agência Estado, The New York Times, jornais e portais de noticiais nacionais. Aqui de São Paulo parece que tudo fica mais acessível. E ao mesmo tempo tudo mais complicado. Faz dias, ou semanas, já me perdi no tempo, que não vejo outra coisa se não pilhas e pilhas de notícias sobre o caso da pequena Isabella, arremessada de um edifício na zona norte de São Paulo. Fica difícil garimpar qualquer outro assunto. Tentei, ainda sem sucesso, marcar uma visita a um templo budista tibetano aqui na cidade. Quero saber a opinião deles sobre a crise entre China e o Tibet, além das manifestações durante o percurso da tocha olímpica, que prometem se intensificar durante os jogos. Tem ainda a justa homenagem que tenho que prestar ao Felipe (Massa). Bela vitória no Bareihn. Torço para que essa garra permaneça até o fim da temporada. O Reginaldo Leme acredita. Espero que não seja o único. Em São Paulo, trânsito, chuva, o bom é que as manchetes quase se repetem. E ruim, pois é penoso deslanchar sobre um mesmo assunto. O dólar sobe, mas ainda está abaixo das expectativas, crise de alimentos nos países pobres e mais um ursinho polar para fazer a festa. Aliás, ursinha. Outra boa notícia é a volta do Ricardo (Kotscho) para a internet. Seja bem-vindo meu caro Ricardo. Está com uma coluna no portal IG.&lt;br /&gt;Xiii... Espero que a conexão não caia. Vai ser a sétima vez só esta semana. Está difícil apenas transpor a fronteira entre a internet discada e a banda larga. Não sei porque sinto saudades de São Paulo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-8471788832175996906?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/8471788832175996906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/resumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8471788832175996906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/8471788832175996906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/04/resumo.html' title='Resumão'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-2240938766555596435</id><published>2008-03-24T12:07:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T16:28:43.390-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>Desilusão em “Massa”</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Que madrugada fria! Fecha a porta, ta entrando um vento gelado. Caraca! O Galvão Bueno já começou a gritar! Meu, o Massa larga na pôle, hoje vai dar! Não sei por que fui pensar em política agora. Não, não existe mais esta história de segundo piloto. O Brasil é emergente e na Fórmula 1 não é diferente. Caraca! Terminou a primeira troca e o Massa agora é segundo. Mas só até a segunda troca. Caraca! O Massa rodou feio. “Uma sensação estranha!”, que “diaxo” de diagnóstico é esse, como diria a minha avó. Me toca o celular às 5 da manhã. Mensagem de texto da TIM: recarregue seu celular em 15 dias e não perca o seu número. “Atchim!” Eita gripe que não passa. Mais que corridinha... E o finlandês “sem sorte” levou a melhor de novo. O Hamilton sempre é líder e não deu nem pra ver onde foi parar o Nelsinho Piquet. Do Rubinho já desisti. Desde o tempo de Ferrari. Caraca! Perdi metade do meu domingo! Amanhã já é segunda. Hora de encarar o Grande Prêmio da lotação. Hora de encarar a realidade. Acorda “Massa”! Acorda povão! Que na poeira do deserto, nem calango agüenta o calor!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-2240938766555596435?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/2240938766555596435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/desiluso-em-massa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2240938766555596435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/2240938766555596435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/desiluso-em-massa.html' title='Desilusão em “Massa”'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-3286944406344701313</id><published>2008-03-15T22:56:00.004-03:00</published><updated>2009-11-24T16:29:37.839-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>Um ‘punhado’ de lembrança...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da série: Filosofia do Repórter&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Hoje me bateu um sentimento de saudade... Saudade pura e serena, penso comigo mesmo. Uma nostalgia que irradia, nas ondas do rádio. Que saudades da aurora, que não é da minha vida, mas de certo da alvorada, com a qual eu começava o dia. Lembro-me do dia, por exemplo, que conhecia o Osmar (o Santos, ‘pai da matéria’). Já estava debilitado é verdade. Um acidente de carro naquela volta da baixada (Santista, depois de narrar um jogo do campeonato Paulista), e nunca mais ouviria o ‘i que gol!’. Até que ele soltou: i que gol! Que maravilha Osmar! Traduzida agora pelos traços suaves e únicos das pinturas e telas que retrata. Sabe, hoje me bateu uma saudade... Saudade do tempo, em que menino, simplesmente olhava as estrelas e contava: pequena concha, grande concha, as três Marias... E no meu coração o amor resplandecia. Amor pleno e verdadeiro. Daqueles que nem o tempo vicia e do qual sou eternamente grato. Hoje não fiz reportagem. Deixei-me entregar a poesia. Mas que teimosia... Não te esquecer e guardar no meu peito este ‘punhado’ de felicidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-3286944406344701313?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/3286944406344701313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/um-punhado-de-lembrana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3286944406344701313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/3286944406344701313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/um-punhado-de-lembrana.html' title='Um ‘punhado’ de lembrança...'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-201975992543869895.post-7771293771108577642</id><published>2008-03-14T02:11:00.002-03:00</published><updated>2009-11-24T16:30:18.511-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia do Repórter'/><title type='text'>Manchete de Casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/R9oMwwUY09I/AAAAAAAAABw/qQXLHA8CDxE/s1600-h/nova+janela+corte.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177464753359475666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/R9oMwwUY09I/AAAAAAAAABw/qQXLHA8CDxE/s320/nova+janela+corte.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Cachorros, muitos cachorros. Os latidos estouram nos meus tímpanos como estampidos de pólvora dos fogos de artifício. Malditos cachorros, pensei. Já tive cachorros, mas nunca tão barulhentos como os que ultimamente ouço no bairro. Já faz tempo que não temos um cachorro em casa. Gosto muito, mas minha mãe acha que fazem muito barulho, sujeira e dão muito trabalho. É verdade. Desde que ‘lili’ se foi, o único barulho de animais que ouço em casa é o do casal de periquitos australianos que ficam na gaiola, na área do sobrado. Ah! E o dos cachorros da vizinhança, que sempre me acordam da mesma forma. Praticamente uma ‘matilha organizada’, seguramente. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Curiosamente, os cachorros não me chateiam tanto quanto a chuva, esta garoa fina que teima em cair durante todo o dia na capital e na grande São Paulo. Foi ainda ontem à noite, no Jornal Nacional, que vi a Rosana (Jatobá, garota do tempo), avisar que o dia seria de chuva e de céu encoberto em São Paulo. Estou pensando em tudo isso, mas ainda deitado na cama, a olhar, por debaixo das cobertas, a luz que entra pelas frestas da persiana que escondem o vitrô do meu quarto. Fico imaginando como não deve estar a capital. Inundada, de certo. O trânsito na marginal, na radial, na vicinal... Congestionado, sem dúvida. Sinto o ar gelado que entra pela porta quando a abro para por a cara de fora e ver a quantas anda o tempo. É chuva mesmo. Levanto a persiana e abro o vidro para olhar a vizinhança. Não consigo ver muito. A veneziana está praticamente na altura da laje da casa da rua debaixo &lt;em&gt;(foto)&lt;/em&gt;. O máximo que enxergo são umas telhas caídas, um céu cinzento, casas com paredes a mostra, sem acabamento, limo e, é claro, muita chuva... O mundo está a andar, a acontecer, e tudo que vejo é uma imagem estática de casas e pedaços de alvenaria, banhadas pela água.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Olho para a minha mesa e para o computador. Deixei meus papéis espalhados. Isso me lembra que tenho trabalho a fazer. Ligo o rádio para me informar e qual não é a surpresa: “chuva em São Paulo e caos no trânsito”. Na página do UOL, na Internet, um homem atravessa a enchente com um cachorro nos braços. É só mais um dia. Uma quinta-feira. Embora nunca pensei que pudesse prever uma manchete só de olhar pela janela do quarto ou de ouvir os cachorros a ladrarem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/201975992543869895-7771293771108577642?l=reportersemfronteira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/feeds/7771293771108577642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/manchete-de-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7771293771108577642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/201975992543869895/posts/default/7771293771108577642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportersemfronteira.blogspot.com/2008/03/manchete-de-casa.html' title='Manchete de Casa'/><author><name>Eduardo Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05539651260895944826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_noxcpFhBhZc/R9oMwwUY09I/AAAAAAAAABw/qQXLHA8CDxE/s72-c/nova+janela+corte.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
